Fosse esse Tertuliano português, por azar não é, ele perguntaria:
- Mas por que o Mensalão de 2005 virou "Mensalão do PT" e o do tucanato empoado e plutocrata que desmontou o país, que movimentou quase R$ 54 milhões de reais - recorde brasileiro em corrupção, virou "Mensalão Mineiro" e não "Mensalão do PSDB" ou "Mensalão Tucano", que seria muito mais justo e lógico, posto que há precedente?
- Vai ver os mineiros todos foram cúmplices, daí extender a culpa a todo o povo com o gentílico.
- Ah tá.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
É Mensalão Tucano!
às 14:27 3 comentários Marcadores: Política
Calheiros
- Poxa, não vão pegar esse Renan Calheiros, hein...
- Olha, até onde se sabe não há nada provado. E mesmo que houvesse, o Senado não pode julgar o cara, não é seu papel.
- Você é a favor do cara?
- Não disse isso. Disse que é idiota querer julgar alguém por algo que não se sabe se fez, especialmente pelos seus pares que não são juízes, são algo pior: políticos.
- Mas tá na cara que ele é culpado, falam isso nos jornais sempre.
- Acontece que os jornais nem sempre falam a verdade e no mais, a disputa não foi para votar a cassação de um senador que pode ter pisado na bola, virou uma disputa inócua sobre quem votou sim e quem votou não. Não vem ao caso. Ninguém sabe se o cara é culpado. E o Senado não é corte de justiça, não pode julgar, portanto.
- Justiça... como você fala de justiça num caso desse, cara?
- Eu não sei, falo porque dou às coisas os nomes que elas têm. E que normalmente não são culpa minha. Mas o estranho mesmo é o tucanato empoado e plutocrata que desmontou o país ter feito campanha pelo voto secreto no Senado na época do FHC e agora querer mudar o jogo.
- Ah, mas vai dizer que você não acha isso justo?
- Ora, quem sou eu? Pergunte pro Renan Calheiros se é. Ele deve entender do riscado: foi Ministro da Justiça do FHC.
Pois é.
às 14:12 1 comentários Marcadores: Política
Reinventando Bourne
O gênero policial na cultura ou, vá lá, no mundo do entretenimento, surgiu na literatura romântica inglesa por meio de autores como Edgar Alan Poe, reforçada pelo Sherlock Holmes de Doyle e conquistou de imediato o público: o componente do mistério e da intriga dando as linhas do suspense página após página. No cinema filmagens de obras clássicas deram novo status ao gênero nas telonas e com o surgimento dos conceitos de quarta e quintas colunas, especialmente em função das duas guerras mundiais do século XX, surgiu um novo filão compartilhado entre literatura e cinema: as novelas de espionagem.
Ao longo do século passado não foram poucos os autores que granjearam notoriedade por criarem espiões que conquistaram mentes e corações, além de, evidentemente, cifras respeitáveis. Ian Fleming, britânico fleumático que servira no MI-5 (Military Intelligence 5, serviço de inteligência responsável por trabalhar dentro do Reino Unido) durante a Segunda Guerra Mundial e que em princípios dos anos 50 criaria o famoso James Bond, é um exemplo típico. Usando de ambições e aspirações que todo homem ocidental tem, mulher, carros, armas e glamour, o personagem emplacou facilmente. A Fleming seguiram Frederick Forsyth (do clássico "O Dia do Chacal, filmado na década de 60), outro britânico que assina livros do gênero como “Ícone” e “O Quarto Protocolo”, donos de abordagens socio-políticas riquíssimas e contextos históricos bem trabalhados por quem foi parte deles. Além dos dois britânicos, há que se mencionar os norte-americanos Tom Clancy (“A Caçada ao Outubro Vermelho”, filmado com a participação de Sean Connery, o primeiro James Bond) e Robert Ludlum, autor consagrado da trilogia sobre o espião desmemoriado Jason Bourne. Embora ambos tenham muito ranço anti-qualquercoisa que ameace a “liberdade” que o Tio Sam impõe ao mundo, não deixam de ser obras interessantes e empolgantes do estilo.
Embora o gênero tenha sua cartela fiel de fãs, há muito que carecia de uma reinvenção. O padrão pirotécnico e exagerado de James Bond não contemplava a ânsia de realismo que deve permear produções mais contemporâneas – ninguém mais acredita no carro invisível ou no Bond capaz de suster seus batimentos cardíacos para fingir a morte - insistindo nisso, em exageros como esse, o personagem e a franquia tornar-se-iam paródias caricaturais de si mesmos. Tanto é verdade que as últimas produções de Bond foram classificadas como “ação”, e não “espionagem”. O que mudou no excelente “Cassino Royale”, filme mais recente da franquia.
