terça-feira, 30 de junho de 2009

Se

Se poemas são escritos,
como podem os versos,
que nunca são ditos,
impressionarem tanto como gritos?

Se poemas não existem
e apenas são,
que dizer daqueles que vão,
nas rimas em que nossos corações insistem?

Se poemas são vidas,
daquelas que se vive e que não se sabe,
então que tudo mais sejam poesias,
vida, amor e alegria que nunca mais acabe.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O amor é importante, porra - III

Tenho observado uma nova tendência nas minhas viagens à São Paulo. Eu durmo só na parte final. O que é ruim, porque no melhor do sono, eu chego na Barra Funda. E fico pensando: "eu poderia ir até Belo Horizonte só para não perder esse sono".

O acordar é entorpecido. Meio titubeante, dado o sacolejar de uma noite dentro do ônibus, sozinho entre filmes, séries no iPod, músicas, leitura e algumas ponderações escritas, mas jamais reveladas. Nada nos obriga mais a pensar sobre a vida do que o confinamento num ônibus durante algumas horas.

São ponderações que não levam a lugar nenhum na maior parte dos casos - ao menos quando o ponderante sou eu. Porque sou de pensar muito, sou de passar em revista a vida nas ondas das minhas sinapses com enorme frequência. A diferença é que preso ao ônibus, não tem jeito, forçado a pensar a gente é forçado a admitir o que vê. E que nem sempre é algo bonito.

Eu acordei em função pela parada do ônibus na guarita da rodoviária e pensei: "ah, tá brincando que a gente já chegou?". Não teve recurso. Era a Barra Funda. E às 6 da manhã de segunda-feira, pensei: "pronto, vai ser um inferno pra sair daqui, lá vai uma hora em transbordos".

E na verdade, por pior que eu pudesse ter imaginado o quadro ao descer do ônibus, saibam, ele estava muito, mas muito pior. Entre conseguir sair da plataforma, entrar na fila para comprar os bilhetes do metrô e embarcar, gastei 20 minutos. O que é um absurdo. Esmagado no tubo, desci na Sé, e distraído como só eu sou capaz, desci no sentido errado da Linha Azul, indo para o norte em vez do sul. A sorte foi que atentei para o engano antes de embarcar. Subi, desfiz o caminho, cheguei na plataforma certa.

Eu poderia contar o resto das minhas desventuras no metrô - elas não pararam por aí. Mas já cansei de falar sobre o metrô nas minhas vivências paulistanas, e mais vale abrir espaço para o novo, porque o novo sempre vem, como diz a canção. O novo nisso tudo é que não há novidade.

São Paulo, a Avenida Paulista, o caos urbano, as ruas, continuam as mesmas. Nada mudou. Mudam as pessoas. Como disse Heráclito, nada se mantém, e a luz dos incidentes e dos menores instantes, é tudo novo, tudo diferente. Por mais que não pareça.

Eu ia caminhando cismando com as novidades da vida. E confrontava-as com as minhas indolentes verdades, aquelas que nós todos temos dentro de nós. Se fossemos equações, seriam as nossas constantes, aqueles valores atribuídos, os quais se conhecem e não mudam, por mais que a equação oscile entre números irracionais, inexistentes e parábolas que não toquem as retas do plano cartesiano, que nos atestam que ou a conta está errada, ou pior, está certa e não faz o menor sentido. Igualzinho à vida.

A vida, pasmem os incautos que odeiam a matemática, pode ser profundamente traduzida em equações. Vi que minhas constantes estão aí, como o número Pi, a aceleração da gravidade, dentre outras. Vi que tais quais as suas paridades na Física, elas foram submetidas a inúmeros testes, a inúmeros confrontos com a realidade das coisas, longe dos planos algébricos e, inevitavelmente, não se viu ainda, uma delas, qualquer que fosse, sucumbir diante da verdade das coisas. Minhas constantes, está tudo dito, são constantes.

Mas o problema são as variáveis. Para aproveitar o trocadilho, é aí que está o X da questão. Da vida, da existência, do caminho. Do vislumbrar o horizonte da vida, encontrar o valor que verifique a equação como real, possível, existente no mundo das verdades.

