Fanáticos religiosos importunam a todos com a sua concepção de que o nosso universo é fruto da criação inspirada e precisa de alguma divindade. Inclusive têm a pachorra de classificar a criação como "design inteligente". Discordo.
Por exemplo, dos oito planetas que conhecemos, sete não podem suster a vida humana. Para além disso, a esmagadora maioria do universo é hostil à vida: em lugares assim você morreria instantaneamente por fatores físicos, como calor, frio, pressão e radiação. E, mesmo assim, em geral, os religiosos gostam de dizer que a "precisa sintonia das forças que desenham nosso universo é prova de existência de deus".
Além disso, estrelas estouram em supernovas e se você estiver na mira da ejeção de radiação gama, você será torrado. Nossa galáxia está em rota de colisão com Andromeda, galáxia vizinha. O universo, devido as leis da termodinâmica, está em vias de se resfriar até que tudo seja frio e escuro (isso se desontarmos outras possibilidades teóricas igualmente catastróficas).
Isso apenas no universo.
Centrando o foco na Terra, você precisa encarar o fato de que o design inteligente desenhou um planeta que oferece apenas 2/3 de sua superfície para os humanos habitarem. Para além disso, o planeta é assolado por fenômenos naturais e apresenta um eixo demasiadamente inclinado.
Prova da inadequação deste planeta à vida está o fato de que aproximadamente 90% das criaturas que um dia viveram no planeta estão extintas. Além de tudo, este planeta levou 3.5 bilhões de anos para criar vida multicelular. Estima-se que a Terra tenha 4.6 bilhões de anos. Não é, portanto, um projeto que esbanja eficiência.
E isso tratando superficialmente do nosso planeta.
Há, claro, nós, humanos. O triunfo da criação. Religiosos costumam vibrar ao reconhecer a genialidade e o verdadeiro assombro de engenharia e complexidade que permite o olho humano funcionar. Mas, alguém aí enxerga em infra-vermelho? Em ultra-violeta? Raio-X?
Todos estes termos significam espectros de luz que nos são invisíveis, mas que existem. São tão luz como a que emana da tela de seu computador agora. A rigor, enxergamos uma parcela vergonhosamente exígua do espectro de luz e somos, proporcionalmente, tão cegos quanto um morcego, levando em conta a quantidade de luz que nos escapa.
Além disso, precisamos nos alimentar com enorme frequência. Um jacaré, por exemplo, come um coelho por mês e sobrevive sem precisar se alimentar novamente. Uma criatura que precisa de cinco refeições por dia é eficiente? É fruto de um design inteligente?
Comemos, respiramos e falamos por um único buraco. Esta falha de engenharia garante que uma considerável quantia de nós engasgue e morra todos os anos. Golfinhos, por exemplo, possuem uma via para cada atividade: alimentação, respiração e comunicação.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Design inteligente
às 17:58 1 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo, Evangelhos
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O horror, o horror
Na noite de ontem em São Paulo. Um motorista foi vítima de um mal súbito e, em decorrência, o ônibus desgovernado que conduzia atingiu três veículos, três motos e um rapaz. Ele foi linchado até a morte por uma turma que estava em uma festa próxima ao local do acidente. Ninguém foi preso e desconfio que, procurando bem, em alguma rede social você vai encontrar algum protozoário vibrando por ter participado do massacre.
É este o admirável mundo velho em que vivemos.
às 19:18 0 comentários Marcadores: Atualidades
Desistir é viver
Há uns dias eu disse a colegas de trabalho que viver e crescer é desistir das coisas. Que numa maternidade você encontra gênios em potencial. A rigor, cada bebê pode ser o próximo grande físico que dará respostas a origem de tudo, o biólogo que esclarecerá a origem da vida, o músico que irá significar um novo paradigma na música, na mesma medida em que Mozart fez. Mas que por uma série de razões e contingências, todos vamos desistindo na vida, abrimos mão de uma porção de coisas em que temos um verdadeiro talento, sequer descobrimos outros tantos e nos acostumamos com a vida mais ou menos lobotizada, a existência mais ou menos ordenada que a maioria das pessoas leva. Desistimos e nos agarramos naquilo que sobra.
