segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Macarrônico

É um adjetivo legal. "Macarrônico" é o tipo de termo pouco conhecido, mas que abriga em si uma porção de sentidos e possibilidades de significação que bem poderia ser figurado em qualquer estudo mais aprofundado da língua.

"Macarrônico" tem uma riqueza de sentidos impressionante. Por exemplos: o sujeito chega e diz: "minha vida afetiva anda macarrônica" - o que nos leva a considerar que o cidadão atravessa uma quadra não muito estável, que remete ou a um dramalhão ou a uma italianada - afinal, macarrão, se não inventado pelos peninsulares europeus, foi ali popularizado depois que Marco Polo havia roubado a ideia dos chineses.

Você pode dizer que "vivemos num país macarrônico", o que passará uma ideia de zona, de bagunça, porque macarrão é assim. Se você foi a uma festa e pôde dizer que ela foi macarrônica, então deve ter sido uma festa legal, cheia de coisas ao mesmo tempo, divertida e interessante. Se algo tem proporções macarrônicas pode ser algo bom ou ruim, afinal.

Assim é o macarrão. Assim é a vida. E desejo do fundo do meu coração de gelo: macarrão com queijo para todos!

9000 visitas

Nada mal pra quem nunca quis ir muito longe em nada na vida.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sou mais eu

Conversando sobre perspectivas profissionais interessantes e o futuro do jornalismo contemporâneo com um chegado:

- Cara, eu acho que o lance é ou apostar, no caso dos impressos, em algo que mereça o dinheiro ou tempo gasto na leitura, por exemplo "piauizar" nossa imprensa, ou, do contrário, parem tudo que eu quero descer. Vão quebrar todos quando a crise refletir em anúncios e eu não quero ficar pra apagar a luz.

- E quem te disse isso? De onde você tirou essa conclusão? - diz o acadêmico revoltado por conclusões não abalizadas por pesquisas e métodos insolúveis.

- Eu disse. Não tirei de lugar nenhum. Não preciso de respaldo para falar bobagem.

Visual novo

Tava na hora. O outro era legal apenas porque eu tinha feito, mas não porque fosse de fato atraente e interessante. Temam, contudo, ó mortais, porque tenho me esmerado em aprender a usar o Dreamweaver. Aguarde e confie.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Trocadilhos para salvar o mundo

"Penso, logo desisto.

E descarto também."
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"Aposto com você que você não consegue fazer um trocadilho até a gente chegar no poste

Não aposte".

Sugestões?


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Spot Us - a nova revolução?

Depois dos blogs, dos vídeos na internet, dos conceitos wiki e tantas outras revoluções, em São Francisco nos EUA um site elaborou um novo sistema de produção de conteúdo. Se você é usuário e quer que um determinado conteúdo esteja disponível na rede, que ainda não tenha sido elaborado, pode sugerir para o site Spot.us: o assunto vai à votação, e caso seja escolhido, a financiamento. Quando as doações atingirem o valor estipulado, o jornalista que se candidatou para fazer a matéria recebe o dinheiro e entrega o material. Se alguma empresa comprar o conteúdo, o usuário é reembolsado.

A idéia do site é que a cobertura oferecida pelas grandes corporações – e que às vezes deixa de fora algumas coisas – tenha esse contraponto. Mas e a possibilidade de que grandes empresas queiram usar o espaço para fazer propaganda? Segundo a equipe do site, as votações do conteúdo impediriam esse tipo de situação.

E aí, será que isso vai pegar?

De qualquer forma, sugestões de pauta podem ser encaminhadas. Juro que analisarei com carinho cada uma delas!

Rumos para centrar e cadê a bússola?

Decisões difíceis para se tomar na aurora de um novo ano não são exatamente aquilo que eu gostaria de fazer no princípio de 2009. Sobretudo por serem difíceis, complexas e extremamente antagonicas, elas simplesmente me deixam sem saber o que fazer. Mas há uma lição duramente aprendida por mim nos momentos de desnorteamento, ei-la: "calma, cara".

Olha aí, se alguém tiver alguma pista sobre o que devo fazer, meus queridos, a hora é essa.

sábado, 27 de dezembro de 2008

On the road

Dia de pegar a estrada!

E de sonhar também. Planejar é arriscado.

E de, pela terceira vez no mês, ficar na intemperança de umas 8 horas na rodoviária de Ponta Grossa. Das 2 da manhã até o infinito. É, amigo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar..."

Eu andava mesmo precisando de vitórias, depois de viver um ano cheio delas, de uma constante descoberta e felicidade, cheguei a um fim bem desgraçado deste 2008. Vim encontrá-las, as vitórias, logo aqui, em São Paulo, cidade que eu renego. É uma dura rotina que terei de criar, e muitas coisas para abrir mão em 2009. O que não importa muito quando o tudo que se perde, perde-se à revelia. E o negócio é vir logo, com o coração aberto, carregando no peito todos os sonhos do mundo. Ao menos os que sobraram.

E amanhã seja, talvez, só mais um dia 23, como hoje será ainda 22 por trinta minutos. Dos muitos 23 que virão pela frente, esse será o primeiro. Que seja, também, o último, afinal de contas.

Como diria a canção, "tô me guardando pra quando o carnaval chegar", que será em Montevidéu, no caso, na velha máxima "amad con maestría, bebed con alegria que de esto se trata la vida", aprendida há três anos em Buenos Aires, na minha outra vida. Se Deus quiser os dias uruguaios serão bancados por uma revista obscura ou um jornal insuspeito da metrópole - e se não for, haverá boas companhias, que é o que importa. E o resto é, por maioria de votos, resto.

