segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amores e saudades

Eu dormia meus sonos mais intranquilos
colhia nas sístoles dos meus sonhos as diástoles das minhas realidades.
Sonhos de papel, onde eu escrevia minhas alegrias com fel.
Da indizível perfeição trago comigo metade de um coração,
de onde tiro que te levaria hoje mesmo, sem medo
e sem demora.
Longe, ao infinito onde não existe mais amor,
nem pessoas,
nem memórias.
E lá, no nada pleno das nossas veredas, faríamos brotar verdades.
Amores, saudades.

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