Desafiado a pensar há alguns dias em presidentes e líderes políticos portadores de alguma deficiência física, depois de remoer muito meus neurônios, pude encontrar dois exemplos. Ambos presidentes norte-americanos da primeira metade do século XX, ambos com o sobrenome Roosevelt. Eram parentes distantes.
Theodore Roosevelt: foi presidente de 1901 a 1909 e foi um Bush da sua época com a política do big-stick - sem duplo sentido, por favor. Notório por intervenções em lugares da América Central e pela curiosidade acerca do Brasil: esteve no país com o Marechal Cândido Rondon, com quem percorreu matas selvagens em busca da nascente do Rio Dúvida, hoje batizado de Rio Roosevelt. Sua deficiência: perdera uma das pernas e tinha uma de madeira no lugar.
Franklin Delano Roosevelt: Não vou falar sobre ele porque é muito conhecido. Foi o sujeito do new-deal e o presidente norte-americano em boa parte da Segunda Guerra Mundial - morreu poucos dias antes da rendição alemã, passando o cargo para Harry Truman, o homem que jogou as bombas atômicas no Japão. Não chegou a ter uma deficiência propriamente dita, contudo, no fim da vida, debilitado pela poliomielite, ficou confinado a uma cadeira de rodas e era nela que ele presidia os EUA e rumos importantes da guerra pelo globo e, claro, alguns dos destinos fundamentais do planeta depois do armísticio.
Posso estar enganado, mas um dos soviéticos também vivia na cadeira de rodas. Não sei se Nikita Kruschev ou Iuri Andropov. Contudo não encontrei informações positivas sobre na internet, portanto, ficamos com os dois Roosevelt.
Ah sim, de onde tirei que Theodore tinha uma perna de pau? Li isso na biografia de Winston Churchill, leitura aprazível e devidamente comentada aqui.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Líderes com deficiência física
às 18:34 0 comentários Marcadores: Cultura, Entretenimento, História, Política
Válvulas de escape e de descarga
Fugir sempre foi um excelente remédio. A negação ainda é a melhor maneira de resolver problemas insolúveis, fugir das crises e das rupturas que nos cercam sempre é a melhor alternativa. O ruim é que um dia a mente cobra a conta, o que pode resultar numa anti-catarse - o que não é bonito. Mas o futuro a Deus pertence e, se não faz sentido chorar pelo leite derramado, menos ainda tem feito chorar por aquele que sequer sabemos se será derramado.
Enfim, como fuga de crises você pode, por exemplo, inventar um blogue novo, reformar outro e aposentar ainda um terceiro. Meter-se a ler de tudo o que alguns anos vêm acumulando nas estantes, só ganhando poeira. Nos mesmos blogues, postar furiosamente. Ora, a lição e o impulso parece ser: ocupemos a mente, distraiamos os sentidos e deixe que a vida encontre-se a si mesma, valendo aí um novo sentido e um novo rumo. Fuja. Vá para longe.
Mas é tudo falso na vida da gente. Falso. Efêmero. Me divergi neste blogue trocando o template e colocando mais postagens. Bobagem. No que concerne ao blogue, e fiquem livres para desenharem do que direi as parábolas que quiserem, gostaria mesmo é de re-editar algumas passagens, melhorar outras e até encontraria posts que gostaria de excluir. Mas sei lá. Por um lado o computador não permite, por outro reciclar experiências que tivemos não tem sido, na longa carreira das decepções humanas, garantia alguma de sucesso futuro.
Enfim, os scripts não funcionam, o computador emperra, a vida para e eu perco o rumo. E me volto para o esteio seguro da poesia e da literatura, a única ruptura que vivi com a literatura foi lendo Hermann Hesse (pensava eu que ele questionava os meus valores. Ledo engano. Ele questionava se eles eram realmente meus - foi uma boa crise), sobretudo no que concerne ao verso de Pessoa: "... todo cais é uma saudade de pedra". E eu, que nunca me presumi poeta, o que faço de melhor é estragar o verso: "toda a internet é uma saudade de silício".
E ainda, para parar por aqui, deixo mais alguns de minha lavra:
Eu não tenho desculpas.
Mas eu tenho dez culpas.
