Depois dos blogs, dos vídeos na internet, dos conceitos wiki e tantas outras revoluções, em São Francisco nos EUA um site elaborou um novo sistema de produção de conteúdo. Se você é usuário e quer que um determinado conteúdo esteja disponível na rede, que ainda não tenha sido elaborado, pode sugerir para o site Spot.us: o assunto vai à votação, e caso seja escolhido, a financiamento. Quando as doações atingirem o valor estipulado, o jornalista que se candidatou para fazer a matéria recebe o dinheiro e entrega o material. Se alguma empresa comprar o conteúdo, o usuário é reembolsado.
A idéia do site é que a cobertura oferecida pelas grandes corporações – e que às vezes deixa de fora algumas coisas – tenha esse contraponto. Mas e a possibilidade de que grandes empresas queiram usar o espaço para fazer propaganda? Segundo a equipe do site, as votações do conteúdo impediriam esse tipo de situação.
E aí, será que isso vai pegar?
De qualquer forma, sugestões de pauta podem ser encaminhadas. Juro que analisarei com carinho cada uma delas!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Spot Us - a nova revolução?
às 11:13 0 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia, Tecnologia
Rumos para centrar e cadê a bússola?
Decisões difíceis para se tomar na aurora de um novo ano não são exatamente aquilo que eu gostaria de fazer no princípio de 2009. Sobretudo por serem difíceis, complexas e extremamente antagonicas, elas simplesmente me deixam sem saber o que fazer. Mas há uma lição duramente aprendida por mim nos momentos de desnorteamento, ei-la: "calma, cara".
Olha aí, se alguém tiver alguma pista sobre o que devo fazer, meus queridos, a hora é essa.
às 01:04 0 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 27 de dezembro de 2008
On the road
Dia de pegar a estrada!
E de sonhar também. Planejar é arriscado.
E de, pela terceira vez no mês, ficar na intemperança de umas 8 horas na rodoviária de Ponta Grossa. Das 2 da manhã até o infinito. É, amigo.
às 13:27 0 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
"Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar..."
Eu andava mesmo precisando de vitórias, depois de viver um ano cheio delas, de uma constante descoberta e felicidade, cheguei a um fim bem desgraçado deste 2008. Vim encontrá-las, as vitórias, logo aqui, em São Paulo, cidade que eu renego. É uma dura rotina que terei de criar, e muitas coisas para abrir mão em 2009. O que não importa muito quando o tudo que se perde, perde-se à revelia. E o negócio é vir logo, com o coração aberto, carregando no peito todos os sonhos do mundo. Ao menos os que sobraram.
E amanhã seja, talvez, só mais um dia 23, como hoje será ainda 22 por trinta minutos. Dos muitos 23 que virão pela frente, esse será o primeiro. Que seja, também, o último, afinal de contas.
Como diria a canção, "tô me guardando pra quando o carnaval chegar", que será em Montevidéu, no caso, na velha máxima "amad con maestría, bebed con alegria que de esto se trata la vida", aprendida há três anos em Buenos Aires, na minha outra vida. Se Deus quiser os dias uruguaios serão bancados por uma revista obscura ou um jornal insuspeito da metrópole - e se não for, haverá boas companhias, que é o que importa. E o resto é, por maioria de votos, resto.
Por essas e outras, corre 2008. Corre, vai, vai embora. Saia daqui, baixe a cabeça, ponha o rabo entre as pernas e suma-se! É o que desejo do fundo do coração de gelo mais derretido e combalido do universo.
E venha, rápido, 2009; te espero de braços abertos. De coração vacinado, de alma limpa e de espírito remoçado. E das lágrimas, só para não dizer que não falei da flor, que as engulam o presente e o passado.
às 23:25 1 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Feliz ano novo
Começar o novo ano com um tratamento médico. Por que não?
Viva!!!
