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sábado, 16 de março de 2013

Battlefield 1942 mora no meu coração

Vídeogames já são um tipo de arte, como o cinema. Técnica e dependente de inúmeros profissionais. Como os músicos.

Há trilhas de games que não cansam, que não envelhecem, que ainda me evocam o sentido embasbacamento da primeira vez que a ouvi casada com algum momento icônico do jogo em questão.

Uma delas é a trilha clássica, marcial, belicosa e bem marcada dos antigos jogos da série Battlefield. Escolhi a versão do Battlefield 1942, mas poderia ter escolhido qualquer outra. Quando a ouço, lembro de um dia jogando, no PC, isso deve fazer uns 10 anos, um mapa na Normandia em que meu desafio auto imposto era não morrer nenhuma vez. A coisa de "puta que pariu, caralho, eu morrer nessa merda" não parava de surgir na mente a cada progresso pelo cenário. Era uma das minhas primeiras experiências em jogo de tiro de primeira pessoa e no multiplayer.

Não que não se possa morrer nesses joguinhos. É um tipo de guerra cômoda. Você dá uns tiros, explode coisas, avacalha com alguém, dali a pouco morre, e em 20 segundos, volta para tentar de novo. É a guerra civilizada. A única coisa que sai ferida é o orgulho, quando você leva um tiro de mais de 200 metros nas guampas, ou morre esfaqueado.

Eu lembro de um trecho do jogo, na porção singleplayer, que um personagem diz "start fighting or I'll find someone who can". Dadas as limitações técnicas da época, a atuação do dublador era bem macarrônica e o sincronismo labial beirava o inexistente. Mas, por algum motivo, é uma cena que eu sempre lembro da série Battlefield.

Nessa partida histórica de Battlefield 1942, de tantas e tantas, a única que lembro, recordo de ter vencido o mapa. Ter matado uma porrada de nazistas, muitos deles com headshots, eu sempre gostei de jogar como franco-atirador, gosto da ideia de precisão. Lembro que destruí os adversários e, olhando em retrospecto, nada melhor que o tema do jogo para embalar o vídeo desse gameplay que registrei profundamente na memória.

Pode ser que não tenha sido bem assim, mas é assim que eu gosto de lembrar.

Abaixo, a música para as cenas editadas pela minha memória seletiva. This sound never gets old.