A diplomacia brasileira tem se tornado relevante no cenário mundial como nunca foi. Em grande parte por meter o nariz em tudo que lhe diz respeito com equilíbrio e propósito, o que limita as escorregadelas.
A ponto de um jornal israelita dizer que Lula, que fará visita ao Oriente Médio, Israel, Jordânia e Palestina, é o profeta do diálogo. A matéria trazida às nossas luzes pela BBC Brasil (como pode, aliás, uma organização estrangeira fazer o melhor jornalismo do Brasil?) cita que o jornal diz que Lula precisa ser amado por todos na região, independente da bandeira a que se dipõem a matar-se. O jornal exalta a imparcialidade de Lula que, ao conceder entrevista a jornalistas árabes e israelenses, resolveu a questão de quem perguntaria primeiro no par-ou-ímpar.
No dia de hoje, também, um jornal dos EUA, Miami Herald, repercute a possibilidade de Lula buscar a Secretária Geral da ONU, posto de prestígio e enorme destaque a que muitos estadistas almejam. Foi intenção do FHC, que é um pavão, como todos sabemos, mas que não pôde conquistar em vista de suas realizações bastante tímidas.
Isso tudo me faz lembrar de um post do ano passado, onde imaginei FHC cometendo um sombrio haraquiri, depois de tão esmagadores sucessos daquele que foi seu maior antagonista. Nada mais justo; seus livros foram queimados, ele mesmo disse para esquecer o que dizia antes, seu espectro político está desorganizado, sem projeto de país, sem relevância política, sem apoio popular.
É o crepúsculo dos deuses.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Profeta do diálogo
às 18:31 Marcadores: Atualidades, Mídia, Política

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