Ontem, na classificação do GP da Austrália, Felipe Massa levou uma coça de cronômetro daquelas de criar bicho do seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Foram 7 décimos, o que é muita coisa em carros iguais. Alonso larga em 3º, Massa é o 5º. Oficialmente, Massa culpou a temperatura ambiente, e em decorrência, a dos pneus, pelo desempenho tímido.
Galvão Bueno, constrangido pelo desempenho pífio do amigo, deu vazão ao seu ufanismo pastelão. As explicações para o desempenho raquítico de Massa vieram de tudo. De aquecimento de pneus, regulagem do carro, jogo de pneus, vento, sombra, um pássaro que passava pela reta. Tudo serve para explicar.
Menos especular que, talvez, Alonso seja muito mais rápido porque é muito melhor. Porque tem dois títulos mundiais, e o brasileiro nenhum. Porque tem o dobro de vitórias de Massa e uma carreira muito mais plena de êxitos. De todas as possibilidades que fizeram Felipe ser muito mais lento que Alonso, Galvão foi capaz de lembrar de todas, e mesmo de criar algumas. Mas simplesmente ignorou que, no fim das contas, pode ser que Alonso seja melhor.
A musculação retórica, o esforço discursivo para sustentar o pachequismo e o nacionalismo babaca extrapola as para lá de dilatadas margens do ridículo, quando o assunto é Galvão Bueno e patriotadas.

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