domingo, 17 de setembro de 2017

Felicidade pura

Essa nova janela de tempo prolongada de vida no interior tem me colocado em contato com uma antiga paixão: a astronomia. Venho lendo, estudando, observando e coletando novas impressões sobre essa ciência em virtude do céu que aqui, limpo, não é tão perturbado pelas luzes da cidade.

Mais do que olhar para estrelas, acompanhar o noticiário científico das descobertas, os podcasts e o que mais for, tenho renovado o já portentoso catálogo de documentários e vídeos sobre o tema. Investigando umas deliciosas transmissões ao vivo da Nasa, me deparei com essa pequena montagem:



O detalhe que mais me chama atenção no vídeo são as demonstrações de felicidade dos engenheiros e cientistas de cada missão bem sucedida. É felicidade pura, alegria que nasce de um feito que não diminui ninguém: ao contrário de uma comemoração de gol, por exemplo, o triunfo de quem manda sondas, robôs e rovers para um outro planeta não machuca ninguém, não representa infelicidade de outra pessoa.

Um dos compromissos que eu tenho comigo mesmo é de ensinar crianças, não necessariamente os meus filhos, esse carinho e essa sensibilidade para com a ciência. Se, um dia, uma criança escolher a astronomia, ou qualquer outra ciência em virtude dessa percepção do lado humano em cada uma dessas conquistas, eu terei sido uma pessoa feliz e bem sucedida.

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