O que corrigiu os rumos do espião mais conhecido, Bond, e do gênero em si enquanto produção cinematográfica foi, sem dúvida, o advento de “A Identidade Bourne” (Bourne's Identity – 2001), filme que inicia uma trilogia escrita por Robert Ludlum, contando a história de um agente da CIA extremamente treinado e especializado que é enviado para assassinar um “rebelde” africano aos olhos da CIA. Por algum motivo o agente Jason Bourne, vivido por Matt Damon, perde a memória. Como “sabe” muito vira um alvo da agência para queima de arquivo.
A história de Bourne é a um tempo fuga e busca. Fuga dos seus verdugos e busca pela sua história, pela sua memória. Bourne reinventa o gênero a partir do momento que vive aventuras fiéis ao possível, sem as mirabolantes e incríveis cenas escapistas de James Bond’s mais antigos. Jason usa o Google para durante o filme para pegar informações, ainda que merchan, é um merchan bem feito e que aproxima o personagem de você. Bourne vive a espionagem de clássicos do cinema como o excelente “O Espião que veio do Frio” (livro de John Le Carré, autor de "O Jardineiro Fiel", filmado sob a direção de Fernando Meirelles recentemente). As cenas são muito bem dirigidas e pensadas, Bourne interage com os ambientes, desde a embaixada do primeiro filme a estação de Waterloo em Londres, na última película.
A busca do espião pelo passado e verdades o leva a denunciar um esquema de assassinatos promovido pela CIA. Além de conseguir de volta seu passado, Bourne é o estopim de um escândalo que leva à prisão seus perseguidores durante toda a história – o que é uma lição à certa noção de onisciência e razão que serviços de inteligência ganharam pelas páginas e telas anos à fora. E tudo aqui é bem dirigido por uma edição primorosa de imagens, onde o diretor Paul Greengrass, acostumado a cenas frenéticas com câmeras de mão, usa o expediente à exaustão: as perseguições e fugas de Bourne ganham ainda mais vida, embora com cenas meio confusas às vezes, aos olhos do espectador.
Jason Bourne e sua história, contudo, souberam buscar o que houve de bom no James Bond ancestral, além do enredo: as locações. Ao assistir a trilogia, praticamente um longo filme de seis horas, vamos de Paris a Moscou. Berlim, Turim, Londres, Langley (Virgínia, EUA. Onde está a sede da CIA), Tângier (Marrocos), Nova Iorque, Madri. Enfim, as viagens e as locações escolhidas a dedo trazem contraste ao filme e um brilho especial ao dinamismo das fugas e cenas vertiginosas da produção.
Contudo, nem tudo são flores, diria o poeta. Identidade Bourne, Supremacia Bourne e Ultimato Bourne foram três livros escritos por Robert Ludlum, falecido em 2001, que viraram os filmes homônimos. Com o estrondoso sucesso de crítica e bilheteria da série, os proprietários da franquia já arregaçam as mangas: querem fazer deste JB, outro James Bond. A idéia é iniciar uma franquia sem vistas de um fim, como é a de 007 que já conta 21 filmes desde 1962. Já está nas bancas, em inglês, duas novas aventuras de Bourne (“The Bourne Legacy” e “The Bourne Betrayal”), escritas por outro sujeito, Eric Van Lustbader, com tenções claras das telas de cinema em breve.
Se mantiver o ritmo e a qualidade, os fãs agradecerão. Mas se a busca for estritamente comercial, virá aí mais um Duro de Matar e de agüentar que não acrescentará nada. De qualquer forma, Matt Damon diz estar fora do personagem porque “cansou dessa coisa do Bourne”. Normal. Qualquer um cansaria.
Os fãs do gênero não cansam. Mas não são facilmente manobráveis, se fossem, James Bond, o JB mais emblemático (os JB's: James Bond, Jason Bourne e Jack Bauer) não teria, se me permitem o escroto neologismo, “bournizado” e voltado às origens.
às 13:35 0 comentários Marcadores: Cinema, Cultura, Entretenimento
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Reforma Ortográfica
Estou plenamente convencido de que o presidente da Academia Brasileira de Letras é um dos maiores mentirosos, hipócritas e imbecis do momento.
Vai criar porco, Marcos Vinicios Vilaça.
às 00:54 1 comentários Marcadores: Atualidades
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
(CONTO) E Caiu um Disco Voador
Nada. E esse era o problema. Tudo normal, incrivelmente normal. Contudo, seja para comprometer o fio que tomava esta história, seja para atrapalhar o autor, eis que no momento inesperado, ruge dos céus um som perturbador, como quinhentos motores v8 a gorgolejarem em plena rotação, detonando os tímpanos presentes a um raio de três quilômetros da praça, faltou dizer que é uma praça que nos serve de cenário, de onde observamos toda a cidade, ensurdecendo esses pobres miseráveis sem que ao menos soubessem como e porquê.
