quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Rádio: Mark Lanegan - Deep Black Vanishing Train

Mark Lanegan teve o bom senso de lançar um novo disco solo. E, depois de dois anos, voltará ao Brasil com um show em São Paulo, dia 14 de abril. Não tenho outro recurso a não ser ir.


Deep Black Vanishing Train by Mark Lanegan Band on Grooveshark

domingo, 22 de janeiro de 2012

Lógica

Então Deus encheu-se da razão, criou aí um tal de mundo plano apoiado no lombo de uma tartaruga. Não satisfeito, tomou nas mãos uma porção de terra da qual fez um sujeito, o primeiro deles, a quem se deu o nome de Adão. De uma das costelas de Adão, moldou o melhor que pôde uma mulher, também a primeira de todas, que se chamava Eva.

Adão e Eva gararam dois filhos. Os primeiros da história que, em dada altura desta história, deixam a companhia dos pais e firmam residência em vilas separadas. Onde encontram esposas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Desmotivacional do amor

Nunca subjugue seus impulsos amorosos. Viver com o fardo do arrependimento de uma aventura é ainda mais saboroso que resistir ao peso dos anos amargados pelo remorso da ação não tomada, da palavra não dita, do email não enviado.

Nunca cale o amor no fundo de si. Faça com que frutifique, ainda que em lágrimas suas. O amor é o que nos move, resgata o que há de bom em nós, dignifica nossas existências, torna o humano ainda mais humano. O amor, as lágrimas do amor, sublimam o que há de mais belo no homem. Não se acanhe de chorar por amor de alguém.

Mas se possível, tome providências para que as lágrimas sejam delas, aquelas vadias.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se e somente se

Anotem aí: quando, e se, eu morrer, gostaria de ser sepultado com a companhia de um osso de elefante, ou qualquer animal realmente grande. Talvez mesmo uma baleia. Minha intenção é confundir toda uma futura geração de arqueólogos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bowerick Wowbagger

Wowbagger, o Infinitamente Prolongado, é um alienígena que, por conta de um acidente em uma experiência científica que envolvia dois elastiquinhos de borracha e um acelerador de partículas, acabou condenado ao dom da imortalidade. Aborrecendo-se enormemente com o tédio de uma existência sem fim plausível, ele resolveu dedicar sua existência a insultar todas as criaturas do universo em ordem alfabética.

O que é, sabidamente, um tremendo de um bom uso da imortalidade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Clube da Luta é um filme bem menos bom do que você imagina

Eu nunca tinha assistido à Clube da Luta. Não por qualquer motivo outro que não fosse falta de tempo, de ocasião ou mesmo interesse. Mas remediei o lapso nesta madrugada e, enfim, vi o cultuado longa de David Fincher, lançado em 1999, estrondoso fracasso de bilheteria, mas um válido sucesso comercial na era do DVD em diante, quando acabou tornando-se um ítem cult para muita gente de minha geração.

De maneira alguma dá para dizer que Clube da Luta seja um filme ruim. Não é. Visualmente agressivo, é difícil encontrar uma composição fotográfica tão ácida ainda em filmes contemporâneos. Brad Pitt e Edward Norton constroem uma relação muito fluída em todo o filme e... é isso.

Não considero, como muitos, que Clube da Luta seja o filme de uma geração. Suas evocações filosóficas, tão cantadas em verso e prosa ao longo dos anos, são de conhecimento mineral. Pedregulhos com algum dissernimento a cada chutadela que levam pelas sarjetas são capazes de relacionar impulsos e niilismo em um mesmo axioma e presumir que grande parte do desastre a que se dá o nome de civilização está nas implicações do modo pela qual as sociedades se organizam.

Modo este que, no filme, se vê reduzido ao consumismo e o círculo de coisas ruins que o orbitam o modus operandi do ato de consumir, como a publicidade, o marketing, a economia, a falsidade da autoridade e a hipocrisia das ideias de posse, governo, de estabilishment. Não há, evidentemente, erro em criticar uma sociedade que se define a partir da data de lançamento do próximo iPhone ou de quais lojas abrirão pelas madrugadas prestando o inefável favor de conceder o mimo tecnológico, por módicos milhares de reais, aos madrugadores.