Pode não ser a visão mais afirmativa da vida possível, mas quem disse que a vida precisa ser afirmativa? O bastante fato de você estar lendo este texto já é em si uma ridicularia estatística. O raciocínio foi recebido com riso, fui chamado de pessimista. Passaram uns dias, e a provocação frutificou nos incautos, que hoje dão razão a esta percepção que, a rigor, não acredito que seja minha. Devo tê-la visto, lido por aí.
E mesmo que seja fruto verdadeiro das minhas ponderações e observações, recuso-me a reclamar a paternidade do insight. Acredito que é senso comum estender nosso inúmeros fracassos, o longo processo de tentativa e erro, mais erro que tentativa em alguns casos, que acaba nos transformando naquilo que somos.
Se eu tivesse tempo de conversar mais com eles sobre o assunto, teria exposto que embora bem pouco triunfal, a ideia do fracasso como agente modelador da nossa vida não é, em si, algo triste. Se somos uma ridicularia estatística que veio a respirar e viver, então, de alguma forma, somos um triunfo.
Explico: remontando geração atrás de geração, a ordem exata de eventos e circunstâncias que garantiu a linhagem da qual você descende, a exata seleção de cada porção de DNA das mulheres e homens que deram origem a cada ancestral seu, o fato também assustadoramente raro de um amontoado de carbono e água pensar, escrever e ler é, em si, um triunfo da estatística sobre a matemática fria. As possibilidades de que você exista são ridículas: fosse pela vontade matemática, você não estaria aqui.
Mas isso não exclui o fato de que, mesmo improváveis, passemos a vida de desistência em desistência. No caso de o seu coração ser fraco demais para enxergar uma vida sem deus, redenção da alma e a dureza das desistências que constroem o seu futuro, ora, olhe para a improbabilidade da vida, da consciência e do absurdo do viver.
às 18:57 0 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo, Memórias
A vida, o universo e tudo mais
Meu antigo exemplo era de hélices girando, que possuem em suas extremidades, outras hélices girando. Todas elas rotacionando juntas formariam um sólido bizarro que é a tradução de múltiplas dimensões como instâncias da realidade. É, eu sei, meu exemplo é uma merda.
às 18:24 0 comentários Marcadores: Cosmo por ele mesmo, Memórias
sábado, 26 de novembro de 2011
Brother
É curioso. Meu irmão está na Alemanha e, só agora, quando ele está longe é que ele está mais perto. Saudade é bom.
às 15:10 0 comentários Marcadores: Memórias, Momento tuíter
Rumo à Marte
Hoje a NASA mandou para o espaço a MSL, Mars Science Laboratory. É uma complexa unidade que consiste em um jipe, e que vai ao planeta descobrir, afinal, o que há por lá.
Só isso já é um fato interessante. Mas o que é bem legal na história toda é o fato de que a MSL leva um pouco deste Tertuliano ao planeta vermelho. A NASA convidou pessoas do mundo inteiro a escreverem seus nomes em seu site. Estes nomes foram condensados em um microchip e ficarão no planeta vermelho até que alguém pise lá para buscá-los.
É, provavelmente, o único pedaço meu que extrapolará os limites deste planeta.
às 15:01 1 comentários Marcadores: Memórias
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Aforismos - Desafios a Jesus
Jesus caminha por sobre as águas. Grandes bostas. Quero ver é nadar na terra.
às 17:45 2 comentários Marcadores: Aforismos
sábado, 19 de novembro de 2011
Conspiracy
Alías, o que é mais belo no som de Willard Grant Conspiracy é a leveza e despretensão. É como se a "insustentável leveza do ser" bastasse para uma bem acabada descrição das canções que embalam sentimentos verdadeiros, se não mesmo pueris, na voz grave, marcada e ornada por violão, violino e um senso de sobriedade que é quase intangível.
