sábado, 6 de junho de 2009

Poesia

Ouvi de uma criança o que segue abaixo. Não estou bem certo, mas acho que Neruda ficaria com inveja. Quintana daria um daqueles sorrisos que ele sempre mostra em absolutamente todas as fotografias que tirou na vida. Drummond diria "ora!". Fernando Pessoa escreveria uma ode.

Aconteceu que o menino tem 4 anos. E na escola tascou um beijo numa coleguinha. Esta não gostou nenhum pouco. O menino ficou triste e, quando a mãe foi resgatá-lo, disse:

"Mãe, estou tão triste que meu coração morreu. Me sinto como um canguru sem filhos!"

Me considero um privilegiado por estar no momento certo na hora certa para flagrar essa pequena história, desses versos em prosa.

E a pergunta é: por que, afinal, a gente cresce?

Certo estava Peter Pan, o menino que não queria crescer, e Monteiro Lobato, que dizia que gente grande era besta demais e por isso mais valia escrever e prestar atenção nas crianças.

Tinham razão.

1 comentários:

*por p. disse...

demais!