sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sem título 1

Tudo me convém
mas nada me apetece.
Sou um verso de desdém,
e uma literatura que esmorece.

Nada me distingue.
Tudo me enfastia
sou de inverno, e quero calor.
Sou feito de hipocrisia.

Nasci imbuído de todos dos destemperos
de egoísmo fiz meus exageros
Morri indômito na minha esperança
fui cômico e por toda vida uma criança.

No fim de tudo, nada de cores,
sigo desdenhando do mundo,
sobrevivendo de horrores
dou de ombros, e rego do meu lado,
solitário, no escuro
as flores mortas do passado.

1 comentários:

Anônimo disse...

Também gostava mais do antigo, troquei pela facilidade de ter páginas mostradas no topo...