Eu descia pela Rua Augusta e sentia cheiro de café. Café me lembra muita coisa, meu pai, amigos, manhã fria e solidão. Minha relação com o café me traz uma sensação de estar sozinho, de solitude muito grande. Há uma frase que diz que as duas mais solitárias atividades que um ser humano pode contemplar são: escrever e praticar o sexo solitário. Incluo aí com muita propriedade o beber uma xícara de bom café.

E foi aí que me veio a ideia. Café. Parei numa cafeteria, com uma mochila enorme e uma pasta menor nas mãos, mas que se foda, quero um café. Diria que preciso, porque se há místicos que enxergam o futuro e as verdades insondáveis das existências individuais na borra que o café deixa ao ser coado, não é menos verdade que eu, no meu caso, conheço bem poucas coisas que me clareiem tanto as ideias e a urina como o suco quente e amargo que nos vem da moagem do fruto torrado do cafeeiro.

E sorvia calmo o primeiro gole, feliz em deixar de lado meus cálculos e ponderações. Não procuro, por certo, valor que caiba nas minhas variáveis. É inútil. Porque a natureza dessa equação difícil de equilibrar que chamamos de vida é totalmente alheia aos padrões clássicos. Ela varia. As constantes não, mas ela, como um todo, varia. Sofre, digamos, influências da relatividade das coisas, das CNTP e outras condições absolutamente insuportáveis.

Não procuro, eu dizia, encontrar com valor que me sirva na equação. Ela vai mudar dali há pouco, e eu terei de calcular tudo novamente, o que é, afinal, a graça da vida, nos garantem os poetas. Não sei se é graça, tristeza, fato consumado. O que eu sei é que pensando na distância entre a verdade e a realidade, entre pergunta e resposta, olhei pela vitrine. Vi, estampado no poste, "O amor é importante, porra".

E, sorrindo, me peguei cantarolando: "verdade pra quê? Pra que verdade?"

domingo, 28 de junho de 2009

Fio de raciocínio

Eu lavo minhas mãos. Em "muddy water", como diria a canção. Do Lanegan, inclusive. Show dele na quarta. São Paulo. Aliás, embarco amanhã, malas feitas, essa coisa toda. Viagem. E de mãos lavadas. E com Lanegan no ouvido. E no coração.

sábado, 27 de junho de 2009

Sem e cem

Eu te dou um mundo feito de poemas
Eu te amo nas rimas, eu te acaricio nos meus temas.

Eu te dou estrofes, eu faço sonetos.
Eu te beijo em verso, eu construo momentos.

Eu me faço poeta, me desdobro em poesias.
Eu aspiro memória, e exalo você em todas as epifânias.

Eu te dou um estilo novo, cem versos.
Sem rima, amores, beijos, dias e invernos.

Feiosos da F1

É o maior chavão em termos de Fórmula 1 montar listas sobre os carros mais bonitos e os menos aquinhoados. Mais comum até do que listas de quem foi o melhor piloto.

mostrei um dos modelos que considero bonito. É a vez de um feioso. Nesse caso o R29, carro da Renault, que além de um formato estranho - shape diriam os britânicos - usa uma combinação, digamos, pouco comum de cores, como se verá na foto. Se parar para pensar, é brega até. E brega é legal, segundo Reginaldo Rossi.

O R29 é o carro da Renault nessa temporada, conduzido por Fernando Alonso e, até segunda ordem, Nelson Ângelo Piquet.

Olhem e digam: parece ou não parece um tijolinho?


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Coisificação do homem, diria Adorno

Realmente, foi como dar um verso para o Mário Quintana. Ou pior até...

Brrr!

Eu sinto frio.
Aqui dentro, em algum pedaço de mim.

Quem dera aquecer, me ater àquele abraço,
buscar esquecer sorrindo e vencer o inverno,
e com tudo isso de poemas dizer o que é eterno,
que persiste, resiste ao frio, à saudade, o fracasso.

Eu sinto o inverno dentro de mim.
Espalha suas cinzas, suas neves.
Há geada dentro de mim.
Faz frio aqui na distância do calor,
de tudo, o que mais for,
se não as marcas dos invernos passados,
em brisas geladas,
em manhãs e saudades leves,
de minhas ausências caladas.

