segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar..."

Eu andava mesmo precisando de vitórias, depois de viver um ano cheio delas, de uma constante descoberta e felicidade, cheguei a um fim bem desgraçado deste 2008. Vim encontrá-las, as vitórias, logo aqui, em São Paulo, cidade que eu renego. É uma dura rotina que terei de criar, e muitas coisas para abrir mão em 2009. O que não importa muito quando o tudo que se perde, perde-se à revelia. E o negócio é vir logo, com o coração aberto, carregando no peito todos os sonhos do mundo. Ao menos os que sobraram.

E amanhã seja, talvez, só mais um dia 23, como hoje será ainda 22 por trinta minutos. Dos muitos 23 que virão pela frente, esse será o primeiro. Que seja, também, o último, afinal de contas.

Como diria a canção, "tô me guardando pra quando o carnaval chegar", que será em Montevidéu, no caso, na velha máxima "amad con maestría, bebed con alegria que de esto se trata la vida", aprendida há três anos em Buenos Aires, na minha outra vida. Se Deus quiser os dias uruguaios serão bancados por uma revista obscura ou um jornal insuspeito da metrópole - e se não for, haverá boas companhias, que é o que importa. E o resto é, por maioria de votos, resto.

Por essas e outras, corre 2008. Corre, vai, vai embora. Saia daqui, baixe a cabeça, ponha o rabo entre as pernas e suma-se! É o que desejo do fundo do coração de gelo mais derretido e combalido do universo.

E venha, rápido, 2009; te espero de braços abertos. De coração vacinado, de alma limpa e de espírito remoçado. E das lágrimas, só para não dizer que não falei da flor, que as engulam o presente e o passado.

1 comentários:

Lyandréia disse...

A vida continua!!!
Espero encontrar mais matérias aqui...adorei conhecer seu blog...
Abraço!!!