Fez-se silêncio. Silêncio desolador, agravado pela multidão de surdos, da qual poucos deram pelo objeto, não mais voador, entretanto ainda pertencente à classe dos não-identificados (embora tenhamos já, em parágrafo anterior, a audácia de identificá-lo: disco voador). Dizíamos que o silêncio era aterrador, os surdos erravam pelas ruas às apalpadelas, em pleno desespero, como se em lugar de perder o dom de ouvir, tivessem perdido a faculdade de ver.
Começou-se a juntar gentes à roda do aparelho, desconfiamos de livre vontade que seja um, que admiravam o acontecido. Os aposentados, que dadas certas particularidades do modo humano de definhar, já não eram contados entre os maiores e mais capazes ouvintes do gênero, agora que eram surdos de vez, trocavam olhares de felicidade – que era o que lhes restava, os olhos – olhares de júbilo, extremamente eloqüentes, como se a falta da audição houvesse feito desses olhinhos diapasões que reverberavam: viste? Embora, agora, não pudessem mais contar tudo o que verão, surdos que são. Sim, eles têm consigo a ciência de falar, visto que não são surdos de nascimento, mas queremos crer que os locutores de semelhante sucesso só teriam prazer em relatá-lo se tivessem consigo a capacidade de ouvir-se. Diante disso, o máximo que esses basbaques fazem é olharem-se. Nada mais.
Apareceram seitas. Apareceram pessoas que queriam implodir o disco, outras que o queriam como um monumento. Houve quem sugerisse desmontá-lo para estudo e evolução de nosso exército, que é, evidentemente, a prioridade de qualquer sociedade contemporânea. Passaram dias, semanas. Ninguém arredou pé, o disco também manteve-se imóvel. A chusma só fazia crescer. A administração pública, cônscia dos seus sacro-santos deveres de proteção do populacho, considerava criar por lá uma sub-sede da prefeitura, e cônscia de outros deveres, não tão sacros, estudava sob que alegação lograriam cobrar impostos dos acampados da praça, nome pelo qual ficou conhecida aquela sociedade. O juiz daquela vara instalou, em lugar de um antiguíssimo boteco, um tribunal para mediar os pequenos conflitos que jamais faltam num aglomerado de gentes das mais distintas e distantes orientações. Decidia os conflitos em meio às mesas, cadeiras, mesas de bilhar, balcões e engradados. Muitas anedotas se fizeram a respeito, dizendo que o juiz queria mesmo era encher a cara e não pagar.
O exército estava de prontidão. As tevês. Os hippies, os yuppies, os ermitãos que voltaram à casa, conhecedores de que, agora, meu caro, que há semelhante novidade na cidade, não há mais que se fazer no meio do nada, das cavernas e do campo, onde justamente alguns deles, há anos, esperavam pouso de disco voador. Vieram toda a sorte de formas e maneiras de se ver o mundo também, tomando ruas, casas, prédios. Houve enorme procura por janelas com vistas para o sinistro, o que tornou a especulação imobiliária algo de muito proveitoso e feliz naqueles dias no entorno daquela praça convertida em campo de pouso.
Embora a defesa civil desaconselhasse, as árvores do lugar passaram a abrigar grande população de curiosos arborícolas, dos quais já havia os mais engenhosos que, pregando aqui e ali fizeram um confortável poleiro. O ser humano, sempre solícito, dono de espírito extremamente inventivo, já começava a alugar os poleiros para os desafortunados a quem faltou espaço nas árvores, o que semeou muita discórdia, posto que os corretores de imóveis viram-se na infeliz contingência de terem uma concorrência ferrenha com um modelo de habitação mais prático, próximo e barato do foco de atenção. Sentiram-se ultrajados e, pelo que se soube, se não fosse a presença de forças repressoras e o grande número de pessoas aglomeradas no entorno da praça, teriam partido para as vias de fato e tomado para si o novo e promissor empreendimento imobiliário. Entendiam eles que os direitos de exploração sobre qualquer forma de locação de imóveis lhes era garantido pelo bom senso e por qualquer lei, que seguramente havia uma. Como se sabe, fazer justiça é sempre uma maneira de cometer uma injustiça em causa própria.
Entretanto, a longa vigília já fatigava, começavam uns a considerar levantar acampamento. E os militares, que haviam tomado para si as responsabilidades do local, ouviam os apelos para uma resolução mais prática, e sempre respondiam que: não é hora ainda, tenham calma. Sendo que o alto comando mandava para os diabos o desazo que teve essa merda de nave em cair justo no meio de uma cidade. Que caísse esta desgraça em um campo, o dos ermitões, por exemplo, seriam poucos pra silenciar e poderíamos fazer o que bem nos aprouvesse dessa joça. Os militares faziam ouvidos moucos à voz do povo, ainda que seja ela a voz de Deus. Aliás, talvez precisamente por ser ela de quem é, é que lhe eram indiferentes os fardados em verde oliva. Que não se olvide jamais que, de Deus ou não, a voz que botou o Cristo na cruz foi dele, do povo.
