As pessoas não gostam de coisas como Tarantino por amor ao cinema, interesse pela arte, cultivo da linguagem audiovisual. É por preguiça.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Goddard em Tarantino
Perguntaram para o velho Goddard sobre a homenagem que Tarantino fez a ele, batizando sua produtora como “Band A Part”, nome de um de seus primeiros filmes. O cáustico Goddard respondeu: “Eu acho o trabalho dele nulo. Ele escolheu o título de um dos meus piores filmes para dar nome a sua produtora. Isso não me surpreende em nada.”
às 20:23 0 comentários Marcadores: Atualidades, Cinema, Memórias
Tarantino é ruim de doer, é o Lenny Kravitz do cinema
Quando, há mais de um ano e meio atrás, li que Quentin Tarantino preparava um western-spaghetti imaginei bem no que ia dar. O resultado, presente em "Django Livre", é um dos filmes mais aborrecidos, modorrentos, repetitivos e desnecessariamente longos que tive a chance de ver na vida. Mas é assinado por Quentin Tarantino, então vira clássico pós-moderno instantâneo.
Ponto, parágrafo. Em primeiro lugar, Quentin Tarantino é uma tremenda mala. Tarantino é um diretor de cinema muito, mas muito, sobrestimado. Seus filmes, há muito, limitam-se a reproduzir-se, apenas mudando o título, e as vagas inspirações que o diretor e roteirista usa para fazer valer o seu clichê preferido: o exagero. Tarantino é visto por muita gente como gênio do cinema. Não é. Arte não é reprodução, é exploração dos sentidos, fuga da realidade, inovação. Tarantino limita-se a copiar o mesmo filme a cada dois anos. Nesse sentido, seu trabalho não difere muito das novelas, iguais entre si ao longo de décadas. A única diferença é que sai o triângulo amororso/romance proíbido e entra o dueto vingança/cenas com muito sangue.
A Rede Globo devia investir no Quentin para suas novelas instantâneas.
"Django Livre" tem seus bons pontos. A atuação de Christopher Waltz não chega a qualidade do gentil e cordato oficial nazista de "Bastardos Inglórios", mas certamente coloca o ator a milhas de distância de muita gente por aí. DiCaprio rouba a cena com as explosões de seu personagem e o controle em cena. Sobre o elenco, paramos por aí.
Disse Tarantino sobre sua estupidez na forma de filme: "agora você tem a chance de inverter a história e pegar um personagem
escravo e dar a ele uma jornada de herói, fazer com que ele se vingue, e
mostrar esse épico da maneira que ele merece – o tipo de ópera
grandiosa que ele merece". Menos, Tarantino, bem menos.
Ainda
no paralelo com "Bastardos Inglórios", e seguindo a infeliz declaração
do parágrafo anterior, Tarantino disse que queria dar uma vingança aos
escravos norte-americanos com o filme, como fizera para os judeus com o
filme anterior. Sério? Ele vingou alguém? As comunidades judiacas e
africanas, igualmente vítimas de holocaustos, sentem-se com as almas
lavadas? Esse tipo de noção mostra o quão absurdo Tarantino vem se
tornando, o quão em desuso suas mal pensadas e exploradas referências
estão. Ele se leva a sério demais, se qualifica como o vingador de duas
etnias por meio de dois filmes inconsequentes e profundamente
irrelevantes na grande escala das coisas: o crime humanitário da
escravidão, os holocaustos, a morte de 20 milhões de judeus numa guerra.
No parágrafo anterior citei Waltz e "Bastardos Inglórios". Quem viu o filme de 2009 sabe que se trata de uma peça de humor tragicômico, onde uma porção de soldados aliados dedica-se a aterrorizar, na base da violência e do maior espírito de porco possível, todo o efetivo nazista estacionado na França. Agora, para quem não viu "Django Livre", basta tirar nazistas e colocar fazendeiros. França por velho oeste. Aliados por escravos. Pronto, resumido "Django Livre", novo velho filme de Tarantino que, eles, os neófitos já incensam às excelsas alturas de um panteão a que a longa, aborrecida e modorrenta peça de Tarantino não tem direito.
