O cidadão de bem, pagador de impostos e cumpridor de seus deveres votou "não" no referendo. Porque ele tem o direito à auto-defesa, pensou. Então comprou uma arma.
Mas o cidadão de bem se estressa com as vicissitudes da vida moderna, como acontece de ordinário com todos nós, e resolve se auto-defender da esposa, do cachorro, do vizinho, do motorista que o ultrapassou e do caixa do banco que lhe cobrou uma taxa desconhecida.
Medo. Muito medo.

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