terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Clássico

Red Dead Redemption, já escrevi sobre neste blog, é uma das experiências de jogo mais completas, complexas, gratificantes e extremas disponíveis na atualidade. O jogo é um clássico instantâneo, é uma enorme, avassaladora, celebração de Ennio Morricone, Sérgio Leone, o pistoleiro sem nome, Clint Eastwood, os clássicos do gênero, a ideia de redenção, tão cara aos bons westerns, e que vai até no nome do jogo.

Abaixo, um vídeo que, acho, deviam ter mostrado para Tarantino antes de ele ir realizar "Django Livre". Tivesse visto ou, oxalá, jogado Red Dead Redemption, Tarantino teria mais recurso para não fazer cagada.



No vídeo, embora a edição seja de qualidade profissional, que você pode atestar nos cortes muito bons, digo que faltou um pouco do humor, do lado humano e carismático de Marston.

Mas isso não é problema. Para redimir a falha, pegue o seu videogame e bote para rodar Red Dead Redemption, clássico esmagador e testemunho daquilo de melhor que os games podem trazer para a sua vida. O game, que foi lançado em 2010 e me convenceu ainda mais da urgência de se adquirir um console, me fez entender melhor a paixão que meu pai tinha pelo gênero faroeste e me colocou, igualmente, interessado pelas obras-primas do estilo que, infelizmente, definha nas telonas há décadas.

Red Dead Redemption não é um jogo, é algo próximo a uma experiência, um tipo de jornada, de busca, de narrativa onipresente da vida de um sujeito, seus remorsos e sua necessidade de fazer acertos com seu passado, emendas com o seu presente e sonhos, que nem sempre se verificam possíveis, para o seu futuro.

Ultimamente, venho jogando muito Battlefield 3 porque, bem, todos os meus amigos e colegas de trabalho têm o jogo e costumam jogar juntos. É bem divertido. Mas não passa perto da adrenalina do duelo, de arrumar confusão no saloon, de assaltar diligências no multiplayer de Red Dead.

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