às 13:27 0 comentários Marcadores: Memórias
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Momento Karatê-kid
Uma mosca pousou na tela do computador. Com calma, concentração e paciência, movi com calma minha mão direita até ela. Esperei o momento certo. Preparei os meus dedos, polegar e indicador numa tenaz, numa pinça. Aproximei-os lentamente e... ela voou.
Esse não foi meu momento karatê-kid.
Há alguns anos, no meu blogue original (façam o favor de não vê-lo, morro de vergonha dele), postei anedota semelhante e tão verídica quanto a de hoje. Aconteceu que outra mosca pousara, não no computador, mas na minha testa. Na ocasião escrevi "é um desses momentos únicos da existência, portanto compartilho-o com vocês, eu aqui digitando vagarosamente para não espantá-la". Aí decido e faço o mesmo movimento de tenazes com os dedos e pego-a da minha testa. Nem o senhor Miyagi faria melhor.
E esse foi meu momento karatê-kid.
às 16:44 1 comentários Marcadores: Cinema, Memórias
Ainda sobre mercado
Pois é. Curiosamente eu tenho uma facilidade enorme para entender alguns dos insondáveis mistérios da economia. E precisamente por compreender muito do economês que inunda nossa vida qual vagas de um tsunami financeiro todos os dias é que eu tenho o vezo de guardar para mim isso que sei. Sei lá. Acho que, mais que um mérito, compreender a economia é um opróbrio.
Sim, sou cheio de idiossincraciazinhas.
Mas o que conta é o tema do post. Lendo hoje num conglomerado de mídia qualquer, descobri que a Irlanda, aquela porção de ilha que fica equilibrada acima da Inglaterra e foi célebre nos últimos 200 anos por tensões impressionantes no Reino Unido corre risco de, simplesmente, falir.
O episódio não é propriamente inédito. No fim do ano passado a Islândia, uma ilha minúscula, pródiga em produzir bandas de pós-rock excelentes, submergiu num buraco financeiro que agrava ainda mais a sensação de "poxa" dos islandeses. O tédio por lá é um esporte nacional dada as condições climáticas e geográficas do lugar. Chegaram a pôr a Islândia a venda num site da internet ano passado, o que só prova que o deboche não é uma exclusividade nacional do Brasil.
Sendo a Irlanda um país que até pouco tempo era considerado o "tigre europeu" (referência, caso o leitor não lembre, aos tigres asiáticos), é de se preocupar - sobretudo porque é maior que a Islândia e uma falência irlandesa certamente teria reflexos muito mais extensos que o "poxa, que pena" do mundo em solidariedade aos islandeses. Há uma sensação de que catástrofes como essa podem arrastar juntos porções consideráveis do globo. E aí é que a porca torce o rabo e perde a graça.
Se bem que eu quero mesmo é que tudo mais vá pro inferno. Acho que só se o circo realmente pegar fogo dessa vez é que o mundo toma jeito.
às 12:41 0 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia, Política
25 motivos que sim, 25 motivos que não
Li no blogue do Marcelo Rubens Paiva, que na definição de Marcelo Tas é um "inestimável observador da alma humana- especialmente quando o assunto é a asfaltização dos machos pelas fêmeas", um levantamento interessante sobre 25 motivos para crer que Deus existe e outros 25 para crer que não existe. Segue minha lista, sem hierarquia.
Pra acreditar:
1. Sorriso de uma criança
2. Praia deserta
3. Ellen Roche
4. Chaplin
5. Truffautt
6. Culinária italiana
7. Vinho
8. Amor de avós
9. Pavarotti
10. O porre de tequila
11. José Saramago
12. Internet
13. Strip de Natalie Portman em Closer
14. Paris
15. Filosofia
16. A invenção do mp3
17. Feriado prolongado
18. Mário Quintana
19. Jimi Hendrix
20. Elvis Presley
21. Amigos
22. Mar do Caribe
23. Johnny Cash
24. Sombra de uma árvore
25. Thelonious Monk
Pra não acreditar:
1. Uma criança que morre de fome
2. A poluição das praias
3. O fato de Ellen Roche sequer saber meu nome
4. Zorra Total
5. Axé Music
6. Big Brother Brasil
7. Odor do Tietê
8. Tudo que é bom engorda
9. Paulo Coelho
11. A ressaca de um porre de tequila
12. Pedágio
13. Closer, o filme
14. Xenofobia
15. Intolerância
16. Aula chata de manhã
17. Subida em dia de calor
18. Fundamentalismo
19. Preço dos CDs
20. Pernilongo
21. Plantações de soja
22. Ciúmes
23. Colesterol
24. Efemeridade da vida
25. ABBA
*Eram só 25 mesmo.