às 20:51 0 comentários Marcadores: Memórias
- Dois
"... até que ela perguntou se ele não tinha nada para lhe dizer, e ele lhe respondeu que ainda não era a altura, que tivesse um pouco mais de paciência. Ela disse que esperaria todo o tempo que fosse peciso, que a conversa que tinham tido no carro, a seguir àquele jantar, quando ele confessou que tinha mentido, fora como uma porta que se abrira por um instante para logo tornar a fechar-se, mas ao menos ela tinha ficado a saber que aquilo que os separava era apenas uma porta, e não um muro. Ele não respondeu, limitou-se a acenar que sim com a cabeça, enquanto pensava que o pior de todos os muros é uma porta de que nunca se teve a chave, e ele não sabia onde a encontrar, nem sabia sequer se tal chave existia. Então, como ele não falava, ela disse, É tarde, vou-me embora, e ele disse, Não vás ainda, Tenho de ir, minha mãe está à espera, Desculpa. Ela levantou-se, ele também, olharam um para o outro, beijaram-se na face como tinham feito à chegada, Então, adeus, disse ela, Então adeus, disse ele, telefona-me quando estiveres em casa, Sim, olharam-se uma vez mais, depois ela agarrou-lhe na mão com que ele lhe ia tocar o ombro em despedida e, docemente, como se guiasse uma criança, levou-o para o quarto..."
José Saramago, O Homem Duplicado.
às 10:32 0 comentários Marcadores: Cultura, Memórias
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Dia de ir ao médico
Vocês não sabem o quanto eu detesto ir ao médico. Estraga o dia todo com aquela espera e tudo mais.
Um bom presente para um médico: relógio!
às 13:37 0 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
domingo, 14 de dezembro de 2008
Tu o disseste
Não tem jeito. Nunca me dou por vencido. Afinal, não seria "A Máquina do Tempo" um filme muito melhor se o protagonista não desistisse? Se ele seguisse meu exemplo?
É, eu sempre te reencontro.
às 11:23 1 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 13 de dezembro de 2008
Mordaça
"Tantas coisas a serem ditas. Tantas coisas para perguntar. Tanto o que sentir e viver e eu aqui, me sentindo amordaçado".
Queria conhecer mais de poesia. Traduz a gente tão bem às vezes.
às 00:15 0 comentários Marcadores: Memórias
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Templates II
Eu falei que iria mudar o template desse blog. E vou. Mas é que sozinho dá uma preguiça e, de mais a mais, eu não sou tão criativo como seria se tivesse ajuda das pessoas certas.
às 13:22 0 comentários Marcadores: Memórias
Respira fundo e tenha fé
Amigos com problemas graves, eu com problema também. Mas que semaninha, viu!?
às 00:33 0 comentários Marcadores: Memórias
Templates
Template cansou. Logo um template novo, mais clean. É só eu ter tempo, coragem e inspiração.
às 00:22 0 comentários Marcadores: Memórias
domingo, 7 de dezembro de 2008
Auto-ajuda e final feliz
Uma vez, devem fazer já uns 6 anos ou mais, um colega me perguntou (a verdade é que à época ele era meu melhor amigo, mas os rumos diferentes que nos levaram acabaram por nos afastar, não o vejo fazem uns 3 anos, e isso é triste): cara, eu nunca namorei. E agora tô namorando e não sei se gosto mesmo dela, como que eu faço?
Eu não lembro direito o que, do alto de toda a experiência afetiva que nunca tive, eu disse - embora uma anotação aqui e ali tenha em si o sentido aproximado. Contudo, sei resumir o sentido daquilo que hoje, tanto tempo depois, se torna tão verdadeiro:
Primeiro que isso só você pode descobrir e saber, ninguém vai dizer para você isso, não tem jeito. É pesar o que vale e não vale à pena, o que você vê no amanhã e no presente, se ela tá nesses momentos todos. E depois isso tem muito a ver com vencer a insegurança e fazer escolhas. E escolher é arcar com responsabilidades, saber se você acredita naquilo tudo que você faz, e isso é mais geral, eu falo de tudo. Uma vez alguém me disse que fazer escolhas e enfrentar as responsabilidades é o que nos faz de adolescentes a homens, a adultos.
Ah sim, até onde sei, casaram-se ano passado.
às 15:07 4 comentários Marcadores: Memórias
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Churchill
As pessoas que me conhecem um pouco sabem do interesse muito curioso que eu voto pela Segunda Guerra Mundial. Ao longo do tempo, por este interesse ser motivado por uma cepa de genes muito teimosos e insaciáveis, o foco foi abrindo.