às 14:25 3 comentários Marcadores: Contos
Brasil e o Voto
A Folha está longe de ser considerada padrão de jornalismo de qualidade por este que vos escreve - sobretudo após terem me negado uma vaga no programa de trainée na edição deste ano. Contudo na coluna Painel, saiu uma nota na edição de quarta (você precisa ser assinante da Folha ou do Uol para poder acessar - a não ser que possa consultar a versão impressa), sobre Clodovil Hernandes, do PTC (Partido Trabalhista Cristão), cujo título é: "Patrulha da Moda":
"A Comissão de Seguridade Social da Câmara discutia recentemente um projeto de mudança na lei que instituiu os medicamentos genéricos no mercado. Dr. Rosinha (PT-PR) defendia a colocação do nome comercial do remédio ao lado do genérico para facilitar o reconhecimento pelo público. Clodovil Hernandes (PTC-SP) interveio. "Sou contra essa coisa de genérico. É coisa de pobre." Perplexos, os demais deputados da comissão pararam para ouvir a justificativa, e Clodovil prosseguiu. "Esta minha bolsa, por exemplo, é Louis Vuitton. Comprei em Paris, por US$ 4.900. No camelô da frente tinha uma genérica, mas sem a mesma qualidade. Voto contra!"
Segundo números colhidos por este Tertuliano Máximo Afonso na Justiça Eleitoral, Clodovil foi eleito deputado federal pela vontade de 493.951 pessoas.
Aí vem um babaca de cabeça vazia me criticar por votar nulo. É, me critique, mas pode ter certeza que eu não tenho culpa por esse e outros tantos deboches.
às 03:21 2 comentários Marcadores: Política
Renan e o Voto
Resumindo: com o senado fazendo o que fez, me perdoe, se você ainda tem esperança na política, repense.
E ano que vem, nas eleições, pense mesmo se vale à pena delegar seu poder de escolha a alguém que você sequer conhece.
às 01:51 0 comentários Marcadores: Atualidades, Política
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Não vai ao ar, não está nas páginas...
Enquanto a grande mídia se ocupa em criar "crises", "apagões" (é engraçado, mas pouca gente lembra o evento original em 2001 e eu defendo que Lula e a grande mídia devia pagar royalties pelo termo ao tucanato empoado e plutocrata que desmontou o país - por que, aliás, FHC que aparece sempre como um urubu agourento não cobra os royalties pela invenção do termo e do colapso da infra-estrutura nacional? Mesmo quando os jornais falam em "matriz energética", fariseus, deixam de remeter às origens do apagão, trata-se de um país sem memória), mas eu dizia, enquanto a grande mídia se ocupa de caos e apagões aéreo e na saúde (não vi nenhum pentelhésimo de segundo na TV sobre a epidemia de dengue em São Paulo), dizer com ar de fatalismo comovente que a bolha imobiliária norte-americana nos consumirá a todas e tenta expandir a lama de Renan Calheiros ao governo, passa incólume no noticiário interessantes notícias oriundas da BBC e do Financial Times (sim, a matéria da BBC-Brasil é um resumo interpretado da original do Financial Times - consideremos abertamente como picaretagem jornalística para conseguir mais acessos e justificar investimento público inglês na sucursal).
Pois é, resumindo, ambas dizem que o Brasil deixará a rabeira dos Bric's. O que dito assim, é pouca coisa. Mas lendo-se o texto com um bom dicionário na outra janela, dá pra entender que o Brasil, quero ver a cara dos cansados e dos bolcheviques do Morumbi, cresce. Há projeções para este trimestre que marcam 6,9%. O que não é apenas para inglês ver: a ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou números sobre o mês de agosto, o melhor da história do país na venda de carros: foram vendidas nada menos que 217.324 unidades, o que dá uma média de 7.010 carros vendidos por dia, ou 292 por hora, se todas as concessionárias funcionassem na base de 24/24 horas. E se o povo tem dinheiro para comprar carro, que é luxo...
Parágrafo parênteses: Bric é um termo criado por algum basbaque do mercado para designar as economias enormes, díspares, bagunçadas, adormecidas e cheias de contrastes de Brasil, Rússia, Índia e China - ahn? ahn?. Os basbaques do mercado são insuperáveis em termos idiotas, a exemplo do pra lá de irritante "comodities", pode haver palavra mais chata? E ainda esperam que o povo entenda e leia cadernos de econômia. O jornalismo, decididamente, não se leva a sério.
