quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Blurriler

Eis o blurriler. Na verdade, é blue heeler, mas o brasileiro abrasileirou o nome e, agora, a raça de cães originária da Austrália, cujo pelo não tem nenhum tom amarelado, que esses são os red heeler, tem um nome português para chamar de seu.

Nada resiste à criatividade brasileira.

Era um desses o meu vizinho de algumas semanas atrás, um cão esperto e engraçado, que me chamou a atenção e inclusive encorajou-me planos de sequestros que não vieram a se concretizar. Alegre, curioso, espevitado e cheio de energia, o sujeito encantou não só a mim, mas também à minha mãe. Agora, me restam apenas uns vídeos e fotos do cão.

Depois que soube que o bicho não era o vira-lata que eu, sem saber muito sobre cães, tinha calculado, embrenhei-me numa pesquisa para descobrir de que raça ele era. Depois alguma pesquisa, vim a saber que esse espírito alegre e espevitado é bem típico desses pastores australianos.

Conclusão que, somadas a outras impressões que adquiri de outras raças, me leva a "rereconsiderar" muitas coisas e a incluir esses blurrilers nas minhas buscas por um filhote. É pena, no entanto, que recomende-se a esses cães espaços abertos amplos, porque criados para o pastoreio, eles tendem a se aborrecer enormemente em lugares apertados, dizem os criadores. Aparentemente, são comuns no Brasil porque são dóceis, bonitos e grisalhos, muito fáceis de adestrar, alegres e amam crianças. À parte do DNA australiano, são uma versão canina desse que lhe escreve, praticamente.

E aí, nesses grupos de classificados, eis que surge um irmão do meu vizinho à venda. 150 reais. Carteira de pedrigree e tudo mais. Ligo para a dona que precisa se desfazer do cão, pessoa simples e que já tem outros bichos e aparentemente adotou o filhote por compaixão, para descobrir que telefonara 30 minutos atrasado: alguém já comprara o passe do cão. E aí, disso tudo, só me restou outra foto.



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