A questão não é a que se presta a crítica, a questão é o contorno e o discurso que, insisto, estavam bastante desgastados à época do filme. Críticas à sociedade do consumo conviveram em paralelo com o amadurecimento dessa sociedade de consumo a partir do momento que a primeiro pistão à vapor suspirou os estertores da Revolução Industrial. Neste sentido, Clube da Luta é um tremendo mais do mesmo que só encontra eco em mentes onde o repertório de indignação é muito vazio. Em cabeças assim, tem espaço vasto e fértil para se arraigar a ideia de símbolo que o filme acabou granjeando com o tempo.

Para tentar alcançar novidade, o filme exalta a ideia central do livro que lhe deu origem. Os tais clubes de luta que serviriam como válvula de escape e embriões para uma consciência libertária do mundo e do homem na sua relação com a sociedade. A ideia é saborosamente amadurecida no livro de Chuck Palahniuk, mas bem mal e porcamente tecida no filme. Em nenhum momento a relação entre causa e efeito do Clube da Luta dentro da realidade contra a qual o filme discursa fica evidente.

É sensível também a ausência na versão do cinema desta história da tensão sexual que existe entre o narrador sem nome e seu alter-ego. No livro, as duas personagens esgrimem em uma bem marcada dança de atração e fuga. O livro é exemplar (não por acaso Chuck Palahniuk jamais chegou perto de tamanho sucesso em um livro) e qualquer tentativa de transformá-lo em outra mídia teria, e terá sempre, dificuldades enormes.

Clube da Luta não é, portanto, nenhuma novidade em qualquer uma das suas matizes. Nem mesmo o arco final da história, que desfecha a narrativa num confronto final entre narrador e alter-ego revela qualquer ineditismo numa solução para lá de gasta na arte de contar histórias. A surpresa funciona, mas peca pela falta de ineditismo e soa como um tremendo e aborrecido "mais do mesmo".

Com isso tudo digo que Clube da Luta é um filme ruim? De maneira nenhuma. Mas é bem menos bom do que se presume que seja.

Ao meu gosto, se fosse para embandeirar um filme como relicário de minha geração, adotaria sem a menor sombra de dúvida outro título, da mesma época. O Grande Lebowski, dos irmãos Cohen. Não menciono V de Vingança, de 2005, que soa no mesmo diapasão de Clube da Luta por pura honestidade em torno do conceito de geração.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal

Eu admiro profundamente a obra de Sérgio Leone. Diversos posts neste blog referem-se a estima que tenho pelos seus filmes magistrais.

Gosto muito de "Quando Explode a Vingança". Não chega a ser o mais celebrado filme do italiano. Mas eu gosto. Me apaixono pelo roteiro, que fala tão delicadamente de amizade, da improvável amizade que surge entre um bandoleiro mexicano e um revolucionário irlandês.

Adoro a presença de James Coburn no filme. A postura do personagem lembra demais meu pai. O filme em si é exatamente o tipo que prenderia meu pai por horas.

"Quando Explode a Vingança" pode não ser o clássico último do cinema, mas as cenas finais me fazem chorar, me leva a recuperar o luto adormecido, a saudade imorredoura que tenho de meu pai.

Hoje é natal. Acho que foi no primeiro natal em que meu pai faltou que a data perdeu o sentido. Escrevo isso correndo, sem me ater a detalhes, de lágrimas nos olhos, com a certeza de que o texto está ruim.

Está ruim, ainda que sincero, porque Sérgio Leone cutuca lá no fundo aquilo pouco que temos conosco e que define o que somos.

Ver os filmes de Sérgio Leone me faz, de alguma forma, mais humano.