Mas se você é leitor da Veja ou acha que a corrupção no país é coisa desse século, se acha que caos aéreo é o maior problema do país, foi na onda e acha realmente que o Cansei foi o maior movimento político brasileiro no século XXI e ficou amargamente decepcionado com esses dados, não se aborreça. Logo a Globo e suas congêneres inventam o "apagão das rodovias (privatizadas pelo tucanato emp... você sabe) e ruas", afinal, com tanto carro assim na mão do povo, só pode dar nisso, apagão, impeachment, corrupção, incompetência, falta de planejamento...
Em tempo: Tertuliano Máximo Afonso está longe de ser partidário dos petistas tresloucados e acovardados que assumiram o governo - eles se borram de medo da grande mídia, o que é prosaico e alimenta 80% do desprezo que o editor deste blogue é capaz de votar nos atuais mandatários. Tertuliano é pessimista como poucos e descrê na política como muito menos ainda. O que, no entanto, Tertuliano tem como poucos é senso de justiça. E gostaria muito de ver os anos de petismo tendo o mesmo tratamento que os de tucanato emp... tiveram, ou seja, solícita e aberta camaradagem da mídia. Tertuliano diz:
Tratamentos iguais entre iguais, putada.
às 03:45 0 comentários Marcadores: Atualidades, Política
terça-feira, 11 de setembro de 2007
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Super Mario e frustração de criança
Super Mario Bros 3 foi um jogo que ocupou minha infância como poucos. Eu jogava muito Super Mario 3 porque era o único jogo que eu tinha para rodar no meu Nintendo. O Nintendo era o video-game mais escroto que alguém poderia ter na época em que eu o ganhei. Naquele momento, começavam a chegar aqui no Brasil as primeiras unidades do Super Nintendo. Foi um péssimo negócio, portanto. E vale frisar que esse tipo de equívoco assolou inúmeras crianças: você fica anos sonhando com um específico video-game, quando o ganha, chegam as primeiras unidades importadas com muito atraso da geração seguinte e você vira motivo de piada eterna na escola. É horrível ser criança às vezes.
De qualquer forma, o Nintendo vinha com um cartucho de Super Mario 3. E eu o joguei a exaustão. Jogando todas as fases e todos os mundos, que se compunham de fases, estimo que levar-se-ia coisa de umas 4, ou 5 horas para encerrar o game. Ocorre que eu nunca teria paciência para esse tempo todo, eu era uma criança, não um nerd. Isso eu virei depois, o que é assunto para outro dia.
Além de não ter saco para tamanha intemperança, o Nintendo que tinha não salvava o progresso no cartucho, como se tornou comum nos video-games posteriores. Resumo, embora jogasse e conhecesse como poucos as artes de Super Mario 3, eu jamais logrei encerrar o jogo.
Passou o tempo e se criou uma coisa chamada emulador. Emulador é um programa que lê jogos de video-game no computador (e hoje descobri que se pode jogar em flash aqui - um horror). Ano passado, pleno de toda a razão que me coubesse para encerrar em uma só tacada essa página da minha infância e o jogo que dela fez parte por tanto tempo, arrumei um emulador de Nintendo. E como os programas de computador melhoraram essa questão de salvar o seu progresso no jogo, voi lá, em questão de alguns dias e sazonais jogadas, encerrei Super Mario Bros 3 e me senti, enfim, adulto.
E dia desses tropecei nesse vídeo abaixo. Trata-se de um japonês nerd e sem graça que estabeleceu o recorde mundial de Super Mario 3. O que eu levei dias para conseguir, se você for mais puritano, anos, ele consegue através de manobras e atalhos que jamais sonhei existirem em 11 minutos!
às 14:35 1 comentários Marcadores: Entretenimento, Memórias
terça-feira, 4 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Por que você veio até aqui?
Atualmente há serviços gratuitos e muito eficientes de monitoramento de tráfego para sites e blogues. Eu uso um, o ShinyStat. E dentre as ferramentas que o usuário do serviço gratuito tem acesso, há uma bem interessante: ela mostra as palavras-chave que os internautas que acessaram o blogue digitaram em sites de pesquisa como o Google. Veja alguns exemplos curiosos que renderam visitas em agosto:
- "para quê serve uma onça homem cara"
- "paul potts"
- "carne de onça"
- "oab e a ditadura"
- "visivelmente"
- "filmes nas madrugadas da globo"
- "midiatrix"
Eu achei muito curioso o "para quê serve uma onça homem cara" e resolvi testar, conforme você confere na imagem acima. Clique nela para ampliar.
