quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Rádio: Radiohead - Bodysnatchers

I have no idea what I am talking about.

domingo, 17 de novembro de 2013

Para falar de meu avô

Quem, desatento, olhar para a longa história de postagens desse blog poderia pensar que seu autor se sente realmente orgulhoso deles.

Não seria verdade.

Eu gosto de uma meia-dúzia de poemas, alguns posts são bons, outros são ruins, mas me recordam épocas importantes. Com muito esforço, eu juntava um punhado deles.

No meio desses, certamente, eu carregaria comigo aqueles que menciono o homem de dois nomes, o meu avô.

Hoje, dia em que conto mais um ano de vida, fui visitá-lo. A doença e a idade são cruéis com ele que, sem poder fazer nada, embarca de memória em memória, temperada com os devaneios de quem, muito além da vista borrada que lhe impede de divisar o neto, não atina mais com a lucidez. Antes, eu gostava de ouvir as recordações de meu avô. Hoje, não dá mais para saber onde terminam as memórias e onde começam as fantasias.

Eu o invejo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rádio: Johnny Cash - Can't Help But Wonder Where I'm Bound

O bom e velho Cash:

No vermelho

Vivo em parcelas
juros
sobre juros
sobre juros sobre
sobre juros sobre juros
sobre juros sobre juros sobre
sobre juros sobre juros sobre juros
empréstimos de sorrisos
custos, custos
taxas de lágrimas
juros, juros e mais juros

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Por que eu me irrito com a patrulha animal

O resgate dos cãezinhos gerou um animado debate em que eu me vejo, já há algum tempo, incluído. Essa coisa de, hoje, tanta gente moderninha devotar desmedido amor a animais, enquanto relega a nem sempre tão brilhante humanidade a condição de ódio, rancor, um certo discurso de decepção pelo demasiado humano.

Ora, atire aí o primeiro beagle aquele que não deu com as fuças quando se fiou na humanidade.

Meu interesse na questão vem do fato de perecer de tantas amizades que comungam dessa percepção de vida. Vegetarianos, veganos, amigos que olham torto para uma jaqueta de couro - mesmo que ela seja sintética - são os exemplos que me ocorrem e com quem, ao longo já de tantos anos, venho travando discussões divertidas em que sempre me bato pelo lado do deboche.

É, no meu caso, sinceramente impossível levá-los a sério.

Por vários motivos. Não só pelas delícias da carne, das quais sou entusiasta de primeira hora, mas pela razão que me faz valorizar uma criança mais do que um cãozinho.

Sentir amor por animais não é algo que se deva escusar, obviamente. Meu problema nasce com o panfleto: a ideia de que todos, pelo bem da humanidade, deviam mudar de dieta. Seja pela poluição, pela crueldade, por qualquer razão que seja. Eu não vou na salada do vegetariano palpitar sobre os louvados transgênicos que compõem sua dieta, por exemplo, e que, paulatinamente, vão alimentando em seu bojo os mesmos tumores cancerígenos que, por seu turno, os incomodam em quem se alimenta de carne. Creio que palpitar no que orça a refeição do outro é uma tremenda falta de educação, a rivalizar com o falar de boca cheia.

Declarar que ama mais os animais do que pessoas, no meu caso, sempre pareceu distúrbio psicológico, e dos graves. Longe de me arvorar entendido nessas mecânicas, mas a única coisa que consigo extrair desse tipo de discurso é que o sujeito vota mais amor à criaturas incapazes de dizer não, de reagir, de interagir, de construir sentido e ideias complexas, do que aos humanos, extremamente hábeis em qualquer uma dessas atividades. Amar um cãozinho é muito fácil: a margem de manobra para que ele o decepcione é medida pela bosta que ele larga onde não deve.

Um ser humano pode destruir sua vida.

Esse compasso desregulado é apenas um sintoma de imaturidade, de pessoas que não conseguem votar sentimentos para criaturas mais complexas, que dizem não, se zangam, decepcionam e são decepcionadas, que mentem, que surpreendem, que nem sempre vão te amar em troca. É muito fácil amar uma criatura inferior, que não te ameaça e que não te desafia.

Considere-se o fato, também, que todo esse amor provoca perturbações. Cães de hoje eram lobos há 30 mil anos que, domesticados, acabaram sendo selecionados artificialmente, geração após geração. O cãozinho dócil de hoje é artifício da mão humana na seleção natural, não um primor de uma natureza sedenta de render uma pata amiga ao ser humano para que este possa odiar, tranquilo, seus pares, sabedor de que tem um amigo felpudo com quem conviver quando acabar sendo relegado a condição de ermitão, ou pária social.

