Era uma vez um homem.
De peito aberto ele contraiu o vírus chamado momento,
socorrido não teve jeito, nada que desse remendo,
restou a ele resignar-se e chorar ao relento,
enquanto as lágrimas iam ao vento,
E ele foi definhando,
morria sorrindo um riso cinzento
até que, enfim, disse toda a gente
o homem morreu,
morreu de tempo
e viveu de desalento.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Campanha internacional contra o tempo
às 15:05 Marcadores: Poemas para combater a calvície

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