Ninguém me leva muito a sério. O que começa por mim, que desdenho de mim mesmo olimpicamente, e que se verifica nas pessoas do meu círculo íntimo. Mesmo na minha família a tendência é verificada: as pessoas desdenham do meu emprego. Não compreendem como eu posso trabalhar em casa, perante o computador e com horários e expedientes sempre mutáveis e, na maioria das vezes, curtíssimos e ainda ganhar pra isso.
E não é falta de vontade ou ausência de explicações de minha parte. De uma maneira geral, todos acham que estou enganando minha mãe, dizendo que estou trabalhando, e na verdade apenas coçando o saco indefinidamente, até o fim dos tempos.
O que me lembra uma canção do George Thorogood: "Get a haircut and get a real job":
As pessoas não entendem meu emprego na internet, tão pós-moderno quanto eu sou, em que não tenho que ver meu chefe, nem meus colegas e onde cabe uma paradinha para ver Sessão da Tarde ou para matar terroristas no Call of Duty 4 (aliás, deem uma olhada nesse link. Call Of Duty 4 não é um jogo assim tão recente e já faz parte do que se diz "fotorealista", é impressionante a qualidade gráfica e a riqueza do enredo, fazendo-o parecer um filme - essa mescla entre diversão e cinema nos jogos atuais, aliás, será assunto para um post futuro, aguardem).
Mas retornando ao assunto, o fato é que as pessoas não entendem meu emprego e não se esforçam para fazê-lo, porque estão bitoladas a um preconceito que diz que emprego sério é aquele em que o sujeito precisa cumprir horários e marcar presença física em algum recinto. Paciência, com o tempo os preconceitos atuais ruirão. Lógico, para o surgimento de novos. As pessoas, em resumo, não entendem nada de internet e de web 2.0 - mesmo as que dizem saber o que é isso, conforme tenho notado.
Aliás, poucas são as pessoas que me entendem.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ninguém me entende
às 11:10 Marcadores: Atualidades, Memórias, Mídia, Tecnologia

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