Assim como, se pudesse, uma vaca comeria você e toda a sua família, um cão escolheria a vida isolada e distante de você. Se pudesse. Mas ele não pode, e é por isso que você o ama.

O amor aos bichinhos sinaliza um desvio de caráter: a tendência do sujeito de não se sentir confortável perante outros seres humanos. De não tolerá-los e de negar a capacidade tão nossa de sermos bichos altamente sociáveis.

Não surpreende, por exemplo, que Adolf Hitler, notório exemplo histórico de intolerância a seres humanos, concepções de mundo e raças diferentes, fosse ele também vegetariano e notável defensor de animais.

Em conclusão, é por isso que voto imatura a concepção de que animais são mais dignos de sentimentos nobres como o amor. Nietzsche, embora se referisse a deuses, disse que não há amor demais no mundo para que nos calhe o luxo de desperdiçá-lo com criaturas invisíveis. O adendo que cabe aqui é que, com efeito, não há amor que sobre no mundo que possamos dispensar para criaturinhas indiferentes.

Vivemos numa quadra em que a humanidade parece ter se esquecido do afeto por si em alguma gaveta do século 20 e em que, cada vez mais, sobram razões para lamentar a sociedade perturbada e doente que se convulsiona para salvar uma porção de cãezinhos num mundo que mata, por dia, milhares de crianças de fome. De fome.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Metades

Eu ando meio molhado
meio sem fim
caminho pelos cantos
e nas sombras
me perco de mim

Eu ando meio assombrado
do passado ruim
meio que desencorajado
porque o presente
esse foge, fode
foge de mim

Vou meio ressabiado
que lá vem o sim
é o futuro, está por aí
pronto para dar cabo
do que sobrou de mim.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Rádio: Clint Mansell - Lux Aeterna*

A composição de Clint Mansell, vibrando nas cordas, é um tipo de elegia musicada, um panegírico para a loucura, um contraponto. É a música do outro lado. O contraste para um dia feliz, o equilíbrio de um universo simétrico.



"Lux Aeterna" ("luz eterna" no pouco latim que eu nunca soube) faz parte da trilha sonora de "Requiem For a Dream". Há uma versão mais popular, "Requiem for a Tower", que foi usada como trilha de um dos trailers de um dos filmes da trilogia de O Senhor dos Aneis.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sem Snowden

Vem muito ao caso toda essa sofreguidão com que, revela-se agora, os norte-americanos espionam o mundo digital a troco de matar toda a colossal curiosidade que parece habitar os aparatos de segurança e vigilância lá deles.

Vem muito ao caso, digo, as denúncias porque eu as inaugurei quando, em março deste ano, sem Snowden nenhum para valer-me, identifiquei que fui visitado por algum esbirro do Departamento de Estado norte-americano. Provavelmente tratava-se de algum bisbilhoteiro ainda verde, recém saindo das escolas formadoras de novas e cada vez maiores gerações de sequazes daquelas paragens. A se lamentar o fato de tê-las inaugurado em março e ninguém ter me dado qualquer crédito, o que só reforça minha fama de jornalista de meia-pataca.

Distraído, nosso malsim, sinônimo para espião constante em qualquer dicionário, vá lá conferir, acessou o blog e esqueceu-se provavelmente de apagar os registros. A história você lê aqui.

Estamos todos, portanto, à mercê da insaciável curiosidade, desse voieurismo louco do estado norte-americano.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Rádio: Mark Lanegan - I'm not the loving kind

Sempre ele

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Triste

A única coisa realmente triste nos protestos de São Paulo é que vai passar. Simples, vai voltar tudo ao normal. Ano que vem tem aumento na passagem, quem foi preso pelos esbirros do estado por carregar vinagre vai se acomodar novamente. A polícia vai voltar a descer a borrachada impunemente nas convenientes vielas das periferias sem câmeras e os verdadeiros culpados por tantos e tantos anos de violências, das mais miúdas às mais graúdas, continuarão sossegadamente embastilhados em Higienópolis, nos Jardins, em Alphaville, no Morumbi, acordando toda miserável manhã para caminhar pelas calçadas das douradas comunidades em que vivem, alheios aos cidadãos que tomam 4, 5 conduções para ir ao trabalho ao filho da puta do preço de 3,20 dilmas. Porque aqueles entre eles que não têm a seu serviço um choffer, dispõe de um SUV desses bem escroto na garagem. Hoje, porque daqui um ano é mais.

O mais triste no episódio não é a cobertura imbeciloide e fascista da mídia, o despreparo do estado, a desconexão do governo com os anseios de seus cidadãos. Nada disso, porque isso acompanha a sociedade desde que o primeiro canalha descobriu que era muito divertido brincar de eleições. O primeiro oligarca imprimiu a primeira manchete e assim por diante. O triste, mesmo, é que vai voltar tudo ao normal.

