Amor e anarquismo são duas ideias naturalmente fadadas ao fracasso nas quais a gente continua insistindo, debacle após debacle.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Dia do Rock
Elvis Presley, Iron Maiden, AC/DC, Steppenwolf, Raul Seixas, George Thorogood & The Destroyers, Radiohead, Mago de Oz, Mark Lanegan, Mike Johnson, The Bambi Molesters, Bob Dylan, Erasmo Carlos, Joe Cocker, Kenny Rogers, Elbow, Screaming Trees, Kings of Leon, John Schooley, Nirvana, Placebo, Rolling Stones, Rogério Skylab, Stray Cats, Grateful Dead, Tom Waits, Nevilton, Rafael Castro e os Monumentais, Gene Vincent, Chuck Berry e Wander Wildner.
Muito obrigado.
às 16:35 2 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 2 de julho de 2011
Napalm
Tinha a suspeita, agora confirmo: Napalm é manufaturado à base de gasolina, então deve ter o odor parecido. E era usado para assar os vietcongues e o que tivesse pelo caminho.
às 21:54 0 comentários Marcadores: Memórias
terça-feira, 28 de junho de 2011
-4,5° - tô gostando, tô gostando
Acordei a emocionantes -4,5º hoje e persisti na incapacidade de promover o bom uso dos 5 megapixels do meu celular e trazer, para a posteridade, as memórias de mais uma manhã de inverno e do doce orvalho que nos agride a pele, esfola as narinas e encolhe, na metade masculina do gênero humano, as extremidades.
às 17:37 2 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sotaque do sul
Faz um frio de todos os diabos. Embora alguma divergência tenha sido constatada nos diferentes serviços metereológicos e nos termometros da casa e do carro, em uma média mais ou menos arbitrária e razoável, pode-se dizer que hoje batemos uma oscilação que compreende todas as temperaturas possíveis na faixa que vai do enrijecedor -1º C e chega aos folgados e tropicais 13,5º C.
Eu sentia saudade do frio. Mais ou menos como tudo na vida, fui sempre exceção nas preferências climáticas: sempre me encantou o céu de chumbo, o frio da noite, o desespero do despertar em meio ao vapor que sai da boca e do nariz. Frio é minha praia porque sou encalorado demais. Frio a ponto de frustrar minha honesta intenção de fotografar a geada de respeito que fez hoje: não quis sair de casa para encarar as artes que o gelo proporcionou no jardim.
E frio se experimenta com gosto aqui, na porção sul do Brasil. Sem querer desqualificar o frio mais incisivo que se acomete tanto quanto mais meridional for o parâmetro, mas frio gostoso é o daqui. Ando meio sulista. É por ter voltado pra casa, onde faz frio, não tem trânsito em qualquer hora do dia e todos os destinos e sonhos estão mais ou menos ao alcance das minhas pernas.
às 19:41 1 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 18 de junho de 2011
Liberdade de marcha à ré
Hoje acontece em 40 cidades por todo o país a, dizem, Marcha da Liberdade. Liberdade lá com eles, porque enquanto isso, enquanto endireitam-se as filas pelas ruas e avenidas pela legalização guela abaixo do consumo de drogas, no senado e na câmara abrem-se as pernas do país para a organização da Copa e das Olimpíadas.
Mas, claro, protestar contra isso dá preguiça. Precisa pensar, ter argumentos que não sejam calcados no hedonismo de uma geração descompromissada - que apatia é virtude. E no mais, envolvimento político em causas de real interesse público não dá barato.
às 12:12 1 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Alta quilometragem
Nesta semana eu fiz já uns 950 quilômetros entre idas e vindas para Curitiba. E estou adorando. Eu devia ser caminhoneiro ou piloto de endurance.
às 18:53 0 comentários Marcadores: Memórias
quarta-feira, 15 de junho de 2011
De volta
Há uma frase em um dos meus filmes preferidos, Apocalipse Now, do personagem de Marlon Brando, acho, que diz "eu adoro o cheiro de napalm pela manhã".
Eu não senti napalm na manhã de hoje, a do meu regresso. Mas rasguei a estrada de vidro aberto, e em vigorosos haustos, tomei do ar dos Campos Gerais, que se não cheira a napalm, ao menos, me dá a mesma sensação que teria Marlon no filme.
Rapaz, é bom estar de volta.
