A estrela que explode
é um jeito de dizer
que o universo tudo pode.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
76 anos de Sagan
Hoje, se vivo fosse, Carl Sagan celebraria 76 anos de vida.
Não poderia deixar de escrever algo sobre a efeméride, e para saudar sua memória, digo que foi uma honra e um prazer, na imensidão do espaço e do tempo, dividir com suas ideias e memória uma mesma época.
às 15:59 0 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo, História, Memórias
sábado, 6 de novembro de 2010
Versinhos nada originais
O legal de entender estrelas
enxergar os mistérios do universo
ver a beleza das nebulosas
admirar os buracos negros
divisar as escalas fabulosas
é entender o que é ser parte do cosmo
compreender que o poeta
que olha ao céu a esmo
é mais uma forma do universo
conhecer a si mesmo.
Balela
Acontece que eu não sou alegre
tampouco digo que sou triste
nada disso existe
é tudo balela!
o que apoquenta e vale a pena dizer
é que sou poeta.
Insignificancias
Acasos impossíveis.
eu sou um grão de areia
derramado na imensidão oceânica do deserto
o ar livre é meu desabrigo
não sou como os outros
cada grão é único
a diferença é que vai comigo
o coração bem aberto.
Eu sou um grão de areia
perdido na imensidão do universo
é tanta que aborrece e me faz triste
porque meus dias me fazem vergar
afinal, todo grão sonha
e o meu sonho
é me encontrar com o mar.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Trovinhas nº1
Acho que é frescura mas nem comento...
Não passa por torneira sem antes lavar as mãos
Carne não pode ser vermelha, chocolate é talento
Não come sorvete e suspiro só se for de paixão.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dia
Lá vai na mesma toada
o desafio do meu dia
desvelando-se no arquivo morto de minhas vaidades
o florescer imorredouro das minhas saudades.
Vai, vai mesmo
o desafio de todo meu dia
é sobreviver, ainda que vergando
à resistência claudicante da minha rebeldia
porque eu sou um, e ainda assim, sou bando
Como uma multidão
atrás de legitimidade e de nova intriga
vemos derrota na glória e odor na nostalgia
resistimos, aquecemos o inverno
vamos na mesma toada, esquecendo do moderno
lutando contra todo meu poder de transformação
É o desafio do meu dia
congelamos no inferno
Fazemos revolução
vai, vai mesmo, vai
corra por todos os caminhos
grite, mande avisar
que eu vou, eu vou levantar
e comigo vão todos os sonhos do mundo
vão-se as flores mortas do passado
e renascem em mim as toadas vivas
e o sorriso obstinadoÉ hora das caminhadas maiores
por onde ando de braços dados com todas as cores
atrás de vitórias, sonhos, derrotas e dias melhores
e os desafios incríveis do meu dia apressado.
sábado, 30 de outubro de 2010
Os Reds de Reed
É engraçado, e um pouco triste, assistir "Reds", de 1981. De um lado, o jornalismo nos bons tempos imediatamente anteriores à ditadura do "lead", da torpeza da objetividade que se vende como lei de ouro, e que não passa de brilho fulgaz de pirita a enganar os tolos, o jornalista e o jornalismo em estado de arte, militantes da transformação social do mundo. A vida de um ícone do jornalismo literário, o autor de "Dez dias que abalaram o mundo", John Reed. E também o florescer da Revolução Russa, a tomada do poder pela maioria de fato, a queda das oligarquias num primeiro momento, a chegada do tempo em que, acreditava-se, as rédeas dos destinos da humanidade seriam de todos, e que a igualdade seria um bem comum.
E de outro lado, o debacle inerente de todas essas coisas. O reconhecimento de que a União Soviética foi um imenso fracasso moral, social, político e principalmente humano. A convicção de que o jornalismo morre a cada manchete mal resolvida, a cada lapso, digamos assim, de golpismo, de truculência e de decadência luzídia.
Luzídia, sim, para nos lembrar que nem tudo que reluz é, de fato, ouro.
Bom filme. Bom filme.
às 18:09 0 comentários Marcadores: Cinema, Cultura, Entretenimento, História, Mídia, Política
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Banners!
É bom mudar as vezes, como já dizia o sábio e embriagado Vanucci: "é hora de mudar... ou mudar de vez":
às 13:48 0 comentários Marcadores: Photoshop stuff
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Books on the table
For a fistful of mercy.
I woke up this morning
and believe in a brigth new day
with all my smiles glowing
while I walk to my dreams
to figure out how am I growing?
O poema é ruim. Vocês queriam o quê? Agora é hora de Poems to fight back the baldness. Or boldness, whatever.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Rádio: Ennio Morricone - Ecstasy of Gold
Palavras para quê?
às 15:27 0 comentários Marcadores: Rádio blogue