às 10:56 0 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Hipocrisia de mercado
Eu acho engraçado. Muito, aliás. Engraçado que Richard Fuld, o ex-presidente do Lehman Brothers (banco todo-poderoso que faliu na bolha financeira em muito patrocinada pelas atitudes gananciosas e inconsequentes de seu ex-presidente, aliadas a de tantos outros) tenha vendido sua mansão que custara, há cinco anos, 13 milhões de dólares, por módicos 10 dólares à sua mulher. O fez não porque tenha perdido o juízo - isso ele e seus pares nunca tiveram, tivessem algum não teriam especulado com um montante de dinheiro que simplesmente não existe - o fez, sim, porque morre de medo de ser processado por gente comum que perdeu dinheiro com suas piruetas financeiras em prováveis processos futuros. Passando a mansão para o nome da esposa ele garante que ela não seja arrolada entre seus bens e, portanto, fica assim na família.
Afinal, foram empenhados ali 13,75 milhões de dólares, resultado, seguramente, de um trabalho duro e de ilibada reputação. Fatos cotidianos como esse só reforçam a minha tese de que o bom senso só se usa depois de esgotadas todas as outras alternativas - e isso tenho visto que vale para todas as situações. Richard Fuld e seus asseclas, que embarcando no neoliberalismo e na globalização tacanha surgida da mente perturbada de gente como Ronald Reagan e Margareth Thatcher, sempre foram os primeiros a dizer que o mercado regular-se-ia sozinho, que era inerente a ele o poder de se policiar, que o Estado era o contrário disso tudo, corrupto, ineficiente e só serviria para atrapalhar o fluxo da economia e do progresso. Hoje, que ironia, estão empregados e recebem gordas remunerações em dia justamente porque quem veio socorrê-los foi o Estado. Ah, a hipocrisia.
Hoje, com a quebradeira, é o Estado quem paga as contas, e por natural conclusão, o dinheiro sai do bolso das pessoas comuns. É o Estado que empresta dinheiro, estatiza empresas e sistemas financeiros globais. É o Estado que paga salários de gente como Richard Fuld no momento. E é você que perde seu emprego se a coisa apertar ainda mais. Ou seja, ainda não esgotamos todas as outras probabilidades para chegar ao bom senso na economia e mesmo no capitalismo e, aliás, não há porque crer que isso vá ocorrer.
Aliás, sobre essa questão de ser o Estado quem controla, hoje, os esqueletos de grandes grupos vale ressaltar uma atitude de Obama: ele limitou os vencimentos dos executivos dessas empresas em módicos, esquálidos, magros 500 mil dólares por ano. Ou seja, eles ganhavam mais que isso. Segundo o The New York Times, pois, Richard Fuld embolsou estonteantes 34,4 milhões de dólares em 2007 - mas não se assustem, num exemplo de extrema racionalidade administrativa, o Lehman Brothers cancelou o bônus de Fuld referente ao ano passado (e por que não fizeram isso antes?). Essa estatização do capital financeiro e economico e o controle exercido pelo governo dos EUA faz deles, arautos da globalização, segundo minhas contas, o país mais comunista do mundo hoje. Lênin deve estar contente e dizendo entre os bigodes embalsamados no Kremlin: "Que fazer?"
Mas eu sou um sujeito solidário e de bom coração, apesar de irônico e cansativo. Chego a ficar preocupado com Fuld e família. Vendendo sua miserável habitação por 10 dólares e tendo, na hipótese de continuar no Lehman, seus vencimentos limitados a curtos 500 mil dólares por ano, será que ele terá verba para mandar as crianças para a escola nesse começo de ano? E o material escolar? Será que sobrará algum para pagar a van? Tomara que sim.
Coitado do Fuld. Não queria estar na sua pele.
às 09:52 1 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia, Política
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Pra voltar a falar de Churchill
Estou lendo uma das tantas biografias do primeiro-ministro de sua majestade quando dos tenebrosos anos da Segunda Guerra Mundial - entre tantas épocas fascinantes à mim da história, é o conflito bélico que pôs o maniqueísmo em pé de igualdade com a mentira o meu evento preferido. Quem se interessar pela obra, clica aqui.