Discordiano e desmotivacional

Segundo a astronomia, há um relevante lapso de tempo a se considerar quando observamos uma estrela. O que nos chega é a luz que elas emitiram há tantos e tantos anos. São fótons há muito expelidos que nos tocam em nossa retina. O lapso que vale para os astrônomos, vale também para os mais distraídos e sonhadores quando fazem um desejo para uma delas.

Em geral, elas estão a centenas de milhares de anos de distância. Então, é preciso considerar, que ao fazer um desejo a uma estrela ela já pode estar morta.

Assim como todos os seus sonhos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Idade

Já foi dito que crescer na adolescência é torcer com fervor para que a vida adulta chegue. E que envelhecer é morrer de saudade da indolência da juventude.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Caminhando contra o vento

Caminhava pelas sombras com passos incertos e olhava, aturdido, para o que o cercava. Eram letras, palavras, parágrafos. Correndo entre os escolhos que vinham a si feitos de frases, armou-se de um ponto de exclamação ! Uniu na sua extremidade uma interrogação ? Fez uma conjunção dos sinais gráficos, tornou-os um gancho, e assim armado, defendeu-se das torrentes em forma de orações, verbos, substantivos e o que mais for.

Armado, ia colhendo as palavras que vinham a si, como que carregadas pelo sopro de um vento forte. Colocava-as nos bolsos conforme surgiam, elas não pesavam, não tinham dimensão, mas eram. Ainda assim, as palavras logo lotaram suas burras. Transbordaram por todos os lados e sem o menor esforço.

Passou a derrubá-las pelo caminho, deixou-as caídas ao chão e não se importou. Colhia novas palavras a cada novo passo, a cada novo sopro do vento. Começou a colocá-las na mochila que, só agora, dava-se por si de acompanhá-lo. Encheu todos os compartimentos de verbetes. Quando deu por si, carregava nas costas três volumes de Guerra e Paz, um livro de poesias e um pequeno jornal.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Revisitando o Guia

O Guia do Mochileiro das Galáxias é o alfarrábio que encerra todo o conhecimento disponível no cosmos. Isso significa que há nele tudo que passou, se passa e ainda se passará no universo.

Há no Guia um tópico dedicado ao porre alcoólico. Cito:

"Vá fundo. E boa sorte".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Princípios

Princípios estão aí para serem derrubados. Não pensei sempre assim. Acreditei, lá atrás, que amarrar crenças a conceitos e valores absolutamente incontroláveis era necessário para encaminhar as duras, desgastantes e aborrecidas escaladas da vida rumo ao amadurecimento.

Hoje, na verdade, muito dado à bobagem, já admiti que princípios são mutáveis. Chega uma altura na vida em que tudo que o cerca lhe questiona sobre suas crenças e valores. Este momento, que pode suceder da adolescência à terceira idade, divide as criaturas em dois tipos: os que entendem que seus princípios estão sendo questionados e, como resposta se abraçam perdidamente a eles, e outros, mais raros, nos quais timbro muito em me incluir, que em situações deste gênero entendem que a vida, os amigos, as circunstâncias não estão questionando os princípios em si, estão questionando se eles realmente são seus.

Foi assim que relativizei muita coisa na vida. A lista é longa, vai de política aos porres, passa por religiões e figuras que me foram insuportáveis, e passa também pelo amor e a capacidade de trair.

Ah sim, esqueci de dizer que a catarse, porque foi uma, estragou inapelavelmente meu interesse por literatura e desmontou violentamente meu futuro promissor enquanto muito bem estabelecido engenheiro naval/mecânico. E a gente aprende a se abraçar naquilo que sobra.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A criação

É sabido, diversas culturas possuem diversos mitos da criação. O dos católicos, por exemplo, nos diz que um ser cósmico aborreceu-se e criou, de uma tacada, um universo, tendo o descuído de colocar nele antes as plantas e depois a luz. Não se sabe de que maneira sobreviveram as primeiras levas vegetais sem luz para a fotossíntese, mas isso é lá com os teólogos.

