quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vidinha

Ah, essa vontade de ser
E esse medo de ter.
De ver e ter que correr,
de querer e deixar de viver.

Porque se viver é um pouco de morrer
a gente se vai acostumando, existindo.
Amando, desistindo.
Renascendo, voltando para se arrepender.

Viver é um pouco de sorriso
outro tanto de lágrima.
É um pouco de perda de juízo,
é só ir, por aí, seguindo.

Viver é um pouco de amar,
porque a gente vive mais quando ama,
e perece menos quando vê que, se morreu,
não era nada demais.

E aí a gente acorda dos sonhos,
passa a viver os pesadelos, sorrindo.
E espera que se aguente tudo mais,
porque a vida fica menos pura.

Até o dia em que você acorde.
Justo na noite escura,
e enxergue se algo acabou,
ao menos você não ficou triste como eu.

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