Por essas e outras, corre 2008. Corre, vai, vai embora. Saia daqui, baixe a cabeça, ponha o rabo entre as pernas e suma-se! É o que desejo do fundo do coração de gelo mais derretido e combalido do universo.

E venha, rápido, 2009; te espero de braços abertos. De coração vacinado, de alma limpa e de espírito remoçado. E das lágrimas, só para não dizer que não falei da flor, que as engulam o presente e o passado.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fim de ano

Tristeza no fim de ano não é legal, caros.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Feliz ano novo

Começar o novo ano com um tratamento médico. Por que não?

Viva!!!

- Dois

"... até que ela perguntou se ele não tinha nada para lhe dizer, e ele lhe respondeu que ainda não era a altura, que tivesse um pouco mais de paciência. Ela disse que esperaria todo o tempo que fosse peciso, que a conversa que tinham tido no carro, a seguir àquele jantar, quando ele confessou que tinha mentido, fora como uma porta que se abrira por um instante para logo tornar a fechar-se, mas ao menos ela tinha ficado a saber que aquilo que os separava era apenas uma porta, e não um muro. Ele não respondeu, limitou-se a acenar que sim com a cabeça, enquanto pensava que o pior de todos os muros é uma porta de que nunca se teve a chave, e ele não sabia onde a encontrar, nem sabia sequer se tal chave existia. Então, como ele não falava, ela disse, É tarde, vou-me embora, e ele disse, Não vás ainda, Tenho de ir, minha mãe está à espera, Desculpa. Ela levantou-se, ele também, olharam um para o outro, beijaram-se na face como tinham feito à chegada, Então, adeus, disse ela, Então adeus, disse ele, telefona-me quando estiveres em casa, Sim, olharam-se uma vez mais, depois ela agarrou-lhe na mão com que ele lhe ia tocar o ombro em despedida e, docemente, como se guiasse uma criança, levou-o para o quarto..."

José Saramago, O Homem Duplicado.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dia de ir ao médico

Vocês não sabem o quanto eu detesto ir ao médico. Estraga o dia todo com aquela espera e tudo mais.


Um bom presente para um médico: relógio!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Tu o disseste

Não tem jeito. Nunca me dou por vencido. Afinal, não seria "A Máquina do Tempo" um filme muito melhor se o protagonista não desistisse? Se ele seguisse meu exemplo?


É, eu sempre te reencontro.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mordaça

"Tantas coisas a serem ditas. Tantas coisas para perguntar. Tanto o que sentir e viver e eu aqui, me sentindo amordaçado".

Queria conhecer mais de poesia. Traduz a gente tão bem às vezes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Templates II

Eu falei que iria mudar o template desse blog. E vou. Mas é que sozinho dá uma preguiça e, de mais a mais, eu não sou tão criativo como seria se tivesse ajuda das pessoas certas.

Respira fundo e tenha fé

Amigos com problemas graves, eu com problema também. Mas que semaninha, viu!?

Templates

Template cansou. Logo um template novo, mais clean. É só eu ter tempo, coragem e inspiração.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Auto-ajuda e final feliz

Uma vez, devem fazer já uns 6 anos ou mais, um colega me perguntou (a verdade é que à época ele era meu melhor amigo, mas os rumos diferentes que nos levaram acabaram por nos afastar, não o vejo fazem uns 3 anos, e isso é triste): cara, eu nunca namorei. E agora tô namorando e não sei se gosto mesmo dela, como que eu faço?

Eu não lembro direito o que, do alto de toda a experiência afetiva que nunca tive, eu disse - embora uma anotação aqui e ali tenha em si o sentido aproximado. Contudo, sei resumir o sentido daquilo que hoje, tanto tempo depois, se torna tão verdadeiro:

Primeiro que isso só você pode descobrir e saber, ninguém vai dizer para você isso, não tem jeito. É pesar o que vale e não vale à pena, o que você vê no amanhã e no presente, se ela tá nesses momentos todos. E depois isso tem muito a ver com vencer a insegurança e fazer escolhas. E escolher é arcar com responsabilidades, saber se você acredita naquilo tudo que você faz, e isso é mais geral, eu falo de tudo. Uma vez alguém me disse que fazer escolhas e enfrentar as responsabilidades é o que nos faz de adolescentes a homens, a adultos.


Ah sim, até onde sei, casaram-se ano passado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Churchill

As pessoas que me conhecem um pouco sabem do interesse muito curioso que eu voto pela Segunda Guerra Mundial. Ao longo do tempo, por este interesse ser motivado por uma cepa de genes muito teimosos e insaciáveis, o foco foi abrindo.

Dos múltiplos assuntos que permeiam a Segunda Guerra – e aquele que pretende conhecer dela algo de razoável sabe que são, de fato, muitos – foram surgindo outros temas. As personagens, precisei conhecer a biografia delas. Passamos para o contexto do mundo, na cultura, no esporte, enfim, eu nunca parei.

Estou no momento relendo “Sangue, Suor e Lágrimas”. É um compêndio que agrega os mais brilhantes – e devastadores – discursos de Winston Churchill (um ícone para mim – não tenho ídolos). Para aqueles menos versados na história do conflito que quase azedou definitivamente com a vida do homem na Terra, é mais ou menos o seguinte:

Nos anos imediatamente anteriores à conflagração da guerra, em 1° de setembro de 1939, por diversas vezes, Churchill alertou o governo de Sua Majestade quanto às intenções nazistas e o estado precário das defesas inglesas num eventual conflito. Churchill, em que pese o fato de que ao ler toda a sua obra percebemos que era sim defensor da paz, só a via possível naquele momento numa maciça e irrestrita campanha de reaparelhamento do material bélico inglês. Ele estava certo.

Os discursos são excepcionais, ótimos, fantásticos. Brilhantes. Churchill é uma figura impressionante.