O Monstro de Espaguete Voador, divindade a que professo toda a minha fé, criou o mundo a partir de um anão, uma montanha e uma árvore. Os sectários de Shiva defendem que ela engendrou o mundo depois de uma relaxão sexual com outra divindade.

Mas campeões mesmo na alegoria são os pigmeus. À eles a criação se resume a uma corda que desceu dos céus. Por ela, foram descendo os pigmeus. E assim se criou a vida.

Muito perspicazes.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Design inteligente

Fanáticos religiosos importunam a todos com a sua concepção de que o nosso universo é fruto da criação inspirada e precisa de alguma divindade. Inclusive têm a pachorra de classificar a criação como "design inteligente". Discordo.

Por exemplo, dos oito planetas que conhecemos, sete não podem suster a vida humana. Para além disso, a esmagadora maioria do universo é hostil à vida: em lugares assim você morreria instantaneamente por fatores físicos, como calor, frio, pressão e radiação. E, mesmo assim, em geral, os religiosos gostam de dizer que a "precisa sintonia das forças que desenham nosso universo é prova de existência de deus".

Além disso, estrelas estouram em supernovas e se você estiver na mira da ejeção de radiação gama, você será torrado. Nossa galáxia está em rota de colisão com Andromeda, galáxia vizinha. O universo, devido as leis da termodinâmica, está em vias de se resfriar até que tudo seja frio e escuro (isso se desontarmos outras possibilidades teóricas igualmente catastróficas).

Isso apenas no universo.

Centrando o foco na Terra, você precisa encarar o fato de que o design inteligente desenhou um planeta que oferece apenas 2/3 de sua superfície para os humanos habitarem. Para além disso, o planeta é assolado por fenômenos naturais e apresenta um eixo demasiadamente inclinado.

Prova da inadequação deste planeta à vida está o fato de que aproximadamente 90% das criaturas que um dia viveram no planeta estão extintas. Além de tudo, este planeta levou 3.5 bilhões de anos para criar vida multicelular. Estima-se que a Terra tenha 4.6 bilhões de anos. Não é, portanto, um projeto que esbanja eficiência.

E isso tratando superficialmente do nosso planeta.

Há, claro, nós, humanos. O triunfo da criação. Religiosos costumam vibrar ao reconhecer a genialidade e o verdadeiro assombro de engenharia e complexidade que permite o olho humano funcionar. Mas, alguém aí enxerga em infra-vermelho? Em ultra-violeta? Raio-X?

Todos estes termos significam espectros de luz que nos são invisíveis, mas que existem. São tão luz como a que emana da tela de seu computador agora. A rigor, enxergamos uma parcela vergonhosamente exígua do espectro de luz e somos, proporcionalmente, tão cegos quanto um morcego, levando em conta a quantidade de luz que nos escapa.

Além disso, precisamos nos alimentar com enorme frequência. Um jacaré, por exemplo, come um coelho por mês e sobrevive sem precisar se alimentar novamente. Uma criatura que precisa de cinco refeições por dia é eficiente? É fruto de um design inteligente?

Comemos, respiramos e falamos por um único buraco. Esta falha de engenharia garante que uma considerável quantia de nós engasgue e morra todos os anos. Golfinhos, por exemplo, possuem uma via para cada atividade: alimentação, respiração e comunicação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O horror, o horror

Na noite de ontem em São Paulo. Um motorista foi vítima de um mal súbito e, em decorrência, o ônibus desgovernado que conduzia atingiu três veículos, três motos e um rapaz. Ele foi linchado até a morte por uma turma que estava em uma festa próxima ao local do acidente. Ninguém foi preso e desconfio que, procurando bem, em alguma rede social você vai encontrar algum protozoário vibrando por ter participado do massacre.

É este o admirável mundo velho em que vivemos.