Willard Grant Conspiracy não é uma banda, sequer é um único músico. É um coletivo de músicos que, ao longo dos anos, já foi vivido por muita gente boa. O único membro fixo é Fisher, que dá vida às canções. Fisher chega a dizer que "se você diz que toca no Willard Grant Conspiracy, você toca". Em inglês a frase soa melhor.
E é mais ou menos por aí. Willard provavelmente nunca desembarcará no boteco da esquina para que eu vá lá prestigiar o show. Desta forma, o melhor que posso, é me apropriar das canções, dar a elas os meus sentidos e dizer que, de uma maneira ou de outra, eu também toco no Willard Grant Conspiracy.
Como aliás, fazemos todos.
às 17:50 0 comentários Marcadores: Cultura, Memórias, Rádio blogue
Rádio: Willard Grant Conspiracy - Another Lonely Night
Esta é provavelmente uma das canções mais lindas do sólido repertório de Robert Fisher e seu coletivo. Aliás, no que me diz respeito, é uma das mais belas de todos os tempos.
às 17:32 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
Rádio: Willard Grant Conspiracy - From a Distant Shore
É bem difícil encontrar uma sintonia tão fina entre música, voz, som e visual:
"Give me hope, give me light, let the dawn follow the night, I still awake until nothing left to see"
às 17:28 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Rádio: Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son
Direto do Call of Duty Black Ops para seus corações:
às 17:10 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Dia D
Eu nunca fui muito Drummond. Verdade que gosto de muitos poeminhas do gentil mineiro, mas verdade seja dita, ele é feliz demais. Assim como Quintana, que no entanto, é mais sensível. Sou mais Nicanor Parra, Vinícius, Eugénio de Andrade, Benedetti. Eu sempre fui um melodrama do Alexandre Dumas lamentando o tremendo azar de nascer uns 200 anos atrasado.
O fato de eu ser menos gauche na vida, no entanto, não impede que venha aqui hoje, no dia em que o genial Drummond faria 109 anos - dia escolhido para o Dia D: Dia de Drummond - publicar, ou neste caso republicar, mais um poema de minha lamentável lavra:
Droit na vida
E quando eu nasci
um desses anjos de sombra,
veio e me disse:
se droit na vida, campeão
tá aqui esse déizão,
vai na padaria,
me compra uma pinga,
cigarro da tabacaria,
e traz o resto em dadinho.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
27 anos sem graça
Na iminência de completar 27 anos, ou cometê-los, sempre questão de ponto de vista, o que mais me aborrece é não ter uma canção para celebrar, se há o quê, mais uma vez questão de ponto de vista, a data e o ano vindouro onde terei de me conformar em dizer que tenho não 25, não 26, mas 27 anos.
E isso tudo sem entrar no mérito do capítulo de realizações deste 1/4 de século mais dois anos. Mas apenas a título de comparação, é interessante constar que Alexandre, O Grande, aos 25, já tinha conquistado todo o mundo conhecido, o que era realmente muita coisa. Não que eu tenha qualquer desejo do tipo de governar o mundo, dou-me por enormemente satisfeito por governar, ser a lei, senhor de 55 metros quadrados onde cabem todo o meu mundo conhecido. Talvez o problema seja esse: falta de ambição para conquistar o mundo.
Deixando esta querela de lado, o que realmente me aborrece é a ausência de canções para rematar a nova idade. Aos 25 anos eu tinha "A Palo Seco" de Belchior para gritar que contava "25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul". Me desfiz dos 25 anos e me encontrei com o Tremendão, que diz "26 Anos de Vida Normal".
Diante da inexistência de verso que abarque estes 27 anos, inicio a aproximação final da data sem muita gana de festar e muito preocupado por romper a tradição de uma canção para cada aniversário. Cismo muito com mudanças que sou obrigado a fazer à revelia. Me pelo de medo delas. Aliás, as três coisas que mais temo na vida são: dinossauros, juros e mudanças.
Fazer 27 anos não tem, até aqui, a menor graça.
às 17:35 2 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Rádio: Belchior - Tudo Outra Vez
"É o fim do termo saudade como charme brasileiro..."