às 20:18 1 comentários Marcadores: Memórias
terça-feira, 14 de junho de 2011
São Paulo, 2011
Hora de ir embora. Pra voltar um dia, talvez. O fato é que o futuro pega na mão da gente e leva-nos por caminhos onde nem sempre a nossa escolha e a nossa vontade podem diante das circunstâncias. Eu vim, vi e venci. Nos meus parâmetros, claro, porque se vitória fosse o que realizei por aqui é provável que não fosse embora. Mas, de fato, cheguei desempregado e sai editor de um site enorme. É, digam o que disserem, mas foi um retumbante triunfo.
Mas como eu disse, o futuro vem e pega na mão da gente. Ele tolhe as veredas e quando você vê, caminhou e tudo à sua volta mudou. São Paulo, até segunda ordem, há de ser página virada na minha vida. E agora toca a morar em Curitiba. Em algum momento do passado, lá onde estavam os sonhos e disparates da infância, eu me imaginava morando em Curitiba que, do alto do meu provinciano mundinho, era uma expressão de vida cosmopolita. Hoje, mais que isso, é a realidade do futuro imediato, dos sonhos adiados e da vida preguiçosa que, sem eu perceber, já conta 26 anos.
E o que dói o coração é deixar para trás os amigos, dos bons, que cultivei na Paulicéia. É pena que não caibam todos no bolso ou que simplesmente não tenham o mesmo apreço que eu tenho pela vida pacata na capital paranaense, mas isso é papo para outra lamúria. Adeus, São Paulo. Hasta pronto, camaradas.
às 06:57 1 comentários Marcadores: Memórias
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Soy Celeste
"O Uruguai teve muitos grandes jogadores em sua história. Muitos craques como Scarone, Rocha e Schiaffino, mas sempre gostei daqueles que mostravam caráter e temperamento. Como Obdulio e tantos outros. Gosto de ser chamado de caudilho. Tem de ser como nos anos 30, quando em dez anos ganhamos 4 finais contra a Argentina, inclusive a primeira Copa. Nós ganhamos 4 finais e eles ganharam 10 amistosos. O que interessa mais? Futebol se joga com caráter. Eu sou assim"(Lugano, Diego - livro Tricolor Celeste)
às 16:41 0 comentários Marcadores: Memórias
terça-feira, 31 de maio de 2011
Clint Eastwood e o sinonimo da macheza contemporânea
Clint Eastwood. O homem. Clint faz 81 anos hoje e coleciona sucessos em praticamente tudo que se meteu a fazer na carreira de ator e diretor. Filmes intensos, personagens marcantes. O homem sem nome da minha adorada trilogia do dólar, o fugitivo de Alcatraz, o sorumbático de Gran Torino. Quem viu cada um desses filmes sabe porque Clint merece uns goles e um post em homenagem ao seu 81º aniversário.
É um sinal dos tempos que as mulheres hoje suspirem muito mais por Brad Pitt e George Clooney do que por um tipo como Eastwood. O cinema, e nossa sociedade, não produzem mais tipos adoráveis como Steve McQueen, John Wayne e Humphrey Bogart, são o triunvirato da masculinidade. Há momentos na vida em que você precisa parar e considerar o que o faz diferente desses sujeitos e porque você não pode ser como eles. Se fossem quatro, eu escalaria James Coburn nessa trementa patota. Sean Connery também merece a lista.
Alguns dos filmes de Clint são obrigatórios. Mas se não estiver com disposição de ver todos, se atenha à Trilogia do Dólar, que o fez, nos anos 1960 de jovem desconhecido, a galã e grande nome do cinema.
Eastwood é de uma macheza contundente só por ter aceito fazer filmes de faroeste no período de maior decadência do gênero, com um italiano desconhecido (Sérgio Leone) e no meio da Sicília - nada de desertos e poeira texana num filme sobre o oeste distante dos EUA. Os três filmes, "Por um Punhado de Dólares", "Por uns Dólares a Mais" e "Três Homens e Um Conflito" (também conhecido como "O Mau, o Bom e o Feio") lhe dariam a pecha de durão e marcariam muito o gênero no seu ocaso.
Mas foi vivendo o policial Harry Callahan, ou Dirty Callahan em "Perseguidor Implacável" (e na longa série de filmes que seguiram o sucesso do primeiro), que marcaria sua carreira como o sujeito que passa testosterona no pão mofado com a peixeira enferrujada. As sequências são tão boas como o primeiro, mas eu honestamente acho que poderiam ter parado no terceiro título.
