sábado, 1 de maio de 2010

16

Hoje completa-se 16 anos que Ayrton Senna rebentou-se inapelavelmente em muro italiano. Não há muito o que dizer. Lembro que ele marcou minha vida, era um heroi. Hoje relativizado pela compreensão mais madura da sua trajetória e irrelevância. Mas eu gostava de Ayrton Senna. Chorei quando ele morreu e fiquei bastante comovido. Era como perder um amigo.

Senna não foi messias, heroi, não foi exemplo como muitos pintam, porque ele não era sempre íntegro dentro da pista. Era só um cara dando tudo que tinha para ser o melhor naquilo que fazia. E ele era. O que Senna foi, mesmo, é ser genial naquilo que fazia: guiar carros rápidos, ser o melhor piloto, quase imbatível, forte, talentoso. Senna era uma força da natureza.

Todo menino precisa de um cachorro, dizem algums. Todo menino precisa de um carrinho de rolimã, de um pai legal, aprender a empinar pipa, descobrir se gosta de pescar, se é bom em galgar as árvores. Todos precisam de amigos. Completar um álbum de figurinhas. Mas todo menino precisa de herois. Bem ou mal, Ayrton Senna foi o meu heroi por muito tempo, e aqui vão, do fundo do coração de quem vive a regar o jardim das flores mortas do passado, as melhores saudações e as maiores lembranças ao eterno campeão.

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