Estupidez

Na quadra em que vivemos aceitamos com certa naturalidade que os esbirros do estado enquadrem nos rigores, e que rigores, da lei aqueles que carregam consigo qualquer porção de vinagre, o vinho que deu errado na Idade Média, e que parece ter encontrado utilidades que já vão além do condimento que tempera saladas, sendo, mais recentemente, desestímulo aos olhos de quem briga pelo que é justo verter lágrimas.

E é bom não morar em São Paulo. Eu descobri que a vida em São Paulo sem dinheiro é uma vida estúpida. Agora, estão aí os aguazis do estado para mostrar que qualquer variável de vida na pauliceia é, sim, completamente estúpida.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

24 Horas de Nurburgring

Durante muito tempo eu encarei a caixinha do Gran Turismo, ali, na sala, meio esquecida. GT5 tem vários problemas, mas ainda assim, é o Gran Turismo 5. Curisamente, de todos eles, de longe, é o que menos eu joguei.

Nesses meses de olhares trocados entre o game e eu, sempre pensava em terminar os endurance events, que eu sempre adorei fazer nas já pré-históricas versões antigas. Em Gran Turismo 5, por exemplo, temos duas provas de 24 horas - sim, 24 horas de corrida - e uma de 1000 quilômetros, além de alguns eventos de menor extensão, como 500 milhas, 2 ou 3 horas disso e daquilo. Se você tem GT5 e acha um exagero qualquer uma dessas corridas, saiba que você não merece o jogo. Gran Turismo é uma série feita por Jeremys Clarksons para Jeremy Clarksons. Ah, não sabe quem é Jeremy? Pare de ler o blog e descubra.

Eu adoro corridas e a perspectiva de correr as 24 Horas de Le Mans no jogo sempre me interessou. A questão é que para chegar lá, precisava desbloquear vários níveis, carros e elementos que, na adolescência, seriam muito bacanas de perseguir. E eu fui deixando o GT5 de lado.

Mas agora voltei. Embuído da determinação necessária, já disputei, e venci, as 24 Horas de Nurbürgring. Atravessei o inferno verde, logrei faturar a vitória a bordo do Audi R8 LMS. Gostei tanto da experiência que pretendo correr de novo, dessa vez de BMW M3 ou Nissan GT-R.

Isso dá uma ideia de Nurburgring no GT5:



O que mais me intrigava é a ideia de correr a noite. Qual seria a sensação? A imagens das 24 Horas de Le Mans quando os pilotos cruzam a Mulsanne noite à fora são fantásticas, mas qual seria a sensação no jogo?

Eu não corri a prova de Le Mans, ainda. Mas disputei Nurburgring e suas 24 horas de corrida no inferno verde. Média de um pit-stop a cada duas voltas, em virtude da extensão assustadora da pista de 23 km.

E posso dizer que o trecho noturno da pista - na minha corrida até choveu noite a dentro - foi impressionante. Depois que você memoriza as curvas e se acostuma com a ambientação, a corrida vira um experiência bem solitária. Cruzar as retas e curvas no meio da floresta, a 250, quase 300 por hora causou uma sensação que, honestamente, eu não esperava.

Foi uma sensação de curiosa. Eu não esperava, mas no cenário noturno, rendi mais, cansei menos na corrida e, algo inédito na minha relação com Nordschleife, finalmente, memorizei boa parte das curvas.

Se você tem Gran Turismo 5, levo em consideração que só se compra um GT se você gosta de carros e corridas, faça essas provas. É uma experiência única de jogo, corrida e competição que só um bom video-game pode garantir. E, agora, falta me preparar para as 24 Horas de Le Mans.

Na chuva e no escuro, é disso aqui para bem pior:


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Aforismos - Chorar

"Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar".

Carlos Drummond de Andrade.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Não vá ler um livro

Bioshock Infinite vai muito longe na hora de extrapolar as capacidades de contar uma história, o storytelling perfeito, perseguido por bons roteiristas de cinema. A narrativa te desafia, quebra paradigmas, coloca a belle-epocque num cenário de ficção científica, reinventa a Madame Curie, faz sonhar com Paris, mistura física quântica com feiras mundiais, põe para flutuar uma cidade inteira nos céus norte-americanos de 1912. Bioshock Infinite inclui, nisso tudo, um pano de fundo sociológico, há os anarquistas, os tiranos, os falsos profetas que usam religiões ainda mais falsas para justificar sua vida de poder, corrupção e mentiras, para flutuar pelo imaginário coletivo, dizendo e desdizendo, governando destinos e fazendo parecer que o totalitarismo é uma benção, não uma maldição. Bioshock Infinite é extremamente complexo, tão complexo que a história, e seu desfecho maravilhosamente fora do comum, só farão sentido para quem entender a realidade como uma tímida manifestação física de múltiplas possibilidades e o tempo da forma como Einstein vislumbrou: uma dimensão.

