sábado, 24 de março de 2012

Pra baixo, idiota!

Eu sempre penso nesse filme. Eu sempre quero que Sean sobreviva à explosão. Que a Revolução triunfe, que não falte ouro para Juan. Que suas crianças cresçam à luz de um mundo melhor. Eu sempre vejo esse filme para encontrar qualquer coisa perdida, lá atrás. Para reviver cá, com meus botões e solidões, a improvável, e eterna, amizade entre um revolucionário irlandês e um bandoleiro indolente mexicano. Eu sempre revejo esse filme para buscar a sensação que tive ao vê-lo, maravilhado, pela primeira vez. Eu sempre revejo esse filme para ouvir Enio Morricone e me imaginar na pele do "firecracker", cruzando os desertos áridos sobre a moto, esquecendo dos meus remorsos, cismas, das minhas derrotas, dos tropeços do passado:

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