Dos múltiplos assuntos que permeiam a Segunda Guerra – e aquele que pretende conhecer dela algo de razoável sabe que são, de fato, muitos – foram surgindo outros temas. As personagens, precisei conhecer a biografia delas. Passamos para o contexto do mundo, na cultura, no esporte, enfim, eu nunca parei.
Estou no momento relendo “Sangue, Suor e Lágrimas”. É um compêndio que agrega os mais brilhantes – e devastadores – discursos de Winston Churchill (um ícone para mim – não tenho ídolos). Para aqueles menos versados na história do conflito que quase azedou definitivamente com a vida do homem na Terra, é mais ou menos o seguinte:
Nos anos imediatamente anteriores à conflagração da guerra, em 1° de setembro de 1939, por diversas vezes, Churchill alertou o governo de Sua Majestade quanto às intenções nazistas e o estado precário das defesas inglesas num eventual conflito. Churchill, em que pese o fato de que ao ler toda a sua obra percebemos que era sim defensor da paz, só a via possível naquele momento numa maciça e irrestrita campanha de reaparelhamento do material bélico inglês. Ele estava certo.
Os discursos são excepcionais, ótimos, fantásticos. Brilhantes. Churchill é uma figura impressionante.
às 22:23 1 comentários Marcadores: Cultura, História
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Espírito Olímpico
O Barão de Coubertin, que tinha horror à idéia de mulheres nas Olímpiadas, deve estar chacoalhando seu coração, sepultado nas ruínas de Olímpia na Grécia.
Luta livre é foda.
às 09:39 2 comentários Marcadores: Atualidades
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Publicidade de qualidade você não vê por aqui
Quando eu assisto comerciais na tv, normalmente, me assalta um zelo comunicacional impressionante. Eu me irrito profundamente com um comercial que diz que "brahmeiro não esquece de onde veio". Mas que porra é um "brahmeiro"? A propaganda não devia vender a cerveja? Se eu beber Sol sou um "soleiro"? Por acaso o rótulo da garrafa acompanha o consumidor agora? E se eu comprar a Brahma só quando esta vai para promoção, deixo de ser brahmeiro? Brahmeiro também subentende adoração ao deus Brahma? Por que falar do estilo de vida do Zeca Pagodinho? Alguém aí quer ser como o Zeca?
Me aborrecem enormemente a série de comerciais do Bradesco sobre as olímpiadas com aquela fanfarra aguda por trás - num arremedo de "Carruagens de Fogo" misturado com o Hino Olímpico. Não dizem nada. Você assiste esperando que algo aconteça na porcaria do comercial, mas nada. Ficam os atletas competindo, a música idiota no fundo e... nada!
Mais engraçado ainda é eles terem usado o Thiago Pereira nas peças, que ganhou duzentas medalhas no Pan - oh meu Deus, que grande atleta, diz a Globo e todo mundo, que perigo para o Phelps - e foi para as olímpiadas fracassar miseravelmente em todas as provas que participou. Do outro lado, o tal Cielo que foi lá e, tal como Julio César, ao matar meia Ásia, pôde dizer: "vini, vidi, vinci" (vim, vi e venci).
Mas voltando às publicidades, é notório que coisas realmente legais e bem sacadas sejam de fora. Muitos comerciais da Quilmes (cerveja argentina) são apaixonantes. Os da Audi, da Honda na Europa são fantásticos.
Como exemplo do que eu tô falando, assista este comercial da Honda da Grã-Bretanha:
às 18:11 0 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Por Una Cabeza, não Por Un Corazón
Descobrir que o tango "Por Una Cabeza", de Carlos Gardel, se refere a história de uma corrida de cavalos perdida no final e não a uma formidável e medonha desdita amorosa é, doravante, a maior decepção de toda a minha vida.
Pra quem não lembra, o tango mencionado compõe a trilha sonora do filme "Perfume de Mulher" (Scent of a Woman, 1992), com Al Pacino.
Ouça:
Perfume de Mulher - Por una Cabeza
às 16:45 1 comentários Marcadores: Cinema, Cultura, Memórias
quarta-feira, 23 de julho de 2008
E vamos falar do...
Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio -- maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.
Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, mercedes, motorista, mãos... Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meiágua, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
