terça-feira, 12 de outubro de 2010

O dia em que cresci

Mulheres. Assunto espinhoso. Dava para compor um novo blogue, uma antologia, uma enciclopédia e muito mais material condensando algumas observações e ponderações que tenho a fazer sobre o coletivo das mulheres. Não sobre uma em específico, mas todas elas. Aforismos e lições colhidas ao longo de 25 anos nem sempre muito bem vividos.

Não vou longe, no entanto, porque dita o bom senso na internet que postagens sejam breves. Sobre as mulheres, das muitas verdades que se sabe sobre o tema, uma das inescapáveis é a de que chega um momento na vida em que, respirando fundo, você, sobranceiro, pode afiançar para seus pares que, com todo orgulho, depois de muito sangue, suor e lágrimas investidos, sim, você sabe alguma coisa sobre elas. E, via de regra, passa pouco tempo e você percebe que, não, não sabia porra nenhuma.

Quando você era adolescente, crescia e se derretia por ebulição hormonal ao vê-las, elas sabiam. Quando se apaixonava e não sabia o que fazer sobre, elas sabiam. Quando olhava, elas sabiam. Quando estava nervoso, tímido, elas sabiam. As mulheres desde cedo se vestem privilegiando as curvas, os volumes. Elas se exibiam. A mais gostosa do colégio sabe que é a mais gostosa. Percebe rapidamente que tem um equipamento que a distingue das demais, que a faz cobiçada. Elas provocam, seduzem e instigam unica e exclusivamente pelo gosto de se sentirem desejadas. É um imperativo biológico assustador. E cruel, porque não tem jeito, elas não vão dar. E que persiste por toda a vida. Talvez não toda, mas eu não entendo nada de menopausa. Ainda.

Dada certa altura da vida você se dá conta que mulheres são fáceis. São seres confusos, comandados por instintos de auto-preservação cruéis, manipuladores e profundamente egoístas. Você percebe, com todo o contexto, que elas sempre foram assim. Enquanto você saía para encher a cara, ver futebol ou conversar sobre assuntos correlatos com os camaradas, as mulheres consumiam o tempo e o fosfato pensando em você, avaliando, calculando, definindo, projetando. Amadurecendo. A grande lição da dita guerra dos sexos é perceber, que elas sempre estão um passo à frente e que o homem se resume numa desesperada e inócua tentativa de empate.

No fim das contas nunca importava o que decidiam, planejavam, calculavam ou definiam, coisa que o tempo também ensina. Aliás, são sempre as mulheres que decidem as coisas. O mito de sexo frágil, de que pequenas mulheres inofensivas e assustadas caminham pela Terra em busca do amor e do príncipe encantado é, desde sempre, uma enorme mentira, o embuste da humanidade, criado por grandes, destemidas, poderosas e cruéis mulheres que, secretamente, governam o mundo.

Pouco importa, dizia, o que vinham a planejar, decidir ou fazer as mulheres. No fim das contas, a gente acabava sempre abandonado, esquecido, amargurado, num pântano, atolados aos pescoços num lodaçal de solidão, rancor, ressentimento, poesias e porres homéricos.

P.S.: Poesias no meu caso (embora, como se saiba, eu esteja longe de me presumir poeta), que sempre foi outro mal costume que adquiri muito cedo na vida, como dormir tarde, beber café e gostar de Elvis Presley.

1 comentários:

p. disse...

pobres homens indefesos...