terça-feira, 12 de abril de 2011

Lei da gravitação universal Einstein-newtoniana

Meu coração mede o tempo
esvai-se por ele a imensidão dos momentos
Meu coração é derivação
é uma abstração
meu coração é sonho quântico
de matéria escura
que pulsa,
que me expulsa
que navega romântico
meu pulso conta segundos
de horas distorcidas
na curvatura do espaço-tempo
minha sístole rasga os momentos
na curvatura do meu destino
e dos nossos tormentos
e me faz aquele velho cântico
de quando tudo era mais simples
quando a gravitação universal
explicava porque caiam as coisas
e não porque subiam
e planavam, pra longe de mim
os momentos e as verdades
desse poema sem fim.

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