às 17:36 1 comentários Marcadores: Entretenimento
domingo, 2 de setembro de 2007
Pan e Globobagens
O Pan do Rio passou e deixou seu rastro de obras super-faturadas, investimentos mal explicados (o orçamento estourou em 600% o previsto em 2002, quando o Rio foi escolhido como sede do evento) e um vazio inexplicável pela falta de vontade da grande mídia em explicá-lo. Porque fazê-lo seria admitir a própria tacanhice e falta de escrúpulos e honestidade para com o público. O Pan expôs ransos de falta de civilidade no povo brasileiro pelas suas medievais demonstrações de "torcer" ao vaiar com falta de educação e respeito delegações estrangeiras e criar uma idiota, inócua e ridícula rivalidade com Cuba e Canadá - como se tivéssemos nós algo de melhor que o evoluído, culto e tranqüilo Canadá.
E agora, mais de um mês após um evento de baixíssimo nível técnico que te venderam como Olimpíada, vamos ao balanço real das coisas feito pelo sempre excelente Juca Kfouri:
O basquete masculino brasileiro foi tricampeão pan-americano no Rio de Janeiro, em julho.
Houve, e não foram poucos, os que se esgoelaram com a medalha de ouro.
O atletismo brasileiro ganhou nove medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze no Pan-2007.
Uma façanha, um feito admirável, olhe do que somos capazes, tantos se orgulharam.
O basquete masculino brasileiro não conseguiu vaga para Pequim no Pré-Olímpico das Américas, em Las Vegas, no primeiro dia de setembro.
E no Mundial de atletismo, no Japão, que acaba de acabar, o esporte nacional conseguiu apenas uma medalha, de prata, com Jadel Gregório.
Mas, não se esqueça: o Brasil é uma potência esportiva."
Mas não há porque desconfiar. A Globo diz que são nossos atletas. Nosso esporte. É Brasil-sil-sil, macacada! Ou ame-o ou deixe-o!!!
Um país que sequer consegue alimentar seu povo não pode arvorar-se de ser potência olímpica - salvo exceções como Cuba e algumas ex-repúblicas soviéticas herdeiras de política de incentivo de esportes e cultura suficientes para conseguir estes ou aqueles sucessos esportivos. O que não é nosso caso. Super-faturamos e construímos elefantes brancos modernosos sem o menor planejamento de manejo pós-evento, mas não discutimos um pouquinho que seja políticas de incentivo aos esportes.
Sobretudo no caso dos idiotas da seleção de basquete me dói o seguinte: no dia da final pan-americana, ao vencer a poderosíssima, a estonteante seleção de Porto Rico, ao final, às lágrimas vinham aos borbotões dar suas declarações para a Globo, a Globo que patrocina toda essa palhaçada sem transmitir uma partida de basquete o ano todo - incluindo o pré-olímpico em que a atual campeã panamericana de basquete, a seleção brasileira, fracassou espetacularmente. A Globo embalada pelo nefasto "Brasil-sil-sil", o ufanismo desmedido e idiota de Galvão Bueno, a truculência do Oscar falando em falta de apoio ao esporte, ao basquete, à desorganização, ao diabo à quatro.
Além de tudo muito bobos os jogadores de basquete. A Globo os vende, não os patrocina, está literalmente cagando e andando para o esporte. Sequer transmite uma partida por ano, e os trouxas, ao vencerem, fazem questão de demonstrar sua alienação e dizer "tô na Globo". O interesse da emissora no basquete somente surgirá se aparecer uma geração tão espetacular como a do vôlei masculino, o que parece não ser o caso por mais uns 4 anos, nas mais otimistas previsões. Enquanto isso ela ocupa a programação matinal do domingo com desafios internacionais, jogos mundiais de verão que sequer existem, são competições amistosas, de modalidades infantis e boçais apenas para vender a idéia de que "apoiamos o esporte".
Talvez a lavagem cerebral tenha tido um efeito especial em você. Neste caso, vamos aos números estatísticos:
Em suma, o Brasil é um estrondoso fracasso olímpico. Vai muito bem no Pan porque, a rigor, seus maiores adversários são Cuba, Canadá e delegações semi-profissionais dos Estados Unidos - o Comitê Olímpico deles só manda atletas profissionais em caso de haver disputa por vaga nas Olimpíadas, do contrário são enviados atletas de ligas estudantis. Em Olimpíadas o Brasil ganha medalhas de ouro em esportes pouco difundidos e que são praticados por meia dúzia de abonados como o iatismo e o hipismo.
Em lugar desse patriotismo imbecil e canalha que nos socaram goela abaixo, porque não se ocuparam de cobrar políticas públicas pelo esporte como ferramenta de equilíbrio social? Porque não começar a questionar a caixa preta do esporte brasileiro do COB à CBF?