Clint também tornou-se um diretor de extrema qualidade. Do alto de sua macheza conseguiu realizar o filme preferido da mulherada, "As Pontes de Madison" - ele deve ter feito isso só para mostrar quão machão é. E vem emplacando uma série bastante sólida de bons filmes e de sucesso de crítica e bilheteria: Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, a dobradinha A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jiwa, Invictus, Gran Torino.
Parabéns, Clint. Longa vida ao maior depositário vivo da testosterona, do último bastião da macheza cool do cinema.
às 15:54 0 comentários Marcadores: Cinema
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Rádio: Wander Wildner - Bocomocamaleão
Um dia eu vou ter um bar e ele vai se chamar Soriano. A não ser que ele fique na vizinhança de um cemitério. Neste caso, o nome será Pé na Cova:
às 21:50 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Projetos
Sem saber exatamente por quê, estou montando meu segundo livro e produzindo um disco. Projetos, acho que é isso que significa: coisas às quais você se mete a fazer porque as acha legais e divertidas.
às 16:03 1 comentários Marcadores: Memórias
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Rádio: Willard Grant Conspiracy - The River in The Pines
Dei-me conta de que este blogue está muito científico ultimamente. Hora de voltar às subjetividades que um dia derrubaram minhas veredas do mundo cartesiano das engenharias e me deixaram à deriva num oceano de palavras, emoções, compreensão e conceitos mais vagos que a frieza dos cálculos.
às 14:25 0 comentários Marcadores: Memórias, Rádio blogue
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Custo/benefício
Se for verdade que um deus, qualquer que seja a divindade antropomórfica a qual você vote fidelidade, tenha criado todo este universo podemos concluir que lhe falta maior noção da escala das coisas e que ele não etende porcaria nenhuma de custo/benefício. Isso sim, senhores, é um ser inteligente:
às 14:26 0 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo
terça-feira, 10 de maio de 2011
Rádio: Roberto Carlos - Outra Vez
Rapaz, como essa música me derrubava nos meus bons e nem tão saudosos tempos de fossa, daquelas de criar bicho e alimentar todas as minhas velhas prevensões contra relacionamentos:
às 15:23 1 comentários Marcadores: Rádio blogue
Táquions
Eu, arbitrariamente, escolhi a estrela de neutrons como a coisa mais bizarra do universo, ou ao menos a que mais me fascina e desperta curiosidade. Mas poderia ter escolhido os táquions. Ou, na verdade, não. Não há indícios de que existam, e nem mesmo de que não existam. Até aqui, ao contrário das estrelas de neutrons, táquions são construções ideológicas que fermentaram na vibração das cordas das teorias mais recentes sobre a natureza do universo e suas origens. É um recurso para explicar coisas que não se entende, mais ou menos na mesma proporção que, um dia, calhou se dizer que o trovão era a expressão da irritação de algum deus.
Mas, caso existam, táquions são incrívelmente bizarros. Seriam partículas que viajam com velocidade maior que a da luz. Pois é. Diria alguém que, não pode, nada vai mais rápido que a luz. Na verdade, nada acelera para além da luz. De repente, pode ser, uma partícula viaja mais rápido que a luz porque essa é a sua natureza, porque ela já se formou assim e contra isso nem Einstein pode nada.
Os táquions existiriam, então, num tempo próprio imaginário. Dada a particularidade de fluirem mais velozes que a própria luz, se você encarasse um em sua direção, não o veria. Só depois que ele passasse, você veria duas imagens indo em direções opostas: uma delas o rastro da trajetória percorrida pela partícula, algo como o "rastro de luz deixado pelo caminho", e de outro o rastro deixado pelo avanço inexorável de algo que pode viajar na velocidade do instante. É um Efeito Doppler anabolizado.
Caso existissem, fossem mensuráveis e controláveis, eventualmente, táquions poderiam significar avanços avassaladores na atual tecnologia. Computadores que trabalhariam quanticamente à velocidades superiores à da luz romperiam absolutamente todos os paradigmas científicos construídos em séculos, se não mesmo milênios de humanidade, em questão de horas. A rigor, um computador de táquions poderia processar coisas no passado, mais ou menos no sentido de que você poderia usar os táquions para mandar mensagens para trás na linha do tempo: praticamente, conversando com você mesmo no passado.
