domingo, 11 de outubro de 2009

Assim temos um hino

Não sei vocês, caros sete leitores, mas eu, assim que bato os olhos para o banner deste meu blogue penso logo numa trilha sonora triunfal. Orquestras retumbando em uníssono sons de um hino que honre a dignidade da imagem que rotula este espaço e que é visivelmente inspirada nos posters soviéticos, que aliás configuram uma forma de arte muito bonita, em que pese abandonada, e que sempre me interessou largamente. Fosse eu mais talentoso, corrigindo, fosse eu talentoso de alguma sorte nos traços à mão com naquim, daria eu mesmo continuidade a essa arte que já vai esquecida, como de resto vai tudo que um dia compôs a grande URSS.

E discussões de ordem político-ideológica à parte, o fim da União Soviética deixou o mundo um lugar muito sem graça. Vejam aí o caso do Frederick Forsyth, que depois que desmoronaram com o Muro de Berlim não escreveu um romance que preste. Antes a gente tinha do que temer, partidos a tomar. Ou você era um porco capitalista ou um comunista impedernido na juventude. Você abraçava "O Capital" para se colocar nas fileiras vermelhas que riscariam do mapa a injustiça social. Eu sempre fui meio deslocado no tempo e fiz isso, escolhendo no caso um marxismo meio acanhado, tomando partido quando eles já não estavam mais por aí, sensibilizando corações e se alimentando de sonhos jovens. Embora tenha escolhido uma das doutrinas, nunca li "O Capital" inteiro. Hoje, do alto de meus 24 anos de sonho, de sangue e de América do Sul, venho a público admitir que, não, jamais li o livro de Marx, embora tenha caminhado com o mesmo debaixo do braço, qual um pastor daquelas seitas cristãs que nos perseguem. Aos 24 anos a gente perde a vergonha de admitir certas coisas.

Mas o que conta, antes da digressão - eu não sei escrever se não for por elipses - era falar da trilha sonora que vem para compôr - tem acento ainda? - com o banner a cara, a face, a marca deste blogue que visa a dominação global, tendendo a garantir a irrestrita distribuição de macarrão com queijo para todos aqueles que quiserem. Temos um banner, um nome, até um slogan escrito em alfabeto cirílico, que ninguém, a não ser eu, consegue ler e, enfim, agora, temos aí uma canção. A escolhida não é nenhuma obra desconhecida. Ao contrário. Contudo, deixo a cargo da curiosidade de cada um descobrir de quê se trata.

Para ouvir, basta clicar no play:

1 comentários:

Junior Bellé disse...

Rapaz, apesar de anarquista convicto e especifista, li o "Capital", o "Manifesto do Partido COmunista" e outros mais. Uma bosta. Comecei por lá, até guinar mais à esquerda.

A União Soviética foi o sarcófago dos sovietes. Uma bosta. Nunca fui muito fã do Forsyth, mas me divertia com os livros. E pra thrillers de ação, o cara é O Gênio.