É mais interessante enganar o público. Eu sinceramente acho que pega-se uma espécie de gosto mórbido pela coisa. Talvez Freud explique porquê. Depois que se conquista o poder de enganar a população e exercita-se essa capacidade a exaustão, suponho que fica difícil de abandonar o vício. Numa só tacada você ilude a população, "testa hipóteses" jogando na conta do governo 200 mortes da Tam e de lambuja ganha as lágrimas burras e comoventes dos jogadores da nossa incrível seleção de basquete. O poder é poda, diria o poeta.
Está virando um bordão, mas:
Estamos cercados de débeis mentais.
* Legenda que não coube na foto: trata-se de um jogador da seleção uruguaia de handebol durante o Pan. Nicolas Orlando com 1,68 de altura pesando 109 quilos é considerado obeso. E isso ilustra bem o nível técnico bizarro dos Jogos do Rio. Lembro que conheci o adorável gordinho em uma matéria do Globo Esporte que enfocava o lado inusitado de um "atleta" em um evento "sério" ser obeso.
Foto: Flavio Florido/UOL
às 13:20 2 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia, Política
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Lula, as frases e as metáforas

Lula às vezes nos brinda, logo ele que - seguindo o que nos atesta o jornalismo de palpites de Larry Rhoter - é contumaz beberrão, com umas metáforas e frases muito infelizes.
Ainda que a fonte seja a Folha - o jornal que mandou pra geladeira o sujeito que se atreveu a aprofundar-se na compra de votos pela reeleição de FHC - vale ler e refletir nisso:
"Estou convencido de que as realizações sociais e econômicas e de projeto de país só terão comparação com o governo do presidente Getúlio Vargas"
Qual deles? A ditadura ou o populista? Ambos?
Eu não sou presidente. Mas se o fosse jamais me compararia, positiva ou negativamente, a outro governo, afinal todos eles falham em alguma coisa. E admitir, ainda que tacitamente uma falha, é passar munição à oposição.
Enfim, de qualquer forma, o mais curioso é que no bom e honesto jornalismo, no modo decente, o correto seria dar enfoque não a uma frase de efeito de Lula, mas ao que importa realmente ao cidadão: a reunião ministerial. A Folha prefere lançar balão de ensaio para vender mais jornal e Lula dizer mais uma asneira quando poderia muito bem ter ficado quieto. Lamentável.
Continuamos cercados de débeis mentais.
às 05:50 1 comentários Marcadores: Política
terça-feira, 28 de agosto de 2007
FHC no banco dos réus
Além de FHC e outros implicados, será acionada pela justiça em ação pública a União Federal pelas sombrias circunstâncias pelas quais sucedeu a venda da Companhia Vale do Rio Doce. Há indícios, se não provas, de que foi detectado o sumiço de mais de 9 bilhões de toneladas de ferro das reservas da Vale na época da venda. É o sonho dos esclarecidos desse país: FHC no banco dos réus. Esquentando o banco para quando for a vez de Lula.
E eu ainda acho que deviam privatizar o congresso. Para cada ação de empresa estatal comprada pelo capital externo, determinado número de deputados teriam de ser bancados pela mesma empresa. Duvido que nossos serviços e nosso patrimônio viraria pó tão facil e asquerosamente como foi.
Dados:
Na época da venda a Vale do Rio Doce tinha um patrimônio estimado em R$ 92 bilhões. O governo do tucanato empoado e plutocrata que desmontou o país a vendeu por R$ 3,3 bilhões.
Pois é. (4)
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Novo novo Jornalismo Novo

Na década. de sessenta, onde tudo de mais animado no pós-Segunda Guerra aconteceu no mundo ocidental, houve no jornalismo uma corrente denominada new journalism. Consistia em largar o uso das correntes burocráticas e, na minha visão ineficientes, de produção de reportagens e notícias na imprensa escrita. Uma feliz e muito funcional fusão de jornalismo e literatura, na qual foram mais simbólicos representantes Tom Wolfe e Gay Talese (Gay de Gaetano, por favor).
Pois é, os anos passaram, os representantes do gênero lançaram alguns ótimos livros e o estilo não vingou na imprensa diária pela tacanhice de algumas rotinas escrotas do jornalismo. Mas não vem ao caso explicar isso aqui.
Há alguns anos a vertente se revigorou noutros bons nomes, noutras experimentações e no manancial praticamente inexplorado, no caso brasileiro, do livro-reportagem (sim, e eu, veja você caro leitor, atesto a veracidade disso e produzo o meu livro reportagem presentemente - em breve nas melhores livrarias perto de você) em função do mercado editorial, se é que temos um. Aliás, temos não um mercado editorial, mas uma bodega editorial. E de porta de zona, ainda.
De qualquer modo, essa baforada de novos ares virou o "novo jornalismo novo".
E hoje, lendo mais sobre iniciativas como o Rec6, realmente, começa a passar um fio de dúvida de 5 metros de diâmetro pela minha cabeça:
Teria eu, novamente, escolhido a profissão errada?