Já falei aqui no blogue um pouco sobre Winston. Muito antes de emergir no estudo mais aprofundado de sua vida e de me confrontar com a existência de um sujeito que, não fosse a Segunda Guerra, seria apenas mais um envelhecido político inglês que teve sua chance de chegar ao poder supremo, mas a perdeu pela sua incrível capacidade de se impacientar e fazer escolhas erradas, conheci o estadista que se indignava com a passividade do governo inglês perante o armamento do nazismo, e isso me impressionou enormemente, assim como a leitura de seus discursos na coletânea "Sangue, Suor e Lágrimas" - que lhe valeu o Nobel de Literatura em 1953. Churchill esteve no limiar da insignificância histórica, apesar de sua brilhante capacidade, nunca negada, como administrador e político.
Churchill é uma figura encantadora. Sobretudo porque é humano. Fez escolhas erradas, como ter uma incomoda boa vontade para com Mussolini, ao passo que alertava o mundo para os perigos de Hitler. Foi contra as suffragettes, votava um ódio impressionante em relação aos movimentos de esquerda, embora fosse normalmente favorável aos mais humildes porque se compadecia deles. Muito embora jamais tenha abrido mão de seus luxos, é verdade.
Winston Spencer Churchill é uma figura ímpar do século XX. Enxergou muito longe, adiante de sua época em diversas ocasiões. Teve destacado papel como político nas duas guerras mundiais que desenharam o nosso mundo contemporâneo. Esteve intimamente ligado - a ideia foi sua, aliás - com a catástrofe militar dos Dardanelos na Primeira Guerra Mudial, quando era o Primeiro Lorde do Almirantado - equivalente a Ministro da Marinha - (Dardanelos ou Gallipoli. Estima-se que as perdas humanas tenham sido de 180 mil para os aliados e 220 mil para os turcos. Pode não parecer, dado o romantismo que o cinema deu à Segunda Guerra, mas se morria muito mais facilmente e em proporções muito mais bestiais na Primeira), onde lançou as forças da Commonwealth contra Atatürk (em turco, "Pai dos Turcos", sujeito responsável pela formulação do estado turco moderno, que suplantou o Império Otomano. Tertuliano também é cultura). Em contraste, chegou a ser coronel no front francês ainda na Primeira Guerra, foi anos mais tarde a grande pedra angular da virada da Batalha da Grã-Bretanha, tão importante na Segunda Guerra, além de, obviamente, um dos grandes incentivadores do desembarque aliado na Normandia. O homem foi cheio de altos e baixos, como parece ser comum na trajetória de grandes figuras.
Nem mesmo os anos em que lutou sozinho contra a Política de Apaziguamento, embora fundamentais para transformarem-no em primeiro-ministro depois da queda de Chamberlain, hoje, olhando em restrospecto, podem ser elogiados sem a menor crítica. Muito da intransigência belicista daquele período e da argumentação utilizada por Churchill é verificada em ações do governo Bush. A retórica da interferência antes que eles nos ataquem, no fim das contas, cabível naquele contexto, transformou-se numa muleta para as aventuras contemporâneas dos impérios decadentes que nos cercam. Triste que um legado tão interessante da vitória pela palavra - naquele tempo a única arma de Churchill, fora do governo - tenha se transformado nisso de hoje.
Churchill não é um heroi (se há algum heroismo na guerra, esse deve ser legado a quem perdeu a vida nela). Foi um estadista, um líder na melhor acepção da palavra. E a mim, sempre um admirador seu, foi comovente ler sua vida e descobrir nela erros, enganos, injustiças e falhas que o heroismo que a posteridade se acostumou a atribuir-lhe - não de todo injusto - pareciam sempre teimar em esconder.
Eu queria ser Winston Churchill quando crescer.
às 22:19 0 comentários Marcadores: Cultura, História, Política
Não é do Drummond
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional".