Ah, inverno, por aqui vamos todos resistindo.
Não há como negar.
Que nas manhãs orvalhadas de mim,
colhendo o gelo pelas madrugadas,
vamos todos desistindo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Observo

De manhã
Me esqueço.
À tarde,
me pergunto.
Pelo dia:
anoiteço.
À noite,
me perturbo.
Pela madrugada,
digo nada.

Serenata do adeus

Ah, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela pura
cuja luz morreu
Numa noite escura
Triste como eu...

Vinícius de Moraes

Vidinha

Ah, essa vontade de ser
E esse medo de ter.
De ver e ter que correr,
de querer e deixar de viver.

Porque se viver é um pouco de morrer
a gente se vai acostumando, existindo.
Amando, desistindo.
Renascendo, voltando para se arrepender.

Viver é um pouco de sorriso
outro tanto de lágrima.
É um pouco de perda de juízo,
é só ir, por aí, seguindo.

Viver é um pouco de amar,
porque a gente vive mais quando ama,
e perece menos quando vê que, se morreu,
não era nada demais.

E aí a gente acorda dos sonhos,
passa a viver os pesadelos, sorrindo.
E espera que se aguente tudo mais,
porque a vida fica menos pura.

Até o dia em que você acorde.
Justo na noite escura,
e enxergue se algo acabou,
ao menos você não ficou triste como eu.

Breaking point

Parei na estação;
desci do trem.

Cansei de andar pela contra-mão.
É um pouco daquela coisa,
assim, assim, meio sem fim,
de tropeçar em quem vem
trazendo no bolso
um pouco de razão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mineral

Eu sou como as águas.
Escorro.
Vivo pelas horas, escapo pelos recessos.
Deixo minhas marcas.

Dou refresco, te evaporo.
Condenso, nos olhares congelo.
Esparramo por todo o lado,
um pouco dos meus abraços.

Eu flutuo, eu afundo, eu purifico.
Eu faço possível.
Me reinvento, sou resiliente.
E tudo tem um pouco de mim.

Surgi não se sabe quando,
nem de onde.
Sou sem começo e meio,
sou uma paixão que não tem fim.

Gambling

Tem gente que não pode, mesmo, experimentar jogos:

terça-feira, 23 de junho de 2009

A McLaren mais bonita

Fórmula 1 é feita de carros. Não tem jeito. Ao contrário do que muita gente pensa, o piloto e a equipe, a parte humana da coisa, ainda faz uma grande diferença. Por certo que se for a melhor equipe do mundo e o piloto mais capacitado de todos os tempos a bordo de um carro ruim, não tem jeito, a coisa dará errada.

Mas o que conta mesmo é observar os carros. São lindos, ou eram até esse ano com as restrições de desenho que os fizeram horrorosos. Mas o mais interessante no desenho de um Fórmula 1, especialmente a partir do fim dos anos 1980 é observar a união da beleza e da utilidade do desenho. Sim, o que orienta a concepção do design de um bólido é a eficiência aerodinâmica que ele deve ter para atingir o sucesso nas pistas.

Tenho alguns carros que acho bonitos. E uma porção que acho feios. Vou falar deles, mostrá-los até que o assunto me encha o saco. O primeiro, que acho mais bonito de todos, é a McLaren que disputou a temporada de 2006, tendo como pilotos Kimi Raikkonen, Juan-Pablo Montoya e Pedro de La Rosa. O nome do modelo é MP4-21; M de McLaren, P4 é Project Four, a companhia de um dos acionistas principais da equipe, que comprou a McLaren no começo dos anos 1980. E 21 é, não diga, o vigésimo primeiro modelo sob esse controle que o time de Woking produz.



O MP4-21 não venceu uma corrida sequer, foi, no âmbito esportivo, um fracasso. Mas a pintura imitanto metal cromado - os carros são feitos de fibra de carbono - foi revolucionária.


Quem lê tanta notícia?

Eu tinha prometido a mim mesmo que não tocaria no assunto. Mas levando em consideração que não tenho absolutamente nenhum que preste no momento, não há muito que se fazer a respeito. Paciência.

Caiu, enfim, a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Alguns conhecidos e familiares vieram me perguntar, em tom de choro, o que eu pensava. Eu disse, "não faz a menor diferença". Para alguns com quem sou mais informal, "tô cagando e andando".

