Eu já senti o peso do mundo nas minhas costas três vezes. E cada vez ele fica mais pesado.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Aham, sei
"Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar..."
Mas e não é pra duvidar mesmo?
às 15:53 1 comentários Marcadores: Memórias
À língua de Virgílio
À título de complemento à rabugice do post imediatamente anterior, que se conste que o maior defeito da ópera reside no idioma em que é cantada, o italiano, que como se sabe é língua de tia velha histérica.
às 14:59 0 comentários Marcadores: Cultura, Memórias
Até tu, Pavarotti
Quando estou emputecido, chateado, aborrecido, de saco cheio, irritado, extremamente agastado ouço música clássica. Alguma ópera do Puccini. Ou do Bizet. Ultimamente venho ouvindo muita ópera, tamanho período de gastura, que ela vem perdendo seu efeito. Nem mesmo aquele gorducho bonachão do Pavarotti me devolve o juízo e a paz do espírito como antes.
Merda de vida. Tudo degringola.
às 14:46 0 comentários Marcadores: Memórias
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Sangue, suor e lágrimas
Ia eu caminhando minhas cismas
sorvendo o fel de mais um dia
quando cheguei a mais essa conclusão:
nas burras não há mais cobre
que de mim pouco resta que não cinzas
que meu sangue escorre do odre
se esvai pelo soalho
e meu sangue é como vinho
entristecido em toneis de carvalho.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Rádio: Leonard Cohen - Famous Blue Raincoat
É um tipo de José Saramago da música e que merecia, a exemplo do lusitano que nos deixou em 2010, a eternidade. Sabe das coisas:
às 11:56 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
Ode ao saco cheio
Muitas vezes o que a gente precisa é de paz. E de tempo. Eu não tenho paz. Vivo no desassossego, carrego no peito todos os sonhos do mundo, vivo no diapasão das desistências, dos tombos, caio todos os dias, me levanto no amanhã, colho os escolhos do ontem, submerjo no futuro dos impossíveis, me encanto com o presente improvável.
E de tempo, que dizer? Ele passa. Não faz outra coisa. O tempo é dimensão e pode ser entendido como dimensão do espaço. O tempo não se contem, tampouco se conta, o tempo é medido. O tempo é a medida da precariedade de qualquer coisa, de si mesmo até, porque um dia o tempo acaba. Ou não acaba, mas deixa de ser, porque se não houver o que o meça, ele não é.
E de elucubrações pueris, primárias e filosóficas estou farto. Odeio filosofia. Odeio pensar e, ainda assim, pensar. O homem não foi feito para pensar. Diz Hermann Hesse, escritor filósofo, que foi muito longe ao admitir que, no fim das contas, o homem não foi feito para pensar na mesma medida em que não nasceu para nadar. E por exímio que seja na água, um dia morrerá afogado. O mesmo vale para o mais gabaritado dos pensadores, porque o homem, o bicho, isso que somos, essa qualquer coisa de células, sistemas, órgãos, moléculas, impulsos, instintos e emoções não foi criada para pensar, e pensando pode ir muito longe, mas fatalmente, qual o nadador, um dia estará longe demais da terra e morrerá afogado num turbuilhão de pensamentos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Rádio: Peter Frampton - Breaking All The Rules
Não sei muito bem por quê, mas gosto dessa música. Mesmo sendo dos anos 1980. Mesmo sendo do Peter Frampton. Mesmo sendo metal gay. Enfim:
às 17:54 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
domingo, 16 de janeiro de 2011
Estragando poesias
Eu queria. Eu queria ter sido mais corajoso
Queria ter me abraçado com o tempo
Eu queria ter dormido mais ao relento
E ter sido mais talentoso
E ter sido mais, suave como o vento
Ondulando no acalento
De um dia mais caloroso
Queria ter voado pelo momento
Sem destino e sem arrependimento
me levar junto do meu destino clamoroso
gritando pra quem não pode saber
que eu sou o fim de tudo, um pedaço do nada
uma dúvida, uma contradição, um poema irresoluto
que sou um tertuliano absoluto.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
2011 é logo ali
Me peguei hoje pensando, em meio às explosões que me proporcionam Battlefield Bad Company 2 (recomendo) se escreveria, tal como venho fazendo todo final de ano, um pequeno balanço do ano que passou.
Não resolvi ainda, mas acho que 2010 não vai merecer linhas analisando o que significou, o que foi, o que não foi.
Vou lembrar de 2010, por certo, mas, dessa vez, caros oito leitores, reservo-me ao direito de guardar no fundo mal ajambrado desse meu coração carcomido as impressões destes 365 dias.
Não há muito para comemorar, nem muito para lamentar. 2010 foi e só. Nada que possamos fazer impede que esse planetinha orbite o Sol e, assim, cometa mais um ano. Portanto, fechem o bico e se conformem, encham a cara, pulem as ondas, assistam menos tv, leiam mais e usem camisinha. 2011 é logo ali.
às 14:32 0 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 18 de dezembro de 2010
Papillon
Está decidido, em caráter irrevogável, que o veleiro que nunca terei condições de comprar será um Nautor Swan 55, que pretendo batizá-lo não mais de Sputnik, como fora minha inclinação anterior, mas de Papillon.
Sputnik, em russo, muito antes de ser a esfera espetada de metal que subiu à extratosfera em 1957 para fazer bip-bip-bip e maravilhar o mundo, é satélite. Muita gente acredita que a tradução seja "amigo", mas não é.
