Os carros da Fórmula 1, todo mundo sabe, são o auge da tecnologia em quatro rodas. Extremamente desenvolvidos para andar mais e mais rápido, os bólidos são produzidos em fibra de carbono, um material bastante caro que possui a particularidade de ser mais resistente que o aço, com a vantagem de ser bem mais leve. São a melhor definição de design privilegiando a forma e o uso. São bonitos porque são moldados, seguindo parâmetros do regulamento, da melhor forma possível para perfurar o ar.
Além disso, os motores v8 entregam mais de 800 cavalos de potência às rodas motrizes. Por comparação, a potência de um carro 1.0 gira em torno de 70 cavalos. Essas verdadeiras usinas de força são capazes de girar a 19.000 vezes por minuto, enquanto nossos carros raramente passam de 5.000 giros no uso cotidiano. A tecnologia embarcada que monitora cada segundo, cada força, cada reação, cada detalhe do carro, conhecida como telemetria, está a anos luz do que podemos conceber em termos de diagnóstico eletrônico das condições de nossos veículos mais modernos que disponham de centrais eletrônicas.
São veículos feitos para correr e andar a mais de 350 km/h, sendo capazes de resistir às forças resultantes de uma velocidade como esta, de gerar arrasto e pressão aerodinâmica a tal ponto que seriam capazes de andar de ponta cabeça, pelo teto de algum túnel. São carros robustos, porque a aparente fragilidade das asas é compensada pela rigidez extrema da célula de sobrevivência, onde fica o habitáculo do piloto, um conceito desenvolvido para que o carro todo se desmanche numa colisão grave - exceto o lugar onde o piloto se expreme (você pode ver isso acontecendo aqui). São máquinas impressionantes, os Fórmula 1.
E para dar um testemunho da resistência, força, robustez e capacidade de suportar pressão encontrada nos monocoques utilizados pela F1, recomendo o vídeo abaixo, protagonizado por Gehrard Berger - uma espécie de Barrichello austríaco, foi o "Barrichello do Senna", o que desqualifica, portanto, tanta gente reclamar do Schumacher - e sua Benetton, que um dia além de fazer moletons e propagandas com o slogan "United collors of Benetton", resolveu produzir carros de Fórmula 1, e foi bem sucedida nisso:
"Oh, shit!"

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