domingo, 19 de agosto de 2007

Carruagens de Fogo


Na madrugada da Globo (sábado pra domingo) passou "Carruagens de Fogo", filme do início dos anos 80 que versa sobre ideais do olimpismo e que acabou reforçando o tremendo clichê que abastece a temática da enorme maioria dos filmes sobre esporte. E tem aquela trilha sonora revoltante, do Vangelis acho, que foi usada a exaustão e virou chavão em vinhetas esportivas na tv.

E em comerciais também.
Na criminosa peça da Nova Schin, feito no oba-oba dos infelizes jogos Panamericanos, onde aparecem dois dedos correndo (?) para uma garrafa de cerveja, ao fundo da música tema do filme com um coro que agride a inteligência de qualquer um dizendo "ou seja cerveja" invariavelmente.

O engraçado é que os publicitários que tem essas idéias geniais crêem piamente que alguns pares de dedos embalados por uma música referenciada no esporte por conta de um filme vende mais cerveja. E os executivos também. A publicidade no Brasil, assim como outras tantas coisas, é algo muito inusitado. Procure as peças da Quilmes, que é argentina, no YouTube para fazer uma comparação e entenderá o que estou dizendo.

Eu simplesmente não consigo entender a relação de bundas e burrice com compra de cerveja. E talvez por isso eu não seja publicitário, mas jornalista.

Enfim, eu gostaria de ter visto "Carruagens de Fogo" porque fazia, e faz, muito tempo que não o vejo. Mas o diabo é que estava ocupado com o livro que tenho de escrever.

E a gente nunca pode ter tudo, afinal.

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