O panteão é aquele dos magistrais westerns-spaghettis. Dos quais, o próprio "Django", de 1966, faz parte. Com Franco Nero, o filme original é bem superior ao de 2012, que de resto, só lhe conspurca o nome. Para dar diapasão da diferença de um e outro, o filme de 1966 coloca Franco Nero na pele de Django, um pistoleiro que circula pelo empoeirado oeste carregando um caixão nas costas. Pois é. "Django Livre" coloca um escravo na pele improvável de um verdugo, vestido de azul, no meio de verdejantes campinas. Curioso observar que "Bastardos Inglórios" também rouba o nome de um filme dos anos 1970, que tratava sobre a Segunda Guerra.
Muito criativo, Quentin Tarantino.
Aos neófitos, Tarantino parece ser um tipo de ícone, de mestre de um cinema cheio de técnicas e detalhes que ele, Tarantino, tornou em clichê ao repeti-los à exaustão. Bons diretores têm estilo. Você reconhece traços, enquadramentos, detalhes de edição, por exemplo, no trabalho bem feito de quem procura contar histórias por meio do aprumo técnico e das especificidades de cada situação. Tarantino, não. É um borrão ensanguentado desde o primeiro filme, uma extensa e muito sobrestimada repetição de exageros, cortes de câmera repetitios e cenas de tiroteio e combate que são, a rigor, sempre uma reedição das anteriores.
Como é meio comum em suas realizações, Tarantino procura provocar o riso. "Bastardos Inglórios" tinha momentos engraçados, normalmente protagonizados pelo interessante e, admito, rico contraste entre o personagem gentil e civilizado de Waltz com o sanguinário e violento de Brad Pitt. Em "Django Livre", não há uma situação cômica de fato. Uma delas, que provocou riso na plateia do cinema, se dá quando Django adquire o direito de se vestir conforme lhe agrade, direito impossível para um escravo. A piada se revela pueril, gasta - você já viu no seu sitcom preferido um milhão de vezes - mas tem seu efeito para quem exige pouco de um filme, ao usar o recurso do corte e do absurdo visual.
Outra ponta de humor está no diálogo meio Monty Python dos membros da Ku Klux Klan. É engraçado, mas não faz parte do filme. É só mais um dos muitos momentos que, claramente, poderiam ter sido excluídos do produto final. Só devem ter sido mantidos porque Quentin Tarantino, incensado pelos neófitos, se leva a sério demais.
Savvy-die-hard-fucking-cinéfilos verão diversas referências no filme, como a ponta de Franco Nero, o Django sessentista, o nome do saloon aludindo ao diretor dos Djangos originais. Nada demais. Esse tipo de referência não agrega nada no filme e serve só para você cutucar a namorada, dizer de onde vem a referência, e soar muito fodão. Sai dessa, Tarantino, com ou sem essas alusões, seu filme é uma bomba.
A trilha sonora de "Django Livre" me pareceu excelente. E, de fato, deve ser: assinada por Ennio Morricone, não poderia ser nada menos do que perfeita. O que não é mérito de Tarantino, que se esforçou o mais que pode para avacalhar um gênero histórico do cinema e conspurcar o bom nome de Django, filme de excelentes proporções para sua época e aspirações. Não vou entrar no mérito da cagada de colocar um rap no meio de um western.
"Django Livre" segue a toada do clichê ensanguentado e violento, que marca uma trilha pela jornada de Quentin Tarantino no cinema. Violência não é problema. Há filmes deliciosos, que são muito violentos. O problema é a falta de propósito e o fato de que, ensimesmado demais, convencido demais, elogiado demais, Tarantino acha-se no direito de viver no clichê. Um repórter perguntou sobre a violência nos seus filmes, Tarantino respondeu: "não vou responder o que você quer, não sou seu escravo".
Relaxa, cara. É só um filme. Bem ruizinho, e só.
Daqui dois anos, Tarantino escolhe outro filme antigo, rouba-lhe o nome, e refaz "Django Livre". E você ouvirá elogios por todos os lados, assim como ouve para as novelas. E vai continuar sendo incensado pela minha geração, que acha descolado gostar dos filmes ruins de Tarantino.
A melhor definição sobre Quentin Tarantino ainda é aquela que, em 1980, deram a outro grandessíssimo plagiador, Brian de Palma: "ele apenas faz filmes sobre outros filmes".