às 20:58 0 comentários Marcadores: Rádio blogue
Como mariposas
As mariposas, que começam a irromper a valer por esses dias conforme o tempo aquece, se atraem pela luz e calor das fogueiras. Talvez, lá no fundo, no âmago do seus bulbos que fazem às vezes de cérebros, elas saibam que o fulgor daquela luz toda, que o calor que ondeia pelo ar e lhes atrai o voo vai destruí-las, mas ainda assim elas seguem resolutas em direção da força que as irá consumir de maneira inapelável, num voo que de lá não sai chamuscado, mas sim consumido. Esse sou eu com as mulheres.
domingo, 23 de outubro de 2011
Dúvida tecnológica
Upgrade intenso do PC ou notebook novo?
às 22:48 2 comentários Marcadores: Memórias
domingo, 16 de outubro de 2011
Mercados
Vemos aí o gestar de um novo tempo. Jovens, velhos, sonhadores e gente comum, tão importante e heroica quanto os demais, se revoltam em todo o globo contra o despotismo esclarecido exercido por financistas e sua capacidade homérica de gerar riqueza e nos empobrecer, gente normal, no processo.
Não se sabe se os protestos e o despertar de uma gente, sobretudo em países mais avançados, acostumada ao guarda-chuva eficiente do estado de bem-estar contra o financismo dos mercados vá dar em alguma coisa, em um sistema mais justo e estabelecido no real da economia. São pessoas que sentem na carne o apertar de cintos que FMIs e "mercados" orientam no momento de crise. Eles não querem perder direitos, não se sentem felizes com a hipótese de perda de qualidade no serviço público e, só agora, sentem o desgosto que foi ser brasileiro em boa parte dos últimos 30, 35 anos.
É um povo revoltado e disperto contra a ameaça do financismo que desmontou o mundo nos últimos vinte anos e fortaleceu o pináculo da pirâmide social, onde equilibram-se faceiros os tubarões de Wall Street e adjascências na falida "aldeia global".
Que venha, pois, este admirável mundo novo. Sem as alavancagens mirabolantes que, na calada da noite, resolvem a sorte de famílias, empresas, países. Sem a venda de "papéis". Sem a ilusão de um dinheiro que não se paga e se multiplica na ganância ilimitada de uma gente que devota sua vida a multiplicar e não a fazer. O que não é demérito. Demérito é nos empobrecer a todos, inofensivos, que desejamos da vida um tanto de conforto e outro tanto de dignidade. Eles multiplicam bits em um computador que não existem em cofre algum, mas podem ser sacados em qualquer caixa num processo exclusivo por natureza e nada edificante, como a sucessão de bancarrotas e empobrecimento coletivo no primeiro mundo e na Europa não cansam de atestar.
O processo todo de debacle do capitalismo, não diga, nasce da cobiça que moldou a perversão humanística que veio a ser chamada de neoliberalismo. Nos países vergastados pela atual fuga de crédito a origem dos problemas está na pólvora que se converteu o financiamento imobiliário. A intenção, vá lá, não era ruim. A ideia era dar condições a mais ou menos qualquer um de bancar, via crédito, a morada da sua vida, a casa própria.
O problema é que dívida, de estados, países e pessoas, pode ser um bom negócio. É lucrativo ser credor quando a perspectiva de ser pago em dia, e com os juros acordados, é boa. Só que ao vender crédito a praticamente todo mundo, você abre mão de garantias sólidas, porque os mais pobres podem ter problema para pagar. E quando eles não pagam, e você é credor de uma multidão de gente que não paga.
Mas antes de isso ser necessáriamente um problema, a oferta crescente de imóveis, acelerada pelo crédito imobiliário barato e irrestrito, não para de subir. Assim como os preços. Então você compra uma casa que não pode pagar em hipótese alguma - e normalmente o banco sabe disso. Passam os meses, e ela vale mais do que o valor que você está pagando. Então compensa vendê-la para outro idiota financiar, pagar sua dívida original com o dinheiro da venda e embolsar o lucro. Dois problemas disso: idiotas são um recurso vasto, porém limitado. E a dívida só muda de mãos, um dia ela quebra um idiota que não encontra comprador para o imóvel e os bancos porque perdem a perspectiva de serem pagos. Olhos abertos, porque no Brasil algo muito semelhante está em curso.