O susto é instantâneo, não é descabido, mas como tudo na vida, meus caros, pode e deve ser relativizado. Aqui cabe a idéia de que emprego sempre há para quem saiba procurar e a eles mereça.
E tudo isso é sintomático: a redução cada vez maior das redações, a confluência dos meios nessa grande coisa que chamamos de Internet e a falta cada vez mais engraçada de presença de espírito dos grandes oligarcas da imprensa, especificamente no caso brasileiro, só apontam para que se os jornais não mudarem, radicalmente e rapidamente, estão fadados a morrerem.
O NYTimes cogita encerrar a versão impressa em cinco anos. Em função de iniciativas como o Rec6 e os blogues - e ambas estão intrinsecamente ligadas, lembrando que os blogues são um fenômeno antigo - e a divulgação de análises e pesquisas mostrando que a pessoa comum crê com mais facilidade naquilo que houve do amigo e vizinho e não no que lê na grande mídia. Enquanto isso, aqui no Brasil, o Estadão promove campanha contra os blogues - logo eles que já mudaram a história ao enforcar o Cristo, antes de o crucificar - dizendo que não são leitura qualificada.
Não adianta os jornais ficarem coloridinhos. Não adianta investirem desesperadamente em campanhas publicitárias se o calhamaço de papel do jornal de domingo não é lido porque, simplesmente, não nos interessa. Você pode até querer saber de tudo que o jornal é capaz de dizer. Mas você não pode. Você dificilmente terá tempo hábil para lê-lo e, pior, se tentar, entrará em esgotamento mental depois de algumas poucas páginas pela simples razão de que no fim das contas os textos orientados pela falsa idéia de objetividade e isenção irão lhe aborrecer.
Na internet você seleciona realmente o que quer ler. Basta cadastrar uma conta em qualquer serviço de Feeds. Não sabe o que são? Simples, são como caixas de entrada do seu e-mail, mas para notícias veiculadas por sites do seu interesse. Você evita a frustração e a perda de tempo de abrir aquela página, aquele blogue que curte e, poxa, não postaram nada.
E diante de todas essas realidades inescapáveis e incontornáveis, o Estadão vem me chamar de macaco? Enquanto eles reproduzem estratégias criadas no início do século XX, eu me informo por feeds, blogues. Não falamos a mesma língua, eles arcaicos e limitados e eu contemporâneo. Essa enormidade digital, a blogosfera, os conceitos wiki, a criação de grupos como Rev6 del.icio.us (ahn? ahn?), configuram, me arrisco a usar o conceito, um "Novo novo Jornalismo Novo".
Só não percebe quem não quer ou não pode.
Para Estado de S. Paulo e similares, só digo, sinto muito e que o último apague a luz. Não se iludam, vocês estão nos estertores, no limiar do cagar dos pintos.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Pra encerrar o assunto, porque...
... eu também canso. Parece que todo o furor revolucionário que teria acometido os rebeldes, os ativistas, os revolucionários de Alphaville cessou. Coitados, depois de pregarem no deserto, infelizes, devem agora estar entrincheirados, exilados nas suas mansões, elite oprimida que são.
E hoje, qual não foi a surpresa desse mordaz pretenso e propenso jornalista, quando ele descobre que o d'Urso é o advogado do rapaz cognominado de "estuprador do semáforo" e do casal da Igreja Renascer.
Pois é. (3)
Pra mostrar que não sou tão chato
O que incomoda d'Urso e patota são, a saber:
- Corrupção. Embora no "movimento apartidário" não faltem partidários e ferrenhos defensores de Paulo Maluf.
- Impunidade. Maluf, pois é...
- Carga Tributária. Ah sim, classe média e elite endinheirada paulista tendo de pagar impostos. As taxas podem e até devem ser discutidas, porque, de fato, no Brasil elas são sufocantes. Mas basta que alguém se atreva a propor reforma tributária ampla para ver o clima de conflagração que se instala. E imagina de que lado a classe média e os bolcheviques do Morumbi vão ficar...
- Caos aéreo. É, cansa. Cansa saber que ninguém debate questões, todos que podem aproveitam seus palanques para trocar acusações e tentar a todo custo transformar questões de logísticas e de ordem administrativas em ringues de disputas políticas.
É, estamos definitivamente cercados de débeis mentais acéfalos.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Gracejo
A propósito, encontrei por aí uma jocosa piadinha, já andam apelidando os cansados de "os bolcheviques do Jardim Europa", casuísmo, oportunismo e furor revolucionário, ao que parece, não faltam nesses revolucionários do século XXI a exemplo de seus antecessores do Outubro Vermelho.
Pior que isso, só as metáforas ignóbeis do Lula e a campanha do Estado de São Paulo contra os blogues.
Como diria Flávio Gomes, "estamos cercados de débeis mentais".
