Eu vou sentindo a intimidade das coisas impossíveis.
Tudo que não é, que não pode.
A intimidade da dúvida,
a existência do medo.
A vivência da saudade.
Eu vivo de impossibilidades.
Eu venço dias e verdades.
Eu me perco nas possibilidades,
eu desisto das saudades.
As perdas são saudades
e a saudade não passa de o lapso de um minuto.
Sequer é a falta do que passou,
do tempo que aconteceu,
a saudade é um minuto,
o tempo que envelheceu.
A saudade é a impossibilidade de viajar
o tempo é dimensão única, dá onde tem que dar.
A saudade se mede em copos numa mesa de bar
Se mede em litros de lágrima a nos queimar,
a saudade ferve em brasa no peito de quem sabe amar.
A saudade nos ensina que é impossível viver sem se machucar.
Do impossível eu vivo.
Dele tiro verso, ele eu respiro.
De impossível eu faço livro.
E melancolia para a minha vida adoçar.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Coisas
às 11:27 Marcadores: Poemas para combater a calvície

1 comentários:
"a saudade é uma mar... parabólica. estrada que dói. en-can-to de flor, labirinto." (cordelo do fogo encantado - transfiguração). eu tenho uma fome pelo impossível e uma mania de saudade. ai também deixo tudo feito letra, mas as vezes ainda teimam em arder.
"Do impossível eu vivo.
Dele tiro verso, ele eu respiro.
De impossível eu faço livro.
E melancolia para a minha vida adoçar. " (- seu eu no meu -)
tebeijobeibe
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