segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia D

Eu nunca fui muito Drummond. Verdade que gosto de muitos poeminhas do gentil mineiro, mas verdade seja dita, ele é feliz demais. Assim como Quintana, que no entanto, é mais sensível. Sou mais Nicanor Parra, Vinícius, Eugénio de Andrade, Benedetti. Eu sempre fui um melodrama do Alexandre Dumas lamentando o tremendo azar de nascer uns 200 anos atrasado.

O fato de eu ser menos gauche na vida, no entanto, não impede que venha aqui hoje, no dia em que o genial Drummond faria 109 anos - dia escolhido para o Dia D: Dia de Drummond - publicar, ou neste caso republicar, mais um poema de minha lamentável lavra:


Droit na vida

E quando eu nasci
um desses anjos de sombra,
veio e me disse:

se droit na vida, campeão
tá aqui esse déizão,
vai na padaria,
me compra uma pinga,
cigarro da tabacaria,
e traz o resto em dadinho.

1 comentários:

Anita disse...

Bóra jogar junto q me amarro numa jogatina.
;>