E você aí, achando que videogame é coisa de crianças ou de quem não quer crescer. Bioshock, qualquer um dos três, aliás, é só mais um jogo para mostrar que isso, hoje, não faz o menor sentido.

E, como deve ter acontecido com boa parte dos outros marmanjos que jogaram, me fez me apaixonar por Elizabeth, a NPC mais interessante e simpática da história dos vídeo-games. Ela é um caso a parte em todo o jogo. Elizabeth me resgatou do meu habitual cinismo, especialmente em video-games: eu jogo atrás de defeitos, de riso, de diversão, de alienação da minha realidade. Em Bioshock Inifinite, mesmo sabendo que Elizabeth não precisa de ajuda durante as batalhas, me via constantemente preocupado: será que ela está bem?

Ponto, parágrafo. Logo vamos chegar, neste mesmo texto, ao ponto onde dou veredito sobre o game em termos de impressões e da sua capacidade de competir com outros grandes jogos que eu joguei. Independente do veredito, se segure na cadeira se já leu até aqui, já chegamos a ele, toca dizer que Bioshock Infinite me provocou como só Journey havia provocado.



Ao veredito: É o melhor jogo que eu já joguei na vida? Não. Nem perto disso, mas Bioshock Infinite, assim como os outros dois títulos antecessores, tem aquela marca, aquela coisa da experiência, do impacto, de deslumbramento. Bioshock Infinite pode não ser o meu maior game de todos os tempos, mas sem dúvida será um daqueles que eu vou lembrar para sempre.

Nunca vou esquecer o primeiro diálogo com Elizabeth e a chegada de Mister DeWitt a Columbia, a cidade flutuante. Nunca vou esquecer essa história tão intrincada, tão cheia de detalhe, de carinho de quem fez um jogo pensando em quem joga. Bioshock Infinite devia ser vendido com um aviso na caixa: "Advertência: os últimos 30 minutos da história desse game podem causar dor de cabeça, sangramentos no nariz e crise existencial".

Que venha um próximo Bioshock. Dessa vez sem os corvos, eu quase enfartei com os corvos.

domingo, 2 de junho de 2013

Arte

Senhoras e senhores, com vocês o Cinema Brasileiro:

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rádio: Bill Elm & Woody Jackson - The Shootist

Eu me pego assoviando essa música, a parte depois dos 2:50, com enorme frequência. Tem ar Morricone, mas um ar moderno. Red Dead Redemption, o jogo de videogame que teria conquistado o meu pai.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aforismos - Tecnologia

"Engenheiros do Google desenvolvem um carro que se dirige sozinho".

Isso já existe. Nós os chamamos de táxis.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aforismos - Desmontando Murphy

Lorde Chesterfield era um aristocrata britânico (aqui nos referimos ao quarto conde dessas paragens, que teve o vezo de ser escritor) que, nos tempos da Inglaterra do século 18, redigia longas cartas a seu filho, orientando-o a proceder como um gentil-homem, termo constante nas deliciosas traduções mais antigas de romances de capa e espada do tempo, que eu devorei na adolescência com avidez. Hoje, menos civilizados, dizemos, simplesmente, gentleman.

Eram várias as orientações de Chesterfield a seu filho, todas muito ponderadas e dignas, mas a que mais meu causou impressão a vida toda, e que na verdade tem pouco que ver com a ideia de ser um gentil-homem, é aquela que diz:

"A paciência é o único meio de fazer com que as coisas ruins não piorem".

E eu não tenho mais paciência.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aforismos - Vida

Diz-nos Charles Bukowski em seu Factótum:

"Como diabos um homem pode gostar de ser acordado às 6:30 da manhã por um rádio-relógio, pular da cama, cagar, mijar, comer forçado, escovar os dentes e o cabelo, enfrentar engarrafamentos para chegar em um lugar onde, essencialmente, ele faz muito dinheiro para outra pessoa e ainda lhe é pedido que seja grato pela oportunidade?"

terça-feira, 9 de abril de 2013

Oportunidade de negócio

Oráculos, como aqueles da Grécia antiga, seriam um bom negócio ainda hoje. Encontrariam mercado inesgotável em gente como eu, que não sabe o que fazer da própria vida, e pagaria bem caro para atinar com rumos mais alvissareiros do que aqueles que acabou escolhendo.