às 16:14 0 comentários Marcadores: Atualidades, Cinema, Cultura
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Rádio: Sigur Rós - Ará Batur
Amarguemos mais um fim de semana escroto para mais uma semana escrota de uma vida escrota ensombrecendo a alma, turvando a vista de lágrima, o coração de decepções, a mente de arrependimentos e o corpo de remorsos.
Deixo-vos com a trilha sonora de um velório.
às 19:59 0 comentários Marcadores: Memórias, Rádio blogue
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Verbete para "jogou a própria vida no lixo"
Faz algum tempo que não me dou às filosofias, vir aqui escrever longamente sobre qualquer coisa. São vários os motivos. Primeiro, não acho que nada do que tenha a dizer vale à pena. Segundo, eu já fui bom de escrever, quando estava de veia, ia longe. Mas perdi o jeito. Parei de ler bastante, enferrujei. Hoje troco letras, antes eu compunha. Escrever relaxava, era divertido, e não descansava até que minhas construções soassem originais, bonitas, interessantes. Na verdade, talvez, eu só fosse pedante demais.
Terceiro, tudo muda. O tempo passa, ele não faz outra coisa, observação que criei no tempo em que escrevia, e a gente vira outra coisa. O Tertuliano de hoje mal se recorda do porquê escolheu Tertuliano como pseudônimo. Mal se lembra de coisas que considerou importantes antes. Chega ao ponto de referir-se a si mesmo na terceira pessoa.
Quarto, escrever, e sobretudo ir longe sobre a vida da gente no processo, nos obriga a olhar para quem somos, para o que viramos. Eu não gosto de olhar para o que virei, para quem sou. Falta-me muita coisa para a satisfação de ser, falta-me tempo para recuperar o que se perdeu e, pior de tudo, falta coragem, coragem que nunca tive, aliás, para virar a mesa. Eu sempre fui fraco e de viver na sombra.
E é por isso que eu resisto a mudar, é por isso que eu sucumbo a cada dia infrutífero, a cada desperdício de tempo, energia, vida, recursos, mente, alma e juízo em que a minha vida se transformou. Eu vou me afogando no fel diário do emprego que não me satisfaz, das contas, da falta de perspectivas, do erro histórico, do não poder voltar no tempo.
Não se engane pelo tom lamentado do texto, porque eu sempre fui meio tristinho. Sorte ou azar, a minha eterna passividade e fraqueza nunca me levaram a ser mais radical, nunca virei emo, por exemplo. Não cometi suicídio, o que dá para perceber. Eu sempre fui fraco para reagir, e sempre fui fraco para sucumbir. Sem sangue a correr quente pelas veias, virei refém da vida que não construí: virei refém da vida que me coube, que caiu nos meus pés porque, verdade seja dita, eu nunca corri atrás de algo melhor. A vida que me sequestrou sem que eu esboçasse reação, a vida que veio e matou os sonhos que eu tive, as chances que podia almejar, o futuro que dava para construir.
Vivo numa meia-vida indolente. Meu destino está escrito nas guampas afiadas de cada um dos dias que, como hoje, me acertam pelas costas, vergam minha alma, quebram meu espírito, torcem o pouco de bom que há, ainda, em mim. Eu tenho sangue de barata, barata sapiens sapiens, aquela que sabe que sabe que tem sangue de barata para a vida e, mesmo assim, é incapaz de torcer o boi, quebrar-lhe as guampas e montá-lo, tomando controle dessa maledeta vida.
Logo poderei submeter o requerimento para que, nos dicionários, meu nome conste como sinônimo para um complexo verbete, a ser criado, e que significará "jogou a própria vida no lixo".
Mais cedo, mais tarde, pouco importa, a vida vai me engolir. Daqui, vou esperar isso, vou continuar a, no escuro, regar as flores mortas do passado. A reboque, eu vou esperar sentado, cismando comigo mesmo, e remontando cada uma das chances que eu tive de corrigir o rumo e, mesmo assim, esperei, apalermado, tudo ruir na minha frente.
às 18:15 0 comentários Marcadores: Memórias
Emputecido
Para avaliar meu profundo emputecimento, escuto música. E timbro muito em declarar que, na lista das cem canções mais belas de todos os tempos (eleitas democraticamente por gente normal no Reddit), já nas 50 primeiras, tem muita coisa boa que ouço há anos. Ennio Morricone, Sigur Rós, Radiohead, Johnny Cash.
