quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Sérias. Nababescas. Terríveis. Caóticas. Cataclismáticas dificuldades técnicas avacalham com o template.

Aguarde, logo voltaremos (?) com a nossa programação normal.

domingo, 26 de março de 2006

Das Pescarias

Sê, doravante, pescador de homens (e vinhos), não mais de peixes.

Hoje pela tarde, profundamente entediado, fui pescar com um primo. Dez minutos, um peixe (só podia ser um), que a julgar pela tensão que causou na vara, era de promissor catandura, escapou-me.

Cinco minutos depois deu-se o mesmo. Confesso que fiquei um pouco chateado. Outros poucos minutos, deu-se novamente o assalto. E dessa vez ele, só podia tratar-se do mesmo pândego, rompeu a linha. Extremamente emputecido, chutei o banquinho no tanque, peguei a vara e arremessei como um dardo ao outro lado do pequeno lago e, com toda a solenidade necessária, desfiz a braguilha e mijei portentosamente n'água. Fiz tudo isso com uma consciência incrível.

Depois da cena de indignação, voltei, resignado, para o carro, ouvi música, li e fiquei desfiando comentários pouco agradáveis e muito misantrópicos à boa arte da pesca que, pelo que pude ver, não foram muito bem quistos pela enorme sociedade que, no local, dedicava-se precisamente à ela.

Quase no final da aventura, meu primo sugeriu que fosse resgatar o banco nas profundezas de uns 40 centímetros do tanque. Pedi licença para declarar que o primeiro inútil que viesse me aborrecer com essa sugestão não só conheceria o destino do banquinho como, provavelmente, seria remetido em processo similar para fazer companhia ao dito assento eternamente. Salientei ainda que detestaria causar bulha num lugar tão arcade, mas se fosse o caso providenciaria para que os peixes tirassem a desforra de seus predadores com um corpo para digerir no lago.

Me deixaram em paz e, desconfio, não convidam mais para pescar. E assim são os meus finais de semana aqui, embruteço-me, eis tudo. Sobretudo sem uma garrafa de vinho para conversar, clarear as idéias e o mijo.