Há muito que sustento perante o desdém de muita gente que a indústria dos jogos eletrônicos já beira, e em alguns casos ultrapassa às largas, os ditames do que é arte. Os jogos progridem anualmente a uma velocidade assombrosa, e isso explica porque o entretenimento digital é uma indústria que lucra mais que a do cinema e mais que a automobilística também. Hoje, em vários títulos no mercado, a experiência de jogar é a de viver um filme. Interagir com um roteiro.
É o caso do game The Saboteur, que para ficar nos paralelos perante a Sétima Arte, é, por sua vez, o remake de um título famoso nos anos 1980 para o Atari. A previsão de lançamento do jogo é para este mês, disponível para Play Station 3, Xbox 360 e computador, no jogo você encarna um irlandês que mora em Paris. Tudo se passa num ambiente de filme noire, nos anos 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Você precisa vingar-se dos nazistas, ajudando ações da Resistência Francesa.
Mas onde está a arte, pergunta você, ó leitor incauto e apressado. A arte vai além do roteiro bem elaborado, da possibilidade de interagir com toda a Paris de 70 anos atrás. A arte está no espetáculo visual do jogo, que começa preto e branco e conforme o jogador for avançando na história e experimentando emoções, torna-se colorido (conforme você pode ver no vídeo abaixo). É, pelas prévias disponíveis na internet, visualmente falando, um conceito lindo e que foi visto, conforme a sociedade cinéfila de leitores que me acompanham devem lembrar, no filme Sin City.
Prévia do game:
Além disso, escolheram Nina Simone, com "Feeling Good" para a trilha sonora (opa, mais uma semelhança com o cinema: trilha sonora envolvente). Só não vicio já no jogo porque o lançamento oficial ainda não aconteceu, e de mais a mais, meu notebook tem recursos muito modestos para enfrentar tamanho refinamento técnico e gráfico.
Trailer oficial:
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
The Saboteur: genial
às 18:29 Marcadores: Cinema, Cultura, Entretenimento, Tecnologia

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