Eu tenho bom gosto. E dedo podre pra empregos.
às 17:46 0 comentários Marcadores: Memórias
Sem pierogada
Toda vez que eu faço planos para o fim de semana, acabo tendo de resolver alguma papagaiada do trabalho. Toda vez.
às 17:37 0 comentários Marcadores: Memórias
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Culinária subcultural
Hora de preparar o muque, estocar o requeijão caipira, que sexta-feira é dia da Tradicional Pierogada do Tertuliano.
às 19:55 0 comentários Marcadores: Memórias
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
He is the most beautiful car in the world
Você sabe quando um carro é sério quando escrevem "Superleggera" nele.
às 17:47 0 comentários Marcadores: Cultura, História
Cem anos de Aston 2
Aliás, não por acaso escolheram um Aston Martin DB9 para o trailer do Forza 4, game de simulação de corridas do Xbox 360. Curioso notar, no vídeo abaixo, que boa parte das cenas ocorrem em São Paulo. Aparece até a Avenida Paulista.
Sempre que vejo, ou lembro desse vídeo, tenho uma sincera vontade de prestar um solene minuto de silêncio em honra ao piloto dentro de todos nós, que foi morto pela sociedade moderna.
Dava 10 anos da minha vida para ser o cara que pilota o DB9.
às 17:36 0 comentários Marcadores: Aforismos, Cultura, Games
Cem anos de Aston
Hoje a Aston Martin, a montadora de maior carisma no mundo conhecido, completa seus primeiros cem anos de vida. Nesse centenário, foi de fabricante de fundo de garagem a campeã de Le Mans. Se eternizou com o DB5 prateado dos filmes de James Bond, quase sucumbiu junto com toda a indústria automobilística inglesa, sobreviveu nas mãos da Ford. Hoje, independente, produz o DB9, o Rapide, o Virage, o novo Vanquish (ai, ai), o V12 Vantage.
Carros bonitos, poderosos, verdadeiros bastiões tecnológicos de um mundo que sucumbe à ideia de que carros não podem dar prazer, criar sentimentos. Que carros, e quem gosta deles, estão na contra-mão do progresso. Aston Martin conquista corações, Aston Martin continua, hoje, em 2013, tendo paineis, motores, carroceria, bancos feitos com extensivo e cuidadoso trabalho artesanal. A Aston Martin é onde o apaixonado por carros se encontra com o que realmente importa em um carro: a alma.
Eu nunca vou ter um Aston Martin. Eles são caríssimos, não são exatamente carros, são símbolos. São até ostentação. Se eu tivesse recursos para ter um é provável que não tivesse simplesmente pelo reconhecimento disso. Mas não importa. Os Astons são como obras de arte. Você não precisa tê-las, precisa senti-las. Saber delas. Só.
Cem anos de força, beleza e alma, celebrados pelo vídeo abaixo.
às 17:31 0 comentários Marcadores: Atualidades, Cultura
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Na cozinha
Por que você não chora cortando cebola?
Porque ela só me faz mais forte.
às 16:48 0 comentários Marcadores: Aforismos
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Rádio: Craig Armstrong - Escape
Essa bela composição em crescendo me recebe toda vez que resgato, do passado, as muitas horas que me envolvi em escaramuças no Atlântico Norte, durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo o que podia para esconder meu u-boat nas profundezas contra os contratorpedeiros e fragatas dos aliados, em especial, os de sua majestade, e sua compulsão por dinamitar todo o oceano com aquelas cargas de profundidade.
Engenhosas são as cargas de profundidade, na mesma medida que devia ser bastante aterrorizante se enfiar num charuto metálico que mal suportava a pressão do oceano há cem metros de profundidade, que dirá as explosões.
"Escape" dá um sentido de urgência, de dramaticidade, a qualquer coisa. Escovar os dentes ouvindo essa composição dá impressão de se trata de uma luta feroz entre você, escova e os dentes. "Escape" transforma tudo em uma questão de vida ou de morte. Eu, que vivo a regar, no escuro, as flores mortas do passado, tenho, agora, a trilha sonora apropriada.
