Nos bons tempos, quando eu era leitor, e consumia três volumes por mês, me torturei infinitamente por não suportar a literatura desenvolvida pelos senhores James Joyce e Dostoiévski. Fico feliz que, hoje, na idade do deboche, posso, enfim, fazer a paz com essas convicções ao lembrar-me da máxima de Bukowski que define, mais ou menos, que "com mulher e literatura de má qualidade não vale a pena perder tempo".
E, agora, velho e desiludido, digo que o que mede a qualidade de um livro é meu gosto pessoal. Isso coloca todos os thrillers de Forsythe em alturas mais privilegiadas do meu canone, ao passo que Joyce e Dostoiévski precisam se conformar com a sorte que os faz escritores de meia pataca, desses que trocaram letras a vida toda em enormes volumes que, ao menos na minha consideração, não servem nem pra limpar bosta.

0 comentários:
Postar um comentário