Desistir é viver

Há uns dias eu disse a colegas de trabalho que viver e crescer é desistir das coisas. Que numa maternidade você encontra gênios em potencial. A rigor, cada bebê pode ser o próximo grande físico que dará respostas a origem de tudo, o biólogo que esclarecerá a origem da vida, o músico que irá significar um novo paradigma na música, na mesma medida em que Mozart fez. Mas que por uma série de razões e contingências, todos vamos desistindo na vida, abrimos mão de uma porção de coisas em que temos um verdadeiro talento, sequer descobrimos outros tantos e nos acostumamos com a vida mais ou menos lobotizada, a existência mais ou menos ordenada que a maioria das pessoas leva. Desistimos e nos agarramos naquilo que sobra.

Pode não ser a visão mais afirmativa da vida possível, mas quem disse que a vida precisa ser afirmativa? O bastante fato de você estar lendo este texto já é em si uma ridicularia estatística. O raciocínio foi recebido com riso, fui chamado de pessimista. Passaram uns dias, e a provocação frutificou nos incautos, que hoje dão razão a esta percepção que, a rigor, não acredito que seja minha. Devo tê-la visto, lido por aí.

E mesmo que seja fruto verdadeiro das minhas ponderações e observações, recuso-me a reclamar a paternidade do insight. Acredito que é senso comum estender nosso inúmeros fracassos, o longo processo de tentativa e erro, mais erro que tentativa em alguns casos, que acaba nos transformando naquilo que somos.

Se eu tivesse tempo de conversar mais com eles sobre o assunto, teria exposto que embora bem pouco triunfal, a ideia do fracasso como agente modelador da nossa vida não é, em si, algo triste. Se somos uma ridicularia estatística que veio a respirar e viver, então, de alguma forma, somos um triunfo.

Explico: remontando geração atrás de geração, a ordem exata de eventos e circunstâncias que garantiu a linhagem da qual você descende, a exata seleção de cada porção de DNA das mulheres e homens que deram origem a cada ancestral seu, o fato também assustadoramente raro de um amontoado de carbono e água pensar, escrever e ler é, em si, um triunfo da estatística sobre a matemática fria. As possibilidades de que você exista são ridículas: fosse pela vontade matemática, você não estaria aqui.

Mas isso não exclui o fato de que, mesmo improváveis, passemos a vida de desistência em desistência. No caso de o seu coração ser fraco demais para enxergar uma vida sem deus, redenção da alma e a dureza das desistências que constroem o seu futuro, ora, olhe para a improbabilidade da vida, da consciência e do absurdo do viver.

A vida, o universo e tudo mais

Quando você ouvir falar de "teoria das cordas", membranas e coisas do gênero e não conseguir condensar uma imagem mental da abstração de 10 dimensões espaciais, de membranas tridimensionais que dão existência, se não mesmo sentido, às coisas, lembre dessa imagem. É mais ou menos isso, mas elevado a um nível de complexidade e beleza que estouram os neurônios no duro processo de imaginar a coisa toda.

Meu antigo exemplo era de hélices girando, que possuem em suas extremidades, outras hélices girando. Todas elas rotacionando juntas formariam um sólido bizarro que é a tradução de múltiplas dimensões como instâncias da realidade. É, eu sei, meu exemplo é uma merda.

sábado, 26 de novembro de 2011

Brother

É curioso. Meu irmão está na Alemanha e, só agora, quando ele está longe é que ele está mais perto. Saudade é bom.

Rumo à Marte

Hoje a NASA mandou para o espaço a MSL, Mars Science Laboratory. É uma complexa unidade que consiste em um jipe, e que vai ao planeta descobrir, afinal, o que há por lá.

Só isso já é um fato interessante. Mas o que é bem legal na história toda é o fato de que a MSL leva um pouco deste Tertuliano ao planeta vermelho. A NASA convidou pessoas do mundo inteiro a escreverem seus nomes em seu site. Estes nomes foram condensados em um microchip e ficarão no planeta vermelho até que alguém pise lá para buscá-los.

É, provavelmente, o único pedaço meu que extrapolará os limites deste planeta.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aforismos - Desafios a Jesus

Jesus caminha por sobre as águas. Grandes bostas. Quero ver é nadar na terra.