Tim Hansel
às 13:44 0 comentários Marcadores: Cultura, Memórias
Uma calculadora de divórcios
Seus problemas acabaram! Uma economista norte-americana criou uma ferramenta que pode calcular a tendência de um casamento acabar em divórcio. Betsey Stevenson pegou as estatísticas de divórcios do censo norte-americano e, através de dados que o usuário cede, a calculadora é capaz de apontar as tendências de que o casamento dê errado. Clique aqui.
Alguém poderia dizer que isso não faz o menor sentido. Mas faz. Porque se os divórcios crescem e a há tendência cada vez maior de que qualquer relacionamento afetivo, de qualquer ordem, dê errado - no sentido de que torna-se efêmero, a despeito das juras de amor eterno -, enfim, relacionamento estável que dá certo no longo prazo é exceção, não regra. Talvez já há algum tempo que romances tenham deixado o campo platônico das ideias e descido um pouco mais abaixo, num universo meio aristotélico ou cartesiano, onde o que conta é o bem estar do próprio umbigo. Em resumo, não precisa calculadora para saber que todo relacionamento é de risco, afinal você está delegando sua estabilidade emocional a uma pessoa que, a rigor, você não conhece.
Você que lê provavelmente pensa diferente porque está envolvido no momento. Mas basta olhar a sua volta: no seu círculo familiar e de amigos, quantos são os relacionamentos que deram certo e continuam firmes à sua volta? Mesmo seus pais podem estar hoje separados, o que só reforça a teoria de que é um mal do século, nascido na esteira do Maio de 68, que só serviu para uma coisa, aliás: dizer que as mulheres tem o direito de se exibir tanto quanto os homens.
É claro que se as pessoas fossem sensatas para pelo menos considerar as estatísticas não dirigiriam depois de beber e não acenderiam o primeiro cigarro. O que são os fatos diante da esperança e da tendência humana tão bonita e idiota de perseguir seus sonhos?
às 11:21 0 comentários Marcadores: Atualidades, Entretenimento, Tecnologia
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Macarrônico
É um adjetivo legal. "Macarrônico" é o tipo de termo pouco conhecido, mas que abriga em si uma porção de sentidos e possibilidades de significação que bem poderia ser figurado em qualquer estudo mais aprofundado da língua.
"Macarrônico" tem uma riqueza de sentidos impressionante. Por exemplos: o sujeito chega e diz: "minha vida afetiva anda macarrônica" - o que nos leva a considerar que o cidadão atravessa uma quadra não muito estável, que remete ou a um dramalhão ou a uma italianada - afinal, macarrão, se não inventado pelos peninsulares europeus, foi ali popularizado depois que Marco Polo havia roubado a ideia dos chineses.
Você pode dizer que "vivemos num país macarrônico", o que passará uma ideia de zona, de bagunça, porque macarrão é assim. Se você foi a uma festa e pôde dizer que ela foi macarrônica, então deve ter sido uma festa legal, cheia de coisas ao mesmo tempo, divertida e interessante. Se algo tem proporções macarrônicas pode ser algo bom ou ruim, afinal.
Assim é o macarrão. Assim é a vida. E desejo do fundo do meu coração de gelo: macarrão com queijo para todos!
às 16:55 1 comentários Marcadores: Atualidades, Cultura, Semiotices
9000 visitas
Nada mal pra quem nunca quis ir muito longe em nada na vida.
às 16:46 0 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sou mais eu
Conversando sobre perspectivas profissionais interessantes e o futuro do jornalismo contemporâneo com um chegado:
- Cara, eu acho que o lance é ou apostar, no caso dos impressos, em algo que mereça o dinheiro ou tempo gasto na leitura, por exemplo "piauizar" nossa imprensa, ou, do contrário, parem tudo que eu quero descer. Vão quebrar todos quando a crise refletir em anúncios e eu não quero ficar pra apagar a luz.
- E quem te disse isso? De onde você tirou essa conclusão? - diz o acadêmico revoltado por conclusões não abalizadas por pesquisas e métodos insolúveis.
- Eu disse. Não tirei de lugar nenhum. Não preciso de respaldo para falar bobagem.
às 20:07 0 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia
Visual novo
Tava na hora. O outro era legal apenas porque eu tinha feito, mas não porque fosse de fato atraente e interessante. Temam, contudo, ó mortais, porque tenho me esmerado em aprender a usar o Dreamweaver. Aguarde e confie.
às 18:39 0 comentários Marcadores: Atualidades, Tecnologia
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Trocadilhos para salvar o mundo
"Penso, logo desisto.
