Ele está a minha espera toda manhã quando embarco no trem. Invade minhas narinas ainda entorpecidas pelas poucas horas de sono sem a menor cerimônia. Sua fragrância inconfundível toma de assalto todo o espaço tangível, lembrando que essa é uma conurbação para lá de mal planejada e mal sucedida, e que é bem possível que eu venha a encerrar meus dias no planeta, assim como tudo que hora vejo e conheço vá também embora sem que o doce ar da Marginal Pinheiros tenha se esquecido sequer de uma manhã de vir brindar o novo dia.

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