O tempo, então, não existe nos táquions. Experimentos da física quântica indicam que os táquions existem (e frise-se que indícios não são evidências). Se existem e carregam informações, era de se esperar que cá conosco tivessemos recados do futuro? Talvez já o tenhamos. Ou, mais provavelmente, os táquions viajam com velocidade maior que a luz, mas não a informação. Ou ainda, anda a informação no mesmo compasso, mas quando por aqui chegam, não aparecem, são indefectíveis, informação e táquions. E talvez, ora, que bom que o sejam. Não há muito proveito em se saber demais do próprio futuro, sobretudo nós, quando o melhor que fazemos é esquecer-nos do passado.
Se táquions existem, viajam assim, correm a todo o canto precedendo causas e efeitos. Cofio os bigodes e, cá comigo, pondero que se existem os táquions nestes termos, ora, pra quê Big Bang?
às 13:53 1 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo
segunda-feira, 9 de maio de 2011
9 de maio, o Dia da Vitória
Em honra à História, que rimbombem os acordes triunfantes da marcha "The Red Army is the Strongest", na voz do Red Army Choir, que narra as tragédias do soldado e fala, também, do odioso camarada Stálin:
às 12:40 0 comentários Marcadores: História
sexta-feira, 6 de maio de 2011
E Einstein tinha razão
É preciso tempo porque, embora, sim, tenha-se comprovado que a Terra distorce o espaço-tempo a seu redor a ponto de criar um vórtice nas suas imediações, por outro, esperava-se que a sonda fosse capaz de medições com 0,01% de margem de erro (para se ter uma ideia, a sonda foi capaz de medir desvios de pentelhésimos de arco: a escala foi de milhares de miliarcosegundos (um miliarcosegundo é a largura de um fio de cabelo humano visto de uma distância de 16 km). Na verdade, verificou-se que o número ficou mil vezes acima deste 0,01%. Nada que comprometa o experimento, mas aproxima muito seus resultados de tudo aquilo que já se tinha mensurado através de equipamentos muito mais simples e baratos.
Na coletiva que anunciou os resultados do experimento, Clifford Will declarou que "este é um resultado épico. Um dia isto será escrito nos livros como um dos experimentos clássicos na história da física". O experimento, independente do mérito de seus dados colhidos nestes anos, é um absoluto triunfo de engenharia e de simplicidade: a ideia foi mandar ao espaço giroscopios - a grosso modo, esferas perfeitas que giram livres num recipiente de vácuo com hélio superfluido - e apontá-los para uma estrela. Se Einstein estivesse errado, os giroscópios não oscilariam e manteriam-se eternamente apontados para a estrela de referência. Se, por outro lado, estivesse correto, a distorção espacial causada pela Terra perturbaria o movimento das esferas dos giroscópios.
O problema é escala e margem de erros. As esferas foram anunciadas como as quatro esferas mais perfeitas um dia produzidas pelo homem. E são. Fossem elas ampliadas até o diâmetro da Terra e teriam, no máximo, escarpas de 3 metros de altura. São virtualmente perfeitas. Mas mesmo esse grau de refinamento não foi suficiente.
Pode mesmo ser verdade. A exemplo de Eddington que, inglês, se embrenhou nas matas africanas em plena Primeira Guerra Mundial, para efetuar medições da órbita de Mercúrio e que vieram a comprovar os primeiros grandes saltos de Einstein, que de resto, era alemão, vivia ainda na Alemanha, adversária dos ingleses em campos de batalha. O trabalho de Eddington provou que Newton, inglês, estava errado. Era ruim para a propaganda de guerra que o maior físico de todos os tempos estivesse errado e tivesse que ceder passo, justamente, para um alemão.
O tempo passou, Einstein tinha razão em muitas coisas - são os princípios que descobriu que fazem, por exemplo, o GPS de seu automóvel preciso. Pode ser que este experimento abra veredas novas no avanço para se descobrir o que é a gravidade, o espaço e o tempo nisso tudo, a exemplo de Eddington e Einstein no princípio do século passado. Mas isso só o tempo vai nos dizer.
às 13:46 0 comentários Marcadores: Atualidades, Cosmo por ele mesmo, História, Tecnologia