E descarto também."
---
"Aposto com você que você não consegue fazer um trocadilho até a gente chegar no poste
Não aposte".
Sugestões?
às 16:05 1 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Spot Us - a nova revolução?
Depois dos blogs, dos vídeos na internet, dos conceitos wiki e tantas outras revoluções, em São Francisco nos EUA um site elaborou um novo sistema de produção de conteúdo. Se você é usuário e quer que um determinado conteúdo esteja disponível na rede, que ainda não tenha sido elaborado, pode sugerir para o site Spot.us: o assunto vai à votação, e caso seja escolhido, a financiamento. Quando as doações atingirem o valor estipulado, o jornalista que se candidatou para fazer a matéria recebe o dinheiro e entrega o material. Se alguma empresa comprar o conteúdo, o usuário é reembolsado.
A idéia do site é que a cobertura oferecida pelas grandes corporações – e que às vezes deixa de fora algumas coisas – tenha esse contraponto. Mas e a possibilidade de que grandes empresas queiram usar o espaço para fazer propaganda? Segundo a equipe do site, as votações do conteúdo impediriam esse tipo de situação.
E aí, será que isso vai pegar?
De qualquer forma, sugestões de pauta podem ser encaminhadas. Juro que analisarei com carinho cada uma delas!
às 11:13 0 comentários Marcadores: Atualidades, Mídia, Tecnologia
Rumos para centrar e cadê a bússola?
Decisões difíceis para se tomar na aurora de um novo ano não são exatamente aquilo que eu gostaria de fazer no princípio de 2009. Sobretudo por serem difíceis, complexas e extremamente antagonicas, elas simplesmente me deixam sem saber o que fazer. Mas há uma lição duramente aprendida por mim nos momentos de desnorteamento, ei-la: "calma, cara".
Olha aí, se alguém tiver alguma pista sobre o que devo fazer, meus queridos, a hora é essa.
às 01:04 0 comentários Marcadores: Memórias
sábado, 27 de dezembro de 2008
On the road
Dia de pegar a estrada!
E de sonhar também. Planejar é arriscado.
E de, pela terceira vez no mês, ficar na intemperança de umas 8 horas na rodoviária de Ponta Grossa. Das 2 da manhã até o infinito. É, amigo.
às 13:27 0 comentários Marcadores: Memórias
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
"Quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar..."
Eu andava mesmo precisando de vitórias, depois de viver um ano cheio delas, de uma constante descoberta e felicidade, cheguei a um fim bem desgraçado deste 2008. Vim encontrá-las, as vitórias, logo aqui, em São Paulo, cidade que eu renego. É uma dura rotina que terei de criar, e muitas coisas para abrir mão em 2009. O que não importa muito quando o tudo que se perde, perde-se à revelia. E o negócio é vir logo, com o coração aberto, carregando no peito todos os sonhos do mundo. Ao menos os que sobraram.
E amanhã seja, talvez, só mais um dia 23, como hoje será ainda 22 por trinta minutos. Dos muitos 23 que virão pela frente, esse será o primeiro. Que seja, também, o último, afinal de contas.
Como diria a canção, "tô me guardando pra quando o carnaval chegar", que será em Montevidéu, no caso, na velha máxima "amad con maestría, bebed con alegria que de esto se trata la vida", aprendida há três anos em Buenos Aires, na minha outra vida. Se Deus quiser os dias uruguaios serão bancados por uma revista obscura ou um jornal insuspeito da metrópole - e se não for, haverá boas companhias, que é o que importa. E o resto é, por maioria de votos, resto.
Por essas e outras, corre 2008. Corre, vai, vai embora. Saia daqui, baixe a cabeça, ponha o rabo entre as pernas e suma-se! É o que desejo do fundo do coração de gelo mais derretido e combalido do universo.
E venha, rápido, 2009; te espero de braços abertos. De coração vacinado, de alma limpa e de espírito remoçado. E das lágrimas, só para não dizer que não falei da flor, que as engulam o presente e o passado.
às 23:25 1 comentários Marcadores: Atualidades, Memórias
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Feliz ano novo
Começar o novo ano com um tratamento médico. Por que não?
Viva!!!
às 20:51 0 comentários Marcadores: Memórias
