terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Uma calculadora de divórcios

Seus problemas acabaram! Uma economista norte-americana criou uma ferramenta que pode calcular a tendência de um casamento acabar em divórcio. Betsey Stevenson pegou as estatísticas de divórcios do censo norte-americano e, através de dados que o usuário cede, a calculadora é capaz de apontar as tendências de que o casamento dê errado. Clique aqui.

Alguém poderia dizer que isso não faz o menor sentido. Mas faz. Porque se os divórcios crescem e a há tendência cada vez maior de que qualquer relacionamento afetivo, de qualquer ordem, dê errado - no sentido de que torna-se efêmero, a despeito das juras de amor eterno -, enfim, relacionamento estável que dá certo no longo prazo é exceção, não regra. Talvez já há algum tempo que romances tenham deixado o campo platônico das ideias e descido um pouco mais abaixo, num universo meio aristotélico ou cartesiano, onde o que conta é o bem estar do próprio umbigo. Em resumo, não precisa calculadora para saber que todo relacionamento é de risco, afinal você está delegando sua estabilidade emocional a uma pessoa que, a rigor, você não conhece.

Você que lê provavelmente pensa diferente porque está envolvido no momento. Mas basta olhar a sua volta: no seu círculo familiar e de amigos, quantos são os relacionamentos que deram certo e continuam firmes à sua volta? Mesmo seus pais podem estar hoje separados, o que só reforça a teoria de que é um mal do século, nascido na esteira do Maio de 68, que só serviu para uma coisa, aliás: dizer que as mulheres tem o direito de se exibir tanto quanto os homens.

É claro que se as pessoas fossem sensatas para pelo menos considerar as estatísticas não dirigiriam depois de beber e não acenderiam o primeiro cigarro. O que são os fatos diante da esperança e da tendência humana tão bonita e idiota de perseguir seus sonhos?

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