Sejamos francos: o jornalismo no Brasil está longe, mas muito longe, de ser a profissão de glamour que as pessoas tendem a pensar. Para cada William Bonner por aí existem centenas, talvez milhares, de subempregados da mídia, para usar o termo de um amigo.

Em suma o jornalismo sempre foi uma profissão zoada. A diferença é que agora fica um pouco mais. Qualquer irresponsável pode pegar um microfone e dizer asneiras na TV, nas rádios, na internet que ele estará respaldado pelo fato de que o STF julgou desnecessária a formação acadêmica e humanista para exercer o jornalismo.

Só que parando para pensar, isso já acontece. Sempre aconteceu. Não precisamos ir muito longe, mesmo quem vive em grandes centros deve conhecer algum programa de "informação" que se especializa em distribuir senso comum, preconceitos e ignorância. Se nos embrenharmos no interiorzão desse nosso Brasil sem fim, meus amigos, é absurdo que não tem, também, fim algum. É cada uma que vou te contar...

Ou seja, a rigor, não muda muita coisa. Até porque nós jornalistas sofremos de uma fraqueza crônica no que concerne a organização da profissão - algo que até médicos e advogados sabem fazer - e que não é propriamente um defeito, mas é indício do porquê somos desvalorizados coletivamente como uma massa ignóbil, que ganha mal, mente e desmente conforme orientam os humores dos nem sempre bem intencionados veículos que nos contratam.

O que muda é que a profissão fica um pouco mais desvalorizada. Algo réles, comum, sem efeito, porque qualquer graduado em datilografia agora pode editar um veículo de comunicação que atinja uma grande massa. Mas no fundo, ainda que disparidades como essas aconteçam, não é o tipo de problema que nós, agora falando da sociedade como um todo, devemos nos preocupar tão gravemente.

E no fim das contas, algum deputado ou senador apresentará ainda um Projeto de Lei que nos qualifique novamente. Aí a lei tramita, eventualmente é aprovada, entram com recursos, outro coronél no STF julga inconstitucional e segue o cortejo. Insisto, meus caros, relaxem.

E para quem é jornalista, de currículo e outros que tais, e lê isso, ora, relaxa mais. Vá se preocupar com a defesa do São Paulo, com o meio de campo do Guarani, com a relação de causa e efeito no Universo, a finitude, nossa insignificância perante a vida. Os lugares onde sempre valeu à pena trabalhar continuarão exigindo - exigindo é a palavra - o diploma como ítem sine-qua-non na formação do sujeito que almeje o direito de trocar letras por aí.

E no mais, que seja, eu sempre fui partidário da tese de que "Jornalismo é muito legal, mas o que estraga são as aulas" - no tempo de faculdade. E é verdade. O que mais aprendi, e muito, na época de universidade foi numa mesa de bar, conversando com colegas sobre tudo um pouco, com um copo bem provido de cerveja. Eu não tenho vergonha de dizer que me graduei nos botecos, entre uma ou outra ressaca, e que o que aprendi de ética, juízo e equilíbrio, que hoje me têm levado tão bem pela profissão veio daí.

Não fui nenhum aluno notável no quesito notas. Mas lembro com bastante emoção o que foi sentir na pele um problema social ao ouvir de uma criança de rua que um amigo entrevistara: "o que você quer ser quando crescer? Quero ser como as pessoas que me ajudam, como vocês". Ou a tarde que passei numa construção, dividindo marmitas com pedreiros, tudo para uma reportagem da qual me orgulho muito. Ou a noite em que entrevistei um homem que se chamava Katia - mas eu não quero falar sobre isso. Essas coisas a gente carrega pra sempre.

E possuir essas referências é uma vantagem que eu e todos que já passaram pela Universidade cursando jornalismo temos. Ninguém nos tira. Nem o STF.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Projeto de mim

Não faço esportes.
Uso óculos.
Sou grisalho,
provavelmente serei careca.
Sou todo estragado.