Papillon vem do francês e significa borboleta, que é um bicho mais ou menos afeminado e que ficaria bastante desconfortável no barco de um marmanjo metido a marujo hipotético - e à luz de tanta incerteza, nessa vida é tudo hipótese, de modo que não dá para garantir se estampar Papillon na proa e popa, esmigalhar uma boa garrafa de champagne no casco para selar o batismo, afinal, fique afeminado demais. Acontece que Papillon vem a ser, também, o nome de um ótimo filme onde, mais uma vez, Papillon era o personagem principal, obcecado pela ideia de liberdade e que encerra sua atribulada carreira de fugas flutuando num pontão construído de barris.
O barco que nunca terei, as velas que nunca manejarei, enfim, sempre foram mais um mal-ajambrado grito de liberdade deste velho corpo carcomido, e nada mais justo, pois, que chame-se Papillon o instrumento que nunca vai me levar dos grilhões do cotidiano, das renúncias diárias, das explorações inexoráveis e das derrotas humilhantes.
às 06:25 0 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Aforismos - Trabalho
"O que eu preciso é de dinheiro. Por trabalho eu não sou tão louco assim não..."
Bukowski.
às 17:06 1 comentários Marcadores: Aforismos
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Tucanos metem o nariz em tudo, daí serem narigudos
O PSDB é como aquelas bandas que arrebentam no primeiro disco e depois colecionam uma carreira de sucessivos e estrondosos fracassos. Passa anos à fora se queixando, emburrado pelos cantos, reclamando da academia e da população que não reconhece os vigorosos avanços do Plano Real e as lufadas fragorosas de modernização na esteira das privatizações que encolheram o Estado. Como se fosse culpa da população lembrar o gosto amargo do tucanato empoado e plutocrata que desmontou o país, lhe vendendo o patrimônio num período marcado por juros exorbitantes, triplicação das já então para lá de dilatadas dívidas públicas, hediondas médias de desemprego récorde em sete anos sem a menor e mais tímida ameaça de crescimento da renda per capita.
às 17:25 0 comentários Marcadores: Atualidades, Política
Rádio: Chico Buarque - Minha História
A minha preferida do Chico:
às 14:47 1 comentários Marcadores: Rádio blogue
Debacle
Hoje eu finalmente entendi o Efeito Doepfler e a Relatividade Geral.
E daí?
às 00:02 0 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo, Memórias
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Da cidade que não é mais minha
Da cidade que não é mais minha
recordo de tudo
vejo que nada resta
e tudo definha.
Na cidade que não é mais minha
resgato o tempo
reencontro o espaço
procuro por um momento
aquele meu abraço
na cidade que não é mais minha
Na cidade que não é mais nossa
eu lembro da felicidade
do tempo que foi absoluto
e me traz saudade
já que não há nada que eu possa
sigo, irresoluto
pra cidade que nunca será minha.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Myth buster
A Nasa soltou um comunicado anunciando que, amanhã, dará a quem aprouva acompanhar via internet, uma coletiva na qual anunciará novas descobertas que imapctarão na área da astrobiologia, que vem a ser a área do conhecimento que versa sobre a busca e possibilidades de vida em outros lugares do Sistema Solar e do próprio Universo. Pronto, já tem gente dizendo que acharam vida extra-terrestre.
Nem tanto. O que vão anunciar, anote aí jovem, é que acharam oxigênio molecular num pedregulho que orbita Saturno dia desses. Vão dizer só que oxigênio molecular nunca tinha sido encontrado flutuando em outro corpo, porque o raio do oxigênio é uma das maiores biscates químicas, se liga, se abraça e rola com todo mundo, e até outro dia só sabíamos de oxigênio molecular, mesmo, a dar com o pé, aliás, com as fuças, aqui na Terra.
Rhea, ou Reia, que é o nome do pedregulho vergonhosamente menor que a nossa própria Lua, portanto, abre novas perspectivas para a astrobiologia. Afinal, se tem oxigênio na modalidade molecular na nossa vizinhança, pode ser que haja em abundância por todo o cosmo. Vão concluir o comunicado dizendo que se há oxigênio molecular na lua saturniana, nada proíbe que tenha à vontade em vários outros pedregulhos, maiores ou menores, todos mais ou menos bem providos de bons insumos e boas circunstâncias para suportar a vida, e que se há oxigênio pode ter vida - nesses pedregulhos outros, que em Rhea não tem porra nenhuma. Ou nada disso, dirão que encontraram mais proteínas e aminoácidos perdidos por aí ou ainda alguma forma de vida inusitada e extremófila na própria Terra.
E fim de papo.
Não obstante, Tertuliano declara desabrida e desavergonhada torcida para que a revelação, como vem sendo tratada pela mídia irresponsável, verse sobre incontestáveis evidências de que não estamos sozinhos no Universo. Como dizia Carl Sagan, se o Universo se confirmar um dia estéril, descontando este nosso planeta, será um tremendo desperdício de espaço, tempo e matéria.
Reforço também a torcida para que sejam algo humanos os seres. Bem intencionados, capazes de falar português e que tenham boas mulheres e maus futebolistas, o que expandiria vertiginosamente o horizonte de gostosas da metade masculina da nossa humanidade e nos daria ensejo de triunfar no primeiro Intergalático de Clubes com alguma facilidade.
às 18:18 2 comentários Marcadores: Atualidades, Cosmo por ele mesmo
Rádio: Moby - We are all made of stars
"No one can stop us now..."
às 15:19 0 comentários Marcadores: Rádio blogue

