Eu, dificilmente, casarei um dia. As mulheres, em geral, têm se tornado criaturas muito desinteressantes. E considerando que, segundo todas as probabilidades, eu não vou mesmo comer a Keira Knightley e nem a Ellen Roche, resta-me fazer um conformado voto celibatário, ainda que, eu o confesso, involuntário.
Mas, na hipótese remota de que decida casar para não me aborrecer sozinho pelo resto da existência, saliento que planejo toda a pompa e circunstância para a cerimônia de fim de vida a que se dá o nome de casamento. Não é por acaso que Dumas tenha dito que a cadeia do casamento é tão pesada que, por vezes, são necessárias três pessoas para carregá-la.
Caso case, veja a construção, atestado de má redação que eternizo nesse texto, decidi que adentrarei nos meus últimos passos antes da morte matrimonial com uma marcha fúnebre. Ou talvez uma retumbante cantiga bélica, um Bella Ciao, ou The Red Army is The Strongest, quem sabe até mesmo o tema de Battlefield 1942.

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