Alías, o que é mais belo no som de Willard Grant Conspiracy é a leveza e despretensão. É como se a "insustentável leveza do ser" bastasse para uma bem acabada descrição das canções que embalam sentimentos verdadeiros, se não mesmo pueris, na voz grave, marcada e ornada por violão, violino e um senso de sobriedade que é quase intangível.
Willard Grant Conspiracy não é uma banda, sequer é um único músico. É um coletivo de músicos que, ao longo dos anos, já foi vivido por muita gente boa. O único membro fixo é Fisher, que dá vida às canções. Fisher chega a dizer que "se você diz que toca no Willard Grant Conspiracy, você toca". Em inglês a frase soa melhor.
E é mais ou menos por aí. Willard provavelmente nunca desembarcará no boteco da esquina para que eu vá lá prestigiar o show. Desta forma, o melhor que posso, é me apropriar das canções, dar a elas os meus sentidos e dizer que, de uma maneira ou de outra, eu também toco no Willard Grant Conspiracy.
Como aliás, fazemos todos.
sábado, 19 de novembro de 2011
Conspiracy
às 17:50 Marcadores: Cultura, Memórias, Rádio blogue

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