E quem conserta a monumental cagada é o estado. Ou ao menos ele tenda algo assim, como tentou em 2008. E claro que não dá certo, porque a saída dos governos, incapazes de peitar os financistas que, em última análise, os colocaram no poder, é jogar dinheiro novo nos bancos que, claro, irão aspirá-lo em vigorosos haustos com os quais continuarão soprando ar no balão que se chama crédito.
Isso se explica porque os principais bancos do mundo, lotados nos EUA ou com negócios lá, comemoram uma década de liberação de um freio legal que os impedia de usar dinheiro de correntistas em operações de alavancagem (é a mágica que bancos fazem para multiplicar dinheiro e emprestá-lo ao mercado). Isso insuflou essa bolha que, hoje, paira sobre nossas cabeças e ao estourar há de nos consumir todos.
O grande problema de um panorama deste está em não nascer daí uma catarse. De se derrubar o edifício do capitalismo, minando na mesma hecatombe as fundações da democracia, que é bem ruim, mas é o que de melhor temos. Abrir mão do capitalismo financista não é ruim. Perder a liberdade e o direito de escolha, é muito ruim. Um cenário em que as sociedades confrontadas com a ameaça de perda de direitos garantidos há décadas busquem guarita em velhos, mofados e empoeirados discursos da velha direita radical. É um risco que já se verificou na aurora do século passado e que resultou, ao menos diretamente, em 60 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial. Isso descontados os tantos milhões que pereceram em escaramuças paralelas e menos relatadas na Manchúria, no Oriente Médio, na África. Não se admira que da porção dos 60 milhões aniquilados estejam notoriamente o holocausto judeu que são reconhecidos, como eram naquele tempo, como notáveis financistas.
O mundo precisa aprender a inverter a lógica do dinheiro. A mantê-lo como meio de troca e intermediação de negócios, o que pressupõe sua escassez, mas impedir que seja ferramenta de dissolução de valor real, de emprego, de dignidade, de sonhos e de vida de tanta gente que, cansada, confronta-se com o noticiário de nova crise com um sorriso triste no rosto de quem diz "mais uma vez e até quando?"
Só o tempo vai dizer. Temos Wikileaks, Anonymous, Occupy Wall Street e o Democracia Yá!. São movimentos vigorosos e de grande repercussão que ajudam na marcha em direção a uma revisão da desgraça de mundo que fomos capazes de criar. Eu espero o triunfo das pessoas normais, mas não posso deixar de fazer eco das palavras do penseroso filósofo eslavo Slavoj Zizek que, em visita ao protesto contra Wall Street nos diz:
"A única coisa que eu temo é que algum dia vamos todos voltar para casa, e vamos voltar a encontrar-nos uma vez por ano, para beber cerveja e recordar nostalgicamente como foi bom o tempo que passámos aqui. Prometam que não vai ser assim".
É preciso, no resumo, saber querer. E não ter medo de querer um mundo um pouco melhor.
às 20:17 4 comentários Marcadores: Atualidades, História, Memórias
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Medos e soluções
Morro de medo de duas coisas na vida: dinossauros e juros. Quanto aos primeiros, não posso fazer muita coisa. Quanto aos juros, bem, chegou a hora. De agora para frente não. Chega de ser fodido pelos juros, é hora de fodê-los.
às 19:00 0 comentários Marcadores: Memórias
domingo, 2 de outubro de 2011
Planos
E se nada disso der certo?
Bem, eu sempre posso voltar a viver como um ser primitivo, sem escovar os dentes, pentear os cabelos, aparar a barba, bebendo como maluco, urrando pelas ruas e comendo comida estragada.
às 20:56 1 comentários Marcadores: Aforismos, Memórias
sábado, 24 de setembro de 2011
Rádio: Mark Lanegan - Strange Religion
Para os amores impossíveis:
às 12:59 0 comentários Marcadores: Rádio blogue

