sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Da cidade que não é mais minha

Da cidade que não é mais minha
recordo de tudo
vejo que nada resta
e tudo definha.

Na cidade que não é mais minha
resgato o tempo
reencontro o espaço
procuro por um momento
aquele meu abraço
na cidade que não é mais minha

Na cidade que não é mais nossa
eu lembro da felicidade
do tempo que foi absoluto
e me traz saudade
já que não há nada que eu possa  
sigo, irresoluto
pra cidade que nunca será minha.

3 comentários:

Junior Bellé disse...

Cara, isso ficou definitivamente, muito, muito, muito bonito! Puta mierda.

Mariana disse...

Muito bom...

Anônimo disse...

também tenho uma cidade que não é minha. que nunca será minha e que jamais foi minha. Sinto a estranheza em cada ser. uma estranheza tão estranha que chega a ser familiar. é amigo, talvez não sejamos deste lugar!