Eu sim sou um projeto.
Ou antes um rascunho,
e quem dera eu ser fruto,
dos traços que esboçam seu punho,
e que me dão sentido,
pegando o desenho bruto,
e fazendo dele arte
Um quadro pós moderno
daquele tipo incompreendido.

terça-feira, 16 de junho de 2009

O padre louco

Eu sei. O post anterior foi classificado como "Fórmula 1" e, tirando o fato de que o circuito de Barcelona, onde aconteceu a patuscada de Julián Simón ser usado também pela F1, não há motivo justo para ter classificado ele dessa forma. Mas o blogue é meu e se eu quiser classificar o post em questão como "Campeonato Brasileiro de Pogobol" eu posso e ninguém tem nada com isso.

Mas a título de justiça, para dar uma endireitada nas categorias aleatórias e vagas deste blogue, vai um post sobre Fórmula 1, que neste fim de semana corre em Silverstone, no GP da Inglaterra. Trata-se do mesmo autódromo - que foi aeroporto - em que se realizou, em 1950, a primeira corrida da Fórmula 1 em todos os tempos. Silverstone fica nos arredores de Londres.

Como eu me determinei a apenas falar de curiosidades da F1 pra leigos e gente que não necessariamente goste ou conheça de automobilismo, tive que me coçar bastante para encontrar assunto. Mas achei.

Em 2003 o Grande Prêmio inglês foi vencido por Rubens Barrichello, de Ferrari. Essa corrida é uma das que tenho mais vivas na memória, porque foi uma ótima prova. E a atuação de Rubens foi excepcional, assombrosa mesmo, sendo considerada a melhor atuação de sua carreira.

A curiosidade nisso tudo foi um dos fatores que contribuiram para a vitória de Barrichello: um padre irlandês invadiu a pista, pondo sua vida em risco, e atrapalhando o desenrolar da corrida. A confusão e a entrada do carro de segurança em função do episódio deram o ensejo decisivo para a vitória de Rubens, naquele momento a 6ª de suas 9 em toda a carreira, até aqui.

O padre invasor aparece aos 0:37'' do vídeo:



E lembram do padre? Foi o mesmo que atrapalhou o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima em Atenas 2004, custando-lhe, provavelmente, a medalha de ouro. Ainda bem que prenderam esse doido.

Losers do mundo

Ok, admito. Eu nunca consegui gostar muito de corrida de moto. Das de motovelocidade e daquelas na lama, motocross. Embora reconheça que a sensação de andar de moto é incrível - vai pra 5 anos que não monto em uma, acho que não sei mais como dar a partida. Enfim, com toda essa história mal vivida em relação às motos, não tem jeito, tenho que postar algo sobre o episódio do último GP da Espanha de motovelocidade. Esse vídeo merece ser compartilhado.

Imagine que você está correndo de motocicleta e abre a última volta na ponta. Aí você termina a corrida e comemora, afinal, você venceu. Pois é. O problema é quando você descobre que errou na conta e a volta que julgava ser a última era, na verdade, a penúltima.

Aí você cruza a linha de chegada devagar demais, perde a posição, consequentemente a corrida, e faz papel de idiota para aproximadamente 300 milhões de pessoas em todo mundo, que é a audiência estimada de uma corrida da motovelocidade, segundo pude descobrir.

Com vocês o espanhol Julián Simon:


domingo, 14 de junho de 2009

12 de junho

Minha mãe contava hoje sobre o Dia dos Namorados. Lembrava do último que teve com meu pai, antes que ele viesse a falecer. Normalmente não gosto do assunto saudade e falta do meu pai. É complicado, mas ouvi.

Minha mãe disse que até tinha esquecido deste, que aconteceu na última sexta-feira. Dia dos Namorados, não tinha percebido passar a data. Mas como que para recuperar o es-quecido, sonhou com meu pai. Sonhara que ele, veio e perguntava, insistentemente, se ela ainda o amava do jeito que ele era, depois de tanta coisa, depois de tantos anos.

E, o que dizer mais sobre isso?

Nada.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nada vezes nada

Leitura.
Li e leio de tudo.
Nada aprendi, muito me diverti.
História da minha vida.

Nada aprendi.
E esqueci de tudo,
o pouco de nada
que nunca soube.

Sou como Sócrates;
só que troquei a irônia,
pelo cinismo.
Fiz da acidez e do sarcasmo, método.

E da falta de vergonha,
virtude.