às 04:49 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Me fez rir e sentir bem
Seremos incomodados por mais uma edição do infindável Big Brother Brasil. Enquanto isso, na civilização, um programa de TV brinca com a realidade, resgata valores comuns, discursa com humor inteligente, faz todo mundo embarcar num sonho de construir uma casa de verdade com Lego.
Aprende, Brasilzão.
PS: O inútil YouTube, embuído na decisão de destruir completamente a usabilidade do serviço, não permite que eu embuta o episódio correto no post, apenas a lista de reprodução da série. Para assistir ao episódio específico ao qual me refiro, carregue a lista e clique no episdóio 6. Não lhe fará mal algum, aliás, ver os demais.
às 19:28 0 comentários Marcadores: Atualidades
sábado, 5 de janeiro de 2013
Nunca gostei de Dostoiévski
Nos bons tempos, quando eu era leitor, e consumia três volumes por mês, me torturei infinitamente por não suportar a literatura desenvolvida pelos senhores James Joyce e Dostoiévski. Fico feliz que, hoje, na idade do deboche, posso, enfim, fazer a paz com essas convicções ao lembrar-me da máxima de Bukowski que define, mais ou menos, que "com mulher e literatura de má qualidade não vale a pena perder tempo".
E, agora, velho e desiludido, digo que o que mede a qualidade de um livro é meu gosto pessoal. Isso coloca todos os thrillers de Forsythe em alturas mais privilegiadas do meu canone, ao passo que Joyce e Dostoiévski precisam se conformar com a sorte que os faz escritores de meia pataca, desses que trocaram letras a vida toda em enormes volumes que, ao menos na minha consideração, não servem nem pra limpar bosta.
às 19:54 0 comentários Marcadores: Memórias
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Rádio: The Red Army Choir - Bella Ciao
Tenho o sonho de ver esse tipo de música tocar no carnaval de minha cidade no sul do Paraná e ouvir, do palco, "bota pra ferver esse sangue eslavo aí, minha gente!".
às 15:28 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A noite em quase fui preso
Perguntem-me, meus hipotéticos filhos, sobre a madrugada do dia 3 de janeiro de 2013. Ou a seu tio, Alexandre. A noite em que quase fomos presos por incomodar a força bélica de Irati e adjacências.
Não há como negar que 2013 começou com certo estilo.
às 03:34 0 comentários Marcadores: Memórias
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Voltando atrás
Começa um novo ano e encho-me de razão para chutar o balde. Largar mão da vida atual e ir em busca de uma nova. O caminho para uma existência mais tranquila e repleta de bons prognósticos, no entanto, no meu caso, passa pela necessária correção de rumo e troca de profissão. Acontece que trocar o rumo significa investir numa nova formação acadêmica.
Nada demais. Escolhidos curso e área de interesse, toca observar quais são as opções em termos de instituições de ensino que ofereçam a dita faculdade em horários e lugares convenientes.
Aí você descobre que, na melhor das hipóteses, o deleite de se ilustrar sobre todos os conhecimentos que encerram a formação de bacharel em engenharia da computação orça, todo o mês durante cinco anos, a nada módica cifra dos 1500 reais.
De sorte que, registre-se, ficam revogadas todas as disposições de ano novo.
às 19:06 0 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Para começar
Há poucos dias, resolvi eleger uma música para despedir 2012. Agora, nada mais justo, escolher uma para saudar 2013. Ennio Morricone, com Titoli:
às 19:55 0 comentários Marcadores: Memórias, Rádio blogue
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Fim de conversa
A Terra girou (gira, gira il mondo gira, nella spazio senza fine) por mais trezentos e sessenta e tantos dias e, a dar-se fé na incapacidade humana de marcar datas para apocalipses, nada diz-nos que o planetinha, no fim, não conseguirá terminar mais um abraço em torno do Sol.
A Terra girou mais um ano e me parece bem inútil falar sobre o assunto. Não há nada que possamos fazer para desencorajar o astro de sua elíptica teimosia, de sorte que ela girou, gira e girará milênios à fio.
E o que não encontra remédios já está devidamente resolvido. Por isso, já que 2013 vem aí e nada podemos com isso, só nos resta dar adeus a 2012. Não farei balanços e nem promessas, não medirei meses e dias, só direi a 2012 meu adeus com uma canção:
às 10:42 0